Construindo seu Futuro: Aluguéis em SP devem se recuperar no curto prazo

O estudo realizado pela empresa de serviços imobiliários comerciais Cushman&Wakefield, a respeito da situação de ocupação dos imóveis comerciais em São Paulo e no Rio de Janeiro, informa que as perspectivas para a recuperação dos aluguéis na capital paulista no curto prazo são boas, principalmente em regiões onde há maior número de edifícios de alto padrão. As informações corroboram com a nossa visão sobre o setor de escritórios corporativos.

O mercado em São Paulo tem registrado consistentemente maior demanda por novas áreas, mesmo com a entrega de novos espaços reduzida. O destaque fica para as regiões da avenida JK, da Vila Olímpia e da Chucri Zaidan, que contribuíram para a redução da taxa de vacância de São Paulo em 1,6 ponto percentual, encerrando o terceiro trimestre em 22,7%. Na região, também o aluguel apresenta menor variação, o que gera a expectativa de que, no curto prazo, os preços possam ser reajustados com ganhos de inflação, dada a baixa perspectiva de entrega de novos espaços em São Paulo.

Já no Rio de Janeiro o momento é diferente. Apesar de não haver novas entregas de espaços previstas, a vacância ainda é muito elevada (aproximadamente 40%). A situação da economia do Estado foi o que gerou uma combinação entre grande número de entregas de empreendimentos de alta qualidade e uma baixa demanda. Com a alta oferta de espaços, o preço dos aluguéis caiu de maneira significativa e muitas empresas iniciaram um movimento de fly-to-quality (venderam ativos que consideraram de maior risco e investiram no que pensaram ser mais seguro).

Acreditamos que essa situação (motivada pela alta oferta) deve se consolidar no primeiro semestre do ano que vem, ainda causando redução nos aluguéis.

Dessa maneira, esperamos que o ciclo imobiliário nas duas regiões permaneça com uma diferença ao longo dos próximos anos. Com isso, o momento é de oportunidades de investimentos em Fundos Imobiliários que tenham alocações em imóveis bem localizados em São Paulo.

Veja os movimentos dos últimos anos do ciclo imobiliário no Brasil sob a perspectiva gráfica da Dworking Consultoria, que reverbera a visão do estudo apresentado pela Cushman:

Ciclo Imobiliário no Brasil

 

Fonte: Dworking Consultoria. Elaborado por Eleven Financial

Confira agora os destaques entre os Fundos Imobiliários dos dias 11 ao 19:

GGRC: Fundo do segmento de galpões logísticos comunicou ao mercado no dia 18 por meio de fato relevante que, no mesmo dia, foi concluída a venda de 100% do imóvel industrial situado na rodovia do dos Bandeirantes, no km 32, em Caieiras, São Paulo, para a empresa Caieiras Industria e Comércio de Papéis Especiais. A transação teve como valor total aproximadamente R$ 54 milhões. No documento não é especificado as condições de pagamento do acordo. Ademais, é esclarecido que não estão previstos impactos nas futuras distribuições de rendimento do Fundo em decorrência da venda desse imóvel e que o mercado será informado acerca da destinação dos recursos.

HGLG: Fundo de galpões logísticos comunicou ao mercado na última quarta-feira via fato relevante que foi concluída, na mesma data, a aquisição de um galpão logístico localizado na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. O imóvel foi construído em 2013 e possui mais de 200 mil m² de área total, sendo 89 mil m² de ABL. O valor da transação foi de aproximadamente R$ 180 milhões, dos quais, R$ 110 milhões foram pagos no dia 11 de setembro e o restante (aproximadamente R$ 70 milhões) foi pago no dia 17 também, como última parcela. Ainda no documento, a administradora do Fundo Imobiliário, a CSHG, esclarece que o imóvel se encontra locado para a companhia Lojas Americanas, que paga cerca de R$ 1,5 milhão por mês a título de aluguel, correspondente a R$ 0,18/cota. Em nossa visão, a taxa de capitalização da transação foi atrativa e possui um locatário com bom rating de crédito.

VLOL: Fundo de lajes corporativas comunicou na quarta-feira via fato relevante ao mercado que a empresa Mercado Bitcoin, locatária dos conjuntos 82 e 84, localizados na Torre B do imóvel Vila Olímpia Corporate, na cidade de São Paulo, onde o Fundo possui seis pavimentos, enviou, na mesma data, uma notificação de rescisão antecipada. A administradora esclarece que a saída não impacta a receita imobiliária do Fundo Imobiliário, pois o contrato estava em período de carência e representa cerca de 7,3% do ABL do fundo.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos!

Um abraço,

Raul Grego

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