Construindo seu Futuro – Após o choque, economia mostra recuperação

Construindo seu Futuro – Após o choque, economia mostra recuperação

Depois de uma forte queda no mês de maio provocada pela greve dos caminhoneiros, o IBC-Br de junho conseguiu se recuperar. Calculado pelo Banco Central, esse é o índice utilizado como parâmetro para avaliar o ritmo de crescimento da economia brasileira ao longo dos meses.

De acordo com o nosso time de macroeconomia, a alta de 3,29% em junho formou uma espécie de recuperação em “V” da atividade econômica, típica de uma normalização pós-choques. Vale destacar que o desempenho esperado pelo consenso de mercado para o IBC-Br era de 3,0%.

Assim como a queda de maio representou o maior recuo mensal do índice (-3,28% no mês), a resposta de junho tornou-se a maior alta mensal da série histórica, confirmando a transitoriedade dos efeitos das paralisações.

Atividade econômica ainda mantém saldo positivo

Com esse resultado, a atividade econômica do país teve queda de 0,99% no segundo trimestre do ano, mas ainda acumula uma alta de 1,30% nos últimos 12 meses.

Considerando a metodologia empregada no cálculo do IBC-Br, resultado da análise de um conjunto de séries temporais da atividade econômica, o número positivo do índice já era amplamente esperado no mês. Entre os dados avaliados, destacamos a alta de 20,7% na produção de veículos entre os meses de maio e junho, o que auxiliou no aumento de 13,1% na produção industrial. O setor de serviços também apresentou alta (+0,9%), mesmo com queda de 0,3% nas vendas no varejo.

Esse resultado resume de forma bastante precisa os efeitos da greve dos caminhoneiros na atividade econômica: um custo de oportunidade. Além de o país ter perdido dois meses úteis de atividade (um de queda e outro para recuperação), a confiança nos mecanismos econômicos também foi substancialmente abalada, inibindo potencial crescimento no futuro próximo.

Entretanto, nossa visão de crescimento econômico atual já leva em consideração esse cenário no curto prazo e não identifica qualquer alteração nas projeções de longo prazo. Essas sim contam com crescimento da economia e melhora na taxa de ocupação dos empreendimentos comerciais como consequência de uma taxa de desemprego em queda.

Confira agora os destaques para os FIIs entre os dias 10/08 e 17/08:

VISC: Reportou os resultados do trimestre (2T18), com destaque positivo para as operações dos shoppings Ilha Plaza e West Shopping. Enquanto os destaques negativos foram o Shopping Crystal e Center Shopping Rio, que têm representatividade de aproximadamente 9% no consolidado do Fundo. A taxa de ocupação do portfólio é de 95,5%, sendo todos acima de 92% de ocupação. Ainda nesse trimestre, os ativos do fundo sofreram com as incertezas causadas pela greve dos caminhoneiros, que implicou no menor fluxo de veículos no estacionamento e um SSS -0,9%. Por outro lado, a receita de estacionamento aumentou em cerca de 30% quando comparado com o 2T17, influenciada pelo aumento do portfólio do fundo e pelo reajuste aplicado nos estacionamentos dos shoppings. Em relação a esse portfólio de shoppings, nossa expectativa é de melhora na performance frente ao 2S17, combinando aumento de vendas com a manutenção da taxa de ocupação e redução do custo de ocupação.

A respeito da emissão realizada durante o 2T18, que captou aproximadamente R$ 500 milhões, houve o pré-pagamento de R$ 41,4 milhões dos CRIs remanescentes, mas não eliminando por completo a obrigação. Ao final de junho havia R$ 47,2 milhões em CRI, com prazo médio de 6,5 anos. O caixa disponível, cerca de R$ 510 milhões, está aplicado em operações de renda fixa, que penalizam a remuneração do fundo no curto prazo. Esperamos que novas aquisições de participações minoritárias sejam anunciadas pela gestão, reforçando o foco em adquirir participações minoritárias.

BRCR: O BC fund reportou seus resultados para o 2T18. A receita de locação foi de R$ 44,2 milhões, FFO (funds from operations) ajustado de R$ 20,6 milhões e uma distribuição média de R$0,31/cota por mês. Houve mudanças significativas em termos de vacância, impactada por rescisões nos ativos CENESP e Eldorado, resultando em um aumento de Vacância Financeira e Física em 1,9% e 2,6% respectivamente. Importante ressaltar que 13,2% do m² do portfólio deve estar em processo avançado de comercialização, sendo 11% a 10% em valores nominais referentes a negociações para o aluguel de CENESP.

O cronograma de vencimentos do fundo é bem estruturado, sendo 69,9% dos contratos com vencimento após 2022. Vale ressaltar a boa gestão feita pelo fundo no intuito de reduzir os custos com a gestão condominial dos ativos. O planejamento da gestão é de continuar com a premissa de redução de custos que poderá ser significativa até o encerramento de 2018. Conforme fato relevante disponibilizado em 20/06/2018, a Brookfield está interessada na compra de alguns imóveis do fundo. Segundo a gestão, os ativos que serão negociados mutualmente entre as partes serão CENESP e T. Almirante, a resolução deste imbróglio deverá sair até o final deste mês.

KNCR: Fundo de CRIs sob gestão ativa da Kinea Investimentos comunicou ao mercado, por meio de fato relevante no último dia 10, que foi aprovada, em AGE, a 7ª emissão de cotas do fundo. A oferta seguirá os conformes da I.N 400 da CVM (oferta pública) e contará com aproximadamente 5 milhões e meio de cotas, no valor de R$ 104,30 cada, além da possibilidade do acréscimo de um lote adicional equivalente até 20% da quantidade de cotas da presente emissão e de um lote suplementar de até 15%.

MXRF: Fundo de CRIs, de gestão ativa, publicou no último dia 13 o edital de convocação para a AGE que será realizada no dia 30 de novembro, na cidade de São Paulo. A reunião terá como pauta a discussão a respeitos dos seguintes pontos: substituição da atual gestora do fundo, a XP Gestão de Recursos, para a XP Vista Asset Management; a substituição da administradora (XP Investimentos) para o BTG Pactual Serviços Financeiros; a alteração do regulamento do fundo e, por fim, caso o segundo ponto seja aprovado, será discutido a possível contratação da XP Investimentos (atual administradora) para a prestação de serviços de formador de mercado.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos!

Um abraço,

Raul Grego

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