Construindo seu Futuro: Alta da inflação favorece o mercado imobiliário

Na sexta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou o IPCA, que mede a inflação oficial no país, do mês de setembro. O índice apresentou variação positiva de 0,48% e veio acima das expectativas médias dos analistas, de 0,41%. Veio acima do que nós esperávamos (0,21%) também. No ano, o índice acumula 3,34% e nos últimos 12 meses, 4,53%, levemente acima da meta do governo para 2018 (4,50%).

Na decomposição do IPCA, o grupo de transportes teve o maior impacto no mês, já que apresentou uma alta de 1,69% ante uma variação negativa de 1,22% em agosto. O principal fator disso foram os combustíveis, que tiveram a maior alta para setembro desde o Plano Real: a gasolina subiu 3,9%; o etanol, 5,4% e o diesel, 6,9%.  Também as passagens aéreas contribuíram para a inflação do setor, com uma alta de 16,8%.

Outro grupo com grande peso no índice foi o de alimentos que ficou praticamente estável na comparação mensal, com alta de 0,3%.

Apesar da variação positiva no mês, estimamos ainda que o índice se mantenha dentro da meta neste ano, o que é sentido no mercado imobiliário, especialmente nos FIIs (Fundos Imobiliários) com contratos atrelados à inflação e com reajustes nos próximos meses.

Os Fundos Imobiliários de papel, por exemplo, que possuem papéis de renda fixa ligados ao setor imobiliário como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), favorecem-se porque a variação positiva da inflação beneficia os Certificados de Recebíveis Imobiliários atrelados ao IPCA.

Os CRIs já vinham apresentando bom desempenho, visto que o IGP-M na semana passada também teve alta considerável.

Em relação ao mercado imobiliário como um todo, estamos otimistas, pois houve uma evolução no número de investidores de FIIs e ações. Somada às melhores perspectivas macroeconômicas para o Brasil no ano que vem e à possível redução da taxa de desemprego, isso leva a um potencial crescimento de ofertas dos Fundos Imobiliários.

Agora confira quais foram os destaques entre os FIIs entre os dias 28 de setembro a 5 de outubro:

AEFI:  Fundo do segmento educacional, sob gestão ativa da Rio Bravo Investimentos, publicou na última quinta-feira um fato relevante em continuidade ao do dia 10 de setembro, em que foram divulgados esclarecimentos a respeito da proposta de substituição dos imóveis do Fundo enviada à Kroton Educacional. No documento, a administradora esclarece que vem negociando a transação com a companhia, porém a análise da proposta de permuta que seria submetida ao órgão de governança competente da Kroton no mesmo dia foi adiada pela própria empresa.

FAMB(B): Fundo de lajes corporativas informou ao mercado, na quarta-feira, via fato relevante, que a locatária Caixa Econômica Federal enviou no mesmo dia um ofício informando sua intenção de desocupar o imóvel do Fundo. Porém disse que pretende permanecer com a locação do espaço no térreo, ocupada por uma agência do banco. Ainda no documento, a administradora, BTG Pactual DTVM, esclareceu que irá negociar com a locatária os termos da desocupação e do novo contrato de locação referente ao espaço do térreo.

SDIL: Fundo do segmento de galpões logísticos comunicou ao mercado na última quarta-feira que foi assinado um compromisso de compra e venda relativo à aquisição do condomínio logístico One Park em Riberão Pires, em São Paulo. O imóvel tem mais de 80 mil m² de área construída e mais um galpão em desenvolvimento na modalidade build-to-suit (o locatário encomenda a construção ou a reforma do imóvel para atender as suas necessidades, mas cabe ao locador construir ou reformar) de mais de 4,2 mil m², além do empreendimento estar 100% ocupado. A transação terá como valor total cerca de R$ 124 milhões, dos quais já foram pagos R$ 75 milhões a título de sinal. Do restante, R$ 45 milhões serão pagos no ato da lavratura da escritura definitiva e os R$ 4 milhões remanescentes, após a entrega do galpão em fase de construção.

GWIR: Fundo do segmento de shopping centers publicou, na quarta-feira, a ata da Assembleia Geral Extraordinária ocorrida na mesma data na cidade de São Paulo. A assembleia teve como ordem do dia a deliberação a respeito da substituição da atual administradora e gestora do fundo, BR – Capital, pela Hedge Investments, além da destituição da GWI Empreendimentos de sua consultoria imobiliária. Os pontos de discussão foram aprovados por unanimidade e, no mesmo dia, as alterações foram comunicadas ao mercado por meio de fato relevante.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos!

Um abraço,

Raul Grego

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