CDB: Descubra o que é, como funciona e mais!

CDB - Certificado de Depósito Bancário

O CDB — ou Certificado de Depósito Bancário — é uma das opções de investimento mais escolhidas entre as pessoas que desejam ter um rendimento superior ao da poupança. Para se ter uma ideia, em 2016, foram R$ 549,2 bilhões investidos em CDBs no Brasil, cerca de 13% a mais em relação ao ano anterior.

Para quem ainda não é familiarizado com o termo, trata-se de uma espécie de “empréstimo” em que o investidor oferece um valor X ao banco. Em troca, a instituição bancária devolve o dinheiro com juros após um determinado período estabelecido no momento da contratação do serviço.

Para te ajudar a entender mais sobre o assunto, preparamos este guia completo sobre CDB. Com ele, você vai saber como funciona o investimento, conhecer quais são as vantagens e os riscos e ainda aprender a fazer a aplicação com segurança.

Além disso, é importante destacar que o CDB conta com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso quer dizer que os investimentos são assegurados pelo FGC quando um banco ou corretora decretar falência.

No entanto, é importante ressaltar que o valor garantido é de R$ 250 mil por CPF e por instituição. Por isso, caso queira investir uma quantia maior, é interessante escolher títulos ou bancos e corretoras diferentes. O que é CDB e como funciona?

Todos os dias os bancos emprestam dinheiro aos correntistas que estão precisando de crédito, seja em forma de cheque especial, seja por meio do financiamento de automóveis, por exemplo. Para viabilizar essas operações, as instituições também precisam de dinheiro emprestado. É aí que entra o CDB.

O Certificado de Depósito Bancário, portanto, é um título de renda fixa emitido pelos bancos que necessitam de recursos para realizar empréstimos aos clientes. Na prática, você empresta dinheiro a uma instituição e ela empresta para outra pessoa.

E é seguro? Eu vou mesmo ter uma rentabilidade maior da que eu tenho com a poupança? Para responder a essas perguntas tão comuns, primeiro você deve ter em mente que todo investimento possui riscos — e com os CDBs não é diferente.

No entanto, o rendimento costuma ser superior ao da poupança. A forma como você ganhará dinheiro, contudo, vai variar de acordo com o tipo de CDB escolhido: pré-fixado, pós-fixado ou indexado à inflação. Conheça as particularidades de cada um deles:

CDBs pré-fixados

Nos certificados pré-fixados você sabe exatamente quanto vai receber ao final no vencimento, já que a taxa de juros é definida no momento da contratação do serviço.

Considere um título com a taxa pré-fixada de 10% ao ano, por exemplo. Se você investir R$ 1.000 durante esse período, a sua rentabilidade bruta será de R$ 100.

CDBs pós-fixados

Os CDBs pós-fixados são os tipos mais comuns. Aqui, o investidor tem a sua rentabilidade ligada à variação do CDI.

Os CDIs — ou Certificados de Depósitos Interbancários — são empréstimos feitos entre as instituições financeiras a fim de fecharem o caixa com o saldo positivo. São operações de curtíssimo prazo (1 dia) que geram fluidez ao mercado econômico.

Para entender como isso afeta a rentabilidade, imagine um banco que paga 90% de seu CDI ao ano. Se nesse período o CDI for de 10%, a rentabilidade bruta do investimento será de 9% ao ano. Ou seja, R$ 1.000 aplicados teriam o rendimento de R$ 90.

É importante destacar que o CDI pode variar anualmente, já que a sua taxa média diária é calculada com base nas emissões de certificados feitas entre os bancos. No entanto, o valor fica muito próximo à taxa de juros básica da economia, a Selic.

CDBs indexados à inflação

Além dos CDBs pré e pós-fixados, existe outro tipo que rende de acordo com um determinado índice da inflação — geralmente o IPCA — mais um acréscimo de juros estabelecido no momento da aplicação.

Para entender melhor, considere um CDB que renda a taxa de IPCA + 5% ao ano, e um investimento de R$ 1.000. Se o IPCA fechar em 5%, a sua rentabilidade bruta ao final do período será de R$ 100 (5% do IPCA + 5% dos juros pré-fixados).

Como começar a investir em CDB?

Um dos motivos que faz do CDB ser tão popular entre os investidores é a comodidade de fazer tudo pelo site — além de não ter custos. Simplificadamente, a aplicação é dividida em alguns passos básicos. São eles:

  1. Ser correntista em algum banco ou corretora;
  2. Ter em conta o dinheiro que se deseja aplicar;
  3. Selecionar o CDB de acordo com o tipo (pré-fixado, pós-fixado e indexado à inflação);
  4. Realizar a aplicação.

É claro que, para que tudo ocorra bem, existem algumas dicas essenciais para tirar o máximo proveito do seu investimento. Pensando nisso, listamos tudo o que você precisa levar em consideração no momento da aplicação. Veja!

A escolha do banco ou corretora

Antes de comprar um CDB no banco em que você tem conta, é muito importante pesquisar a taxa de rendimento de outras instituições. Analise as taxas pré-fixadas, os acréscimos de juros, a liquidez e também a reputação das empresas.

Nesse sentido, alguns bancos menores, que estejam passando por alguma dificuldade financeira, podem oferecer uma remuneração maior para atrair o investidor. Tendo isso em mente, fique atento, pois existe o risco de o banco quebrar.

Sobretudo, tente descobrir qual é a atual situação financeira da instituição. Se você não tem tempo ou paciência para isso, saiba que existem casas de investimentos independentes que analisam as opções de aplicação que terão mais retorno ou risco.

O valor investido

Para não correr o risco de perder dinheiro, é importante que o valor investido seja dispensável durante aquele período de tempo. Ou seja, certifique-se de que você não precisará resgatar a quantia antes do previsto.

Isso acontece porque, ao retirar um valor antes do vencimento, o banco poderá exigir um deságio (valor do título em relação à sua cotação no mercado) para efetuar a operação. Desse modo, você poderá perder parcialmente a rentabilidade.

O tipo de CDB

Escolher o tipo de CDB ideal para o seu caso não é tão simples assim. Antes de tudo, você precisará analisar as opções de acordo com o valor investido e com o prazo que pretende deixar o seu dinheiro com o banco.

A partir daí, será necessário calcular a rentabilidade de cada CDB, verificando qual é mais interessante para o prazo e valor definidos. No entanto, é importante ficar atento aos índices de inflação e CDI, pois podem variar anualmente. Logo, lembre-se de que isso será apenas uma simulação com base em valores dos anos anteriores.

Geralmente, os CDBs pré-fixados são mais indicados quando os juros estão altos, mas com tendência a cair. Já os pós-fixados são sugeridos quando a taxa está elevada e com predisposição a continuar assim. Os indexados, por sua vez, são ideais para quem quer investir por um longo prazo e proteger o seu poder de compra.

Para te ajudar a fazer a escolha certa, listamos algumas dicas. Confira:

  • tente negociar a taxa com o banco antes de comprar um título;
  • respeite o limite de aplicações de até R$ 250 mil. Assim, você terá a garantia do FGC e poderá investir com mais segurança;
  • caso queira aplicar mais de R$ 250 mil, divida os valores entre bancos diferentes;
  • em títulos pré-fixados, o ideal é que a taxa de rendimento seja, pelo menos, 95% do CDI;
  • considere contratar uma casa de investimentos independente, que não tenha ligação com nenhuma instituição financeira, para fazer as análises.

Qual é o investimento mínimo?

O valor mínimo necessário para se investir no CDB vai variar de acordo com o banco ou corretora. Geralmente, os valores iniciais ficam na casa dos R$ 5.000, sendo que a partir dos R$ 50 mil é possível conseguir taxas melhores com os bancos.

No entanto, existem instituições que oferecem investimentos mais flexíveis, com risco menor, em que o resgate do dinheiro é automático em conta corrente. Nesses casos, é possível investir em quantias menores. Informe-se com o seu banco.

Como calcular a minha rentabilidade?

A rentabilidade de um investimento vai depender alguns fatores, são eles:

  1. Tamanho da instituição financeira;
  2. Período de investimento;
  3. Valor aplicado;
  4. Taxa previamente acordada entre o investidor e o banco.

O primeiro refere-se à instituição financeira escolhida por você. Sabemos que os bancos menores oferecem melhores taxas de rendimento e, portanto, são mais vantajosas. Por outro lado, essas instituições oferecem mais riscos se comparadas às maiores.

Já o segundo tem a ver com o tempo de aplicação. Portanto, quanto maior o período, melhores serão as taxas — e menores as alíquotas do Imposto de Renda (IR), como você verá posteriormente. O valor aplicado também interfere diretamente no rendimento final, já que os maiores investimentos tendem a possuir taxas mais vantajosas.

A taxa acordada entre o investidor e o banco, por sua vez, vai variar de acordo com o tipo de CDB escolhido. Fique atento aos valores e faça uma boa pesquisa de mercado.

Quais são os ricos e as vantagens do CDB?

De maneira geral, os ricos de se investir em CDBs são baixos. O principal perigo é uma possível falência do banco. Nesse caso, ele não conseguiria honrar com a devolução do capital investido.

Nessa hora, contudo, você poderá se perguntar: porque eu deveria me preocupar com isso, se existe a garantia do FGC? De fato, os investimentos são assegurados pelo Fundo Garantidor de Créditos até R$ 250 mil.

No entanto, o processo de falência de uma instituição costuma ser um pouco demorado e, nesse período, o seu dinheiro pode ficar “travado”. Para evitar que situações como essa ocorram, é muito importante pesquisar a situação financeira do banco. Tenha cautela com as instituições que ofereçam uma rentabilidade muito acima do mercado.

Tirando o risco de o banco quebrar, investir no Certificado de Depósito Bancário costuma ser bastante seguro. Além disso, uma de suas principais vantagens é a ausência de taxas para a aplicação, ao contrário de outros investimentos como o Tesouro.

Para fazer a escolha certa, porém, diversos fatores devem ser levados em consideração. Pensando nisso, separamos os principais vantagens e desvantagens do CDB para você fazer uma análise completa sobre o investimento. Veja!

Desvantagens

Imposto de Renda

Ao contrário da poupança, o investimento feito no CDB será tributado pelo Imposto de Renda (IR). A alíquota varia de acordo com o período de aplicação. Veja:

  • 22,5%: 6 meses após a aplicação;
  • 20%: 6 meses a 1 ano após a aplicação;
  • 17,5%: de 1 a 2 anos após a aplicação;
  • 15%: após 2 anos da aplicação.

Como você pode perceber, quanto maior o tempo menor a taxa. Além disso, caso o investidor precise retirar o dinheiro em menos de 30 dias, ele também precisará pagar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Investimento mínimo

Para muitas pessoas, o fato dos CDBs possuírem valores mínimos para iniciar o investimento também é uma desvantagem. Como dissemos, o valor varia de banco para banco, mas, normalmente, é só a partir dos R$ 50 mil que se consegue taxas melhores e mais rentáveis.

Menor rentabilidade em bancos sólidos

Os bancos maiores e mais conhecidos possuem risco menor. Consequentemente, eles têm poder de barganha para negociar taxas de rentabilidade mais baixas. Adicionalmente, em alguns casos, podem acontecer cobranças extras para resgates antecipados.

Vantagens

Rende mais que a poupança

Se considerarmos o histórico dos últimos anos, podemos concluir que a rentabilidade da poupança fica em torno de 8%, enquanto a inflação registrada pelo IPCA costuma ser de 10%.

No entanto, isso não é uma regra. Em 2016, por exemplo, a rentabilidade nominal (descontada a inflação) da poupança fechou o ano em 8,3%. Isso quer dizer que a rentabilidade real da caderneta foi de 1,9% no ano, maior valor desde 2009.

A inflação nominal do CDI, por sua vez, ficou em 7,25% em 2016 — considerado o melhor investimento do ano, perdendo apenas para o Ibovespa. O que queremos dizer é que os valores são mutáveis e a rentabilidade pode variar a cada ano.

Entretanto, de maneira geral, os CDBs oferecem um maior retorno se comparados à poupança. Também é importante ter em mente que quanto maior o valor e o prazo do investimento, maior será a porcentagem de ganhos.

Liquidez diária

Alguns tipos de CDBs oferecem liquidez diária. Isso quer dizer que, quando você precisar resgatar o dinheiro, ele entrará na sua conta no mesmo dia ou no próximo dia útil — em caso de pedidos feitos após o fechamento das instituições.

No entanto, é preciso ficar atento no momento da contratação, pois alguns CDBs podem pedir um prazo de liquidez. Assim, se você comprar um título com o prazo de resgate de 90 dias e precisar sacar o dinheiro antes, poderá perder parte da sua rentabilidade.

Resgates flexíveis

Os prazos de resgate do CDB costumam ser bastante flexíveis. Para se ter uma ideia, há lugares em que é possível retirar o dinheiro um dia após a aplicação. Por outro lado, é claro que isso não é aconselhável, já que quanto menor o prazo, menor será o rendimento.

Segurança

Os investimentos nos CDBs são protegidos pelo FGC — Fundo Garantidor de Crédito — para quantias de até R$ 250 mil por CPF e instituição. Por isso, caso ocorra a falência do banco, o fundo garante que o valor será restituído.

Conveniência

Por meio do internet banking, é possível solicitar resgates, fazer aportes e diversos outros serviços do conforto de sua casa.

Como saber se estou fazendo o melhor negócio?

Agora que você já entendeu o que é CDB — e conheceu as suas vantagens e desvantagens — provavelmente está pensando: será que o investimento vale mesmo a pena se for comparado com outras aplicações, como o Tesouro Direto?

Antes de tudo, é importante ressaltar que não há uma receita de bolo. É preciso analisar o perfil do investidor (valor aplicado, período de investimento, etc.) e os tipos de aplicações mais adequadas para ele.

Os CDBs podem não ser vantajosos para as pessoas que possuem poucos recursos para serem aplicados, por exemplo. Entretanto, se você tem uma quantia considerável que pode ser investida, os títulos se tornam interessantes.

Vale ressaltar que os certificados emitidos por grandes bancos de varejo não costumam ser vantajosos, ao contrário dos bancos médios. O aconselhável, portanto, é procurar os bancos menores para fazer a aplicação, mas com cuidado.

Em outras palavras, sempre pesquise sobre a atual situação financeira da instituição e jamais faça aplicações superiores a R$ 250 mil. De maneira geral, um CDB que oferece mais de 98% do CDI, já é considerado mais vantajoso que o Tesouro Selic, por exemplo.

Além disso, se o investidor estiver disposto a abrir mão da liquidez por um período maior, ele conseguirá encontrar títulos com rentabilidades ainda melhores.

Bancos médios X bancos grandes

No Brasil, existem cinco instituições bancárias (Banco do Brasil, Itaú-Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander) que detêm mais de 80% do mercado.

A falta de concorrência — combinada com o fato de as pessoas não trocarem de banco com facilidade — faz com que essas instituições não se interessem em oferecer taxas atrativas para os investidores.

Os bancos menores, por sua vez, dependem da venda de títulos privados (como o CDB) para se manter. É dessa forma que eles conseguem os recursos necessários para oferecer créditos e financiamentos aos clientes.

Para atrair os investidores, portanto, eles precisam oferecer taxas mais vantajosas. Em alguns casos a diferença é gritante: há bancos que chegam a oferecer 112% do CDI, enquanto outros apenas 80%. Por isso, fazer uma boa pesquisa é essencial.

Quais são as dicas que eu preciso ter em mente no momento da aplicação?

Existem alguns truques capazes de tornar um investimento mais vantajoso. A seguir, listamos alguns deles para você. Acompanhe:

Faça investimentos a longo prazo

Além da possibilidade de negociar taxas melhores com os bancos, os investimentos a longo prazo possuem menores alíquotas do IR. Caso opte por uma aplicação que dure dois anos, por exemplo, o imposto cobrado será de 15%.

Diferentemente de um investimento de seis meses, em que a alíquota cobrada é 22,5%. Por isso, sempre que possível, faça aplicações usando recursos que você não precisará resgatar durante um bom período de tempo.

Compare os investimentos

Já falamos por aqui sobre a importância de se pesquisar antes de fechar um negócio. E como destacamos há pouco, é comum o brasileiro ter uma relação próxima com o seu banco e sentir dificuldades em mudar de instituição.

Entretanto, você não precisa fazer aplicações em seu banco se ele não for vantajoso para você. Pesquise, compare e considere comprar o CDB em outro lugar. Lembre-se: qualidade não tem a ver, necessariamente, com o tamanho da instituição financeira.

Não peça a opinião só de gerentes de bancos

Não é errado ir aos bancos pedir a opinião de gerentes sobre os melhores investimentos. No entanto, tenha em mente que a instituição tem interesse em oferecer aplicações financeiras vantajosas para ela.

Portanto, é sempre aconselhável pedir a opinião de terceiros. Além de ler muito sobre o assunto na internet, procure consultores financeiros, casas de investimentos independentes, universidades, economistas, entre outros.

Tenha um objetivo bem definido

Um dos erros mais comuns das pessoas é investir dinheiro sem ter um objetivo claro para isso. No entanto, nem sempre maior rentabilidade é sinônimo de melhor aplicação.

Um investidor pode concluir que prefere um menor retorno com mais liquidez, por exemplo. Assim, ele poderá resgatar o seu dinheiro a qualquer momento, sem perdas.

Acompanhe o seu investimento

Não basta apenas fazer a aplicação: é preciso acompanhar a sua rentabilidade e compará-la com outros investimentos no mercado a fim de ter a certeza que vale a pena manter o seu dinheiro lá. Tendo isso em mente, seja disciplinado e acompanhe o extrato do banco ou corretora mensalmente.

Como você viu até aqui, investir em CBDs é uma boa opção se você tem um bom dinheiro guardado na poupança e deseja ter uma rentabilidade maior. Antes de realizar a aplicação, porém, é necessário muita pesquisa de mercado. Na dúvida, não deixe de pedir ajuda de profissionais especializados para fazer as análises para você.

Se o nosso guia sobre CDB foi útil, assine a nossa newsletter e fique por dentro de outras dicas sobre investimento, mercado financeiro e muito mais!