Como montar uma carteira de investimentos?

Carteira de investimentos, o que é preciso para montar?

Se você planeja diversificar suas aplicações e montar uma boa e variada carteira de investimentos, vai gostar muito do artigo de hoje!

Criar uma carteira de investimentos é um passo muito importante para reduzir os riscos existentes nesse mercado, bem como aumentar o seu potencial de rendimento para que o seu dinheiro cresça, independentemente da situação econômica.

Nosso objetivo com este artigo vai muito além de mostrar como montar uma carteira de investimentos. Vamos tratar de assuntos como riscos, perfis de investidores e tipos de aplicações para cada um deles. Confira!

O que é uma carteira de investimentos

Uma carteira de investimentos, basicamente, é um conjunto de aplicações financeiras de um investidor, seja ele pessoa física ou jurídica.

Também chamada de cesta ou portfólio, é uma reunião dos investimentos que integra todos os ativos financeiros que você escolheu para fazer o seu dinheiro crescer.

Ao contrário do que muitos pensam, ter uma carteira de investimentos não é apenas para os investidores experientes. Todos que pretendem aplicar seu dinheiro devem possuir um portfólio diversificado.

Essa medida não visa apenas obter lucro, mas também proteger os valores investidos dos riscos existentes no mercado financeiro.

Diversificar investimentos faz com que você corra menos riscos, não deixando o seu dinheiro em apenas um lugar, garantindo uma maior segurança financeira.

Como montar uma carteira de investimentos

A montagem de uma carteira de investimentos depende, inicialmente, de um diagnóstico financeiro e de sua situação socioeconômica atual.

Com a análise exata dos dados referentes à sua vida econômica, social e, principalmente, financeira, você pode criar uma estratégia para fazer seu dinheiro render mais, correndo riscos menores ou até mesmo excluindo-os.

Neste levantamento, é preciso levar em consideração alguns fatores como, por exemplo: quanto dinheiro você ganha em um mês, quanto gasta, quais são os custos gerais de sobrevivência (alimentação, moradia, saúde, lazer etc.) e quaisquer outras informações que influenciarão a sua necessidade de capital.

Sendo assim, ficou claro que não adianta tomar como exemplo a carteira de outra pessoa para elaborar a sua, pois ela pode não servir para o seu caso.

Para ilustrar tudo isso que mencionamos vamos a um exemplo simples: se você investe em ações e, de repente, surge a necessidade de dinheiro que deve ser levantado em algumas semanas, a probabilidade de sucesso é muito pequena, pois o mercado de ações é um ambiente muito volátil, ou seja, com muitos altos e baixos, mais propício para o investimento de longo prazo.

Outra situação hipotética: suponhamos que você invista hoje em uma Letra de Crédito Imobiliária (LCI) em um prazo de carência de 90 dias e, posteriormente, sofre um acidente de carro, ficando sem dinheiro para arcar com os prejuízos e sendo necessário tomar um empréstimo bancário com juros altos para pagar o conserto do veículo. Um péssimo negócio!

Além da disponibilidade financeira e de tempo que mencionamos anteriormente, você também deve avaliar a liquidez (a capacidade de converter um investimento em dinheiro, sem perder valor) que um investimento proporciona, bem como os riscos envolvidos antes de incluí-lo em sua carteira.

Para saber mais sobre os riscos você precisa conhecer o seu perfil de investidor. Vamos tratar desse assunto no próximo tópico.

Definindo o seu perfil de investidor

Mesmo que você esteja iniciando ou ainda que este artigo seja o primeiro contato que você está tendo com o assunto “investimentos”, conhecer o seu perfil de investidor é o primeiro e fundamental passo para montar o seu portfólio ou carteira.

Para tanto, separamos os investidores em 3 grandes perfis que englobam a maioria das pessoas que deseja ou faz aplicações financeiras.

O perfil conservador

O conservador é aquele investidor que tem uma grande aversão em correr riscos assumindo, portanto, o menor possível.

É claro que essas pessoas pretendem obter lucros com seus investimentos, mas seu foco maior é não perder valores monetários.

Para eles, os melhores investimentos são a poupança, títulos e fundos de investimento de renda fixa ou Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e outros investimentos de baixo risco.

Caso seu perfil seja o do investidor conservador, procure conhecer as aplicações financeiras que são amparadas pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Esse é o fundo que garante ao investidor um amparo no limite de até R$ 250.000 do seu dinheiro investido.

O perfil moderado

Os moderados são investidores capazes de assumir algum risco em busca de alcançar resultados melhores. Elas sabem que dependem disso se quiserem que o seu capital aumente mais rapidamente.

Podemos dizer que eles querem obter lucros com suas aplicações e, para isso, estão dispostos a correr um risco, desde que ele seja moderado.

Geralmente, eles escolhem por títulos e fundos de investimento de renda fixa, como as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA), variando com aplicações em ações ou outros investimentos mais arriscados.

O perfil arrojado ou agressivo

Esse é um grande conhecedor do mercado financeiro e, por ter amplo domínio dele, se dispõe a correr riscos maiores em troca de retornos mais atrativos.

Os arrojados são verdadeiros estrategistas, assumindo riscos que, certamente, deixariam os moderados ou os conservadores completamente de queixo caído.

Em contrapartida aos altos riscos que eles assumem, seus rendimentos podem ser consideravelmente maiores que os obtidos pelos outros dois perfis.

Definindo os riscos de um investimento

Basicamente existem 3 tipos de riscos de investimentos: alto, médio e baixo.

Uma carteira de investimentos de alto risco está quase sempre ligada a aplicações em renda variável, em que o retorno não pode ser projetado inicialmente, quando é feita a aplicação.

Podem conter nesse portfólio ações de grandes, médias e até pequenas empresas com alto potencial de valorização futura, ou derivativos.

Nos investimentos considerados de risco médio, a volatilidade ocorre, mas não na mesma intensidade. Além das ações, os recursos ficam concentrados em renda fixa, o que garante uma previsão de retorno no longo prazo.

Já as aplicações de baixo risco são aquelas em que o investidor busca proteger seu patrimônio antes de aumentar seus lucros. O maior montante do capital está investido na renda fixa, e uma fatia menor pode ser encontrada nos fundos de investimento.

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