BC acordou o gigante ou o gigante acordou o BC?

Dia de cautela na Bolsa à espera da decisão do Comitê de política monetária sobre a taxa básica de juros. Confira aqui no post de hoje!

Dia de cautela na Bolsa à espera da decisão do Comitê de política monetária sobre a taxa básica de juros.

Conforme afirmamos no fechamento de mercado de ontem, a tal revisão de expectativa para 50 bps, depois de oscilar para 75 bps, vindo das frustrações com 25 bps, era altamente perecível.

Quando defendíamos o encerramento de 2016 a 12,75%, sustentávamos a tese nas análises das principais verticais da economia, ociosidade da indústria e degradação do nível de atividade econômica. Este último, o argumento escolhido pelo COPOM para justificar a intensificação da intensidade dos cortes.

Enfim, GRANDE NOTÍCIA. O alívio no custo do endividamento público e melhora no ambiente para investimentos podem definitivamente recolocar o país no caminho (ainda longo) da recuperação.

Logo veremos os primeiros sinais de liberação de investimentos. Mas lembrem, a Bolsa antecipa. É o ano do Stock Picking! Para isso preparamos a melhor combinação de ativos em cobertura para você aproveitar cada um dos momentos e das janelas de oportunidade de 2017!

Ibovespa

Mais uma vez apoiada no minério e escondida dos ativos mais influenciados pela taxa de juros, o índice Ibovespa fechou em alta de 0,51 %, aos 62.446 pontos.

Durante basicamente todo o dia, ao menos quatro das cinco maiores altas eram de papéis ligados ao Minério. Mais alguns dedos foram perdidos daqueles que seguravam botões vermelhos ou suas posições em puts de VALE. GGBR4 e GOUA4 fecharam o dia com chave de ouro, liderando o lado positivo do terminal.

Fora do índice, em mais um dia de forte alta, o ativo que chamamos de uma das maiores assimetrias da Bolsa brasileira, QGEP3 subiu 4%! Não conhece a tese de investimento? Acesse aqui.

As maiores quedas do dia ficaram para CCRO3, impactada pelas notícias de uma eventual dificuldade na extensão da concessão da Nova Dutra, e pelos papéis da BBSE3, ex-queridinha da Bolsa. No setor de infraestrutura, certamente há muito a ser compreendido com a nova postura do BNDES e a retomada dos volumes multimodal. Seguimos chamando a atenção para o case de Triunfo Participações. Um ativo controverso, mas com um case que vale a pena ser conhecido de perto.

IPCA encerra ano abaixo do teto meta

A cereja do bolo que animou a reunião do COPOM foi a fato de o principal índice de inflação brasileira encerrar o ano abaixo do teto da meta estipulada pelo CMN, fechando 2016 em 6,29%.

O indicador apresentou alta de 0,30% em dezembro ante 0,18% no mês anterior, abaixo das expectativas de mercado (0,35%). O destaque positivo foi a variação dos preços de habitação que caíram 0,59%. O destaque negativo ficou para as linhas de transporte e despesas pessoais, que tiveram alta de 1,11% e 1,01%, respectivamente.

Mas a esta altura, quem sem importa com 2016? Ano novo, vida nova! Selic caiu 75 bps. É aqui que mora o perigo. 

É o momento de compreender definitivamente que Renda Fixa não é sinônimo de baixa rentabilidade, mesmo com juros em queda.

É hora de não acreditar em promessas de sonho, para não acordar em meio a um pesadelo. Efeito manada vai aparecer. Escolha sabiamente seus passos e os resultados serão literalmente sentidos no bolso!

Vislumbrando um quadro de queda forte nos juros, balanceamos a Carteira Eleven, que em Janeiro de 2017 tem, pela primeira vez, 8 ativos. Uma escolha absolutamente criteriosa, ajustando setores e papéis que refletem a nossa percepção de máximo equilíbrio entre risco e retorno.

Que Brasília ouça a voz do gigante que, machucado, dormia. Que o mesmo gigante resgate seu ritmo e ponha tudo novamente em seu devido lugar!

É hora do PIB! Precisamos Investir no Brasil!

Renove o seu jeito de investir!