Como comprar ações? Confira essas 5 dicas valiosas

Confira 5 dicas de como comprar ações

Você gostaria de saber como comprar ações? Com alguns passos simples, é possível executar essa operação. No entanto, escolher quais ações comprar exige um certo grau de conhecimento e o domínio de alguns conceitos.

Uma decisão de compra, tomada de forma errada, pode vir a comprometer o patrimônio do investidor no curto e no médio prazo. Portanto, é muito importante que você saiba quais ações comprar, antes de começar a investir nesse mercado. E, mais do que tudo, manter a calma nos momentos de queda da ação, tentar entender o que está por trás da oscilação, e não se desfazer dos ativos. Afinal, investir em ações é uma estratégia de médio a longo prazo e é preciso sempre ter isso em mente.

Foi pensando nisso que nós resolvemos escrever este artigo. Nele, você encontrará 5 dicas para adquirir ações e ter mais chances de conseguir excelentes resultados. Confira!

Conheça os tipos de ações disponíveis no mercado

Antes de começarmos a mostrar as dicas de ouro sobre como comprar ações, vamos, inicialmente, explicar os dois principais tipos existentes no mercado e as particularidades de cada uma.

As ações são divididas em ordinárias e preferenciais. As ações ordinárias proporcionam, ao seu detentor, o direito de voto sobre as deliberações da administração ou diretoria da empresa. Na B3 (antiga BM&FBovespa), o ticker, que é o código da empresa no pregão, é composto das iniciais do nome da companhia, seguida do número 3. As preferenciais não dão direito ao voto. No entanto, quem as possui tem preferência no recebimento dos dividendos. O ticker é composto pelas iniciais da companhia, seguida do número 4. Além disso, os preferencialistas costumam receber valores maiores do que aqueles distribuídos aos possuidores das ações ordinárias.

Agora que você conhece os tipos de ações existentes no mercado, vamos começar a lhe mostrar as dicas sobre como comprar ações.

Descubra as 5 dicas sobre como comprar ações

1. Estabeleça o seu objetivo

Ter um objetivo claro e bem definido é o ponto de partida para o desenho da estratégia de investimentos e a decisão de compra de ações. Conhecendo os seus objetivos, é possível definir claramente quanto você deverá investir e, principalmente, por quanto tempo (curto, médio ou longo prazo) o dinheiro permanecerá aplicado.

Muitos investidores usam como referência para definir a rentabilidade desejada por eles um percentual acima do CDI, que orbita em torno da taxa básica de juros. Esse percentual acima do CDI é chamado de prêmio de risco, ou seja, uma rentabilidade adicional exigida pelo investidor pela incerteza. Afinal, a ação pode não se valorizar no prazo desejado ou a empresa pode ter um lucro líquido menor, o que afeta a remuneração destinada aos acionistas.

2. Conheça o seu perfil

Conhecer o seu perfil de investidor é outro passo fundamental, para a tomada de decisão sobre a compra de algum tipo de ação. Porém, esse ponto costuma ser negligenciado por alguns investidores. Existem 3 perfis básicos de investidores: conservador, arrojado e moderado.

O perfil conservador é aquele que não prioriza a rentabilidade do ativo no qual ele investiu. A sua prioridade é não correr o risco de perder dinheiro.

Ao contrário, o arrojado não se importa em correr um alto risco, desde exista uma boa possibilidade de obter um excelente retorno financeiro.

O moderado é, basicamente, a união dos dois perfis anteriores. Ele tem certa tolerância ao risco e se permite arriscar um pouco em prol da rentabilidade dos seus investimentos.

Você deverá avaliar os três perfis de investidor e verificar com qual deles você se identifica, antes de tomar qualquer decisão de compra de ações.

3. Selecione uma corretora

Agora chegamos na parte prática da compra de ações. Depois de ter definido seus objetivos e encontrado o perfil de investidor que mais se adapta a você, é chegado o momento de escolher uma corretora, já que não é possível comprar ações na Bolsa de Valores ou diretamente com as empresas emissoras.

As corretoras são responsáveis por realizar a intermediação entre o investidor e o emitente da ação. Ou seja, elas executam as ordens de compra e de venda feitas pelo investidor. Quando uma pessoa decide adquirir um ativo, ela emite uma ordem para a sua corretora, através de um sistema conhecido como Home Broker.

Diferente daquelas cenas de filmes antigos – em que aparecem pessoas negociando no mercado financeiro, com telefones na mão –, atualmente, toda transação ocorre em um ambiente digital, através de uma plataforma que pertence à Bolsa. Portanto, a B3 acompanha as movimentações, já que o registro das compras e vendas são feitas em seu sistema, e também fiscaliza as corretoras.

No momento que você for escolher a sua corretora, é importante ficar atento às taxas que ela cobra. Basicamente, existem três tipos de cobrança:

  • Taxas de custódia;
  • Taxa de corretagem;
  • Taxa de manutenção.

Vale destacar que algumas corretoras não cobram taxas para a manutenção dos investimentos, tanto para títulos de renda fixa como para ações. Por isso, faça uma pesquisa para descobrir quais corretoras isentam o investidor dessas taxas. No entanto, existem as taxas de custódia da B3, que incidem sobre títulos do Tesouro Direto e de ações. Investidores com investimentos com até R$ 300 mil em ações são isentos dessas taxas da Bolsa.

Um bom lugar para começar a procurar uma corretora é no site da BM&FBovespa. Todas as 44 corretoras que oferecem home broker listadas lá são credenciadas para oferecer o serviço.

4. Analise o mercado antes de adquirir

Um investidor deve estar antenado às notícias sobre o mercado financeiro, diariamente. Os noticiários econômicos da televisão, sites e jornais jamais serão a única fonte de informação para uma pessoa que deseja investir. Mas, sem dúvida, eles são um excelente ponto de partida.

Você deve acompanhar, de perto, as oscilações do mercado, que são muito frequentes aqui no Brasil. É importante que você esteja atento. Pois, tanto o cenário interno quanto o externo podem refletir, positivamente ou negativamente, no mercado nacional.

No cenário nacional, pudemos verificar uma queda considerável nas ações da Petrobras após denúncias de fraudes e corrupção na estatal. Tal fato foi amplamente divulgado na mídia e, nos meses seguintes, as ações da empresa saíram de um patamar de R$ 50 para cerca de R$ 4. Também é importante estar ligado às questões políticas do país, pois isso influencia as expectativas do mercado e também podem ocasionar oscilações nos preços dos ativos.

O mesmo também vale para o noticiário externo. Dados como o crescimento da China e a projeção de demanda futura do minério de ferro, por exemplo, podem impactar as ações das mineradoras brasileiras, por exemplo. Assim como dados da produção de petróleo, que podem fazer subir ou descer as ações da Petrobras.

5. Comece pequeno e vá crescendo aos poucos

O mercado de ações, apesar de ser potencialmente lucrativo, possui muitas oscilações que podem fazer você perder momentaneamente o seu dinheiro, especialmente se você seguir o erro número um do investidor, que é comprar a ação na alta, quando ela está se valorizando, e vendê-la quando ela está em queda. O ideal é conhecer empresas com bons fundamentos, boa gestão e vantagens competitivas para aproveitar momentos de queda para comprar os papéis. Com a assessoria correta, é possível saber o preço-alvo, que vem a ser o valor justo de um ativo, de acordo com a análise fundamentalista, e que sinaliza o momento de venda da ação. E é para oferecer essas informações que o time da Eleven Financial trabalha todos os dias.

Por isso, é recomendado que você estude o mercado em que as companhias atuam, quem são seus concorrentes, conheça sua estratégia de crescimento, de investimentos, seu time de gestores e até seu endividamento. Enfim, saiba quais são os fundamentos da companhia. Ou tenha o apoio de uma casa de análise para ter essa informação.

Uma boa maneira de começar é comprando algumas poucas ações para ir aprofundando seu conhecimento sobre as companhias e, ao se sentir mais seguro, ir aumentando sua exposição.

Além disso, é importante que você diversifique a sua carteira de investimentos. Nunca deposite todo o seu dinheiro em uma única empresa, pois se ela vir a sofrer dificuldades, todo o seu capital aplicado pode demorar a ser recuperado. Também vale a pena separar uma parte do seu capital para aplicar em renda fixa.

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