Construindo seu Futuro: Criação de empregos pode beneficiar escritórios comerciais

O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgou na semana passada os dados de criação de empregos com carteira assinada em setembro. Foram criados 137,3 mil postos formais de trabalho, o maior nível para o mês em cinco anos.

O indicador tem crescido constantemente, o que é positivo para potencializar a atividade econômica do país. Assim, acreditamos que o consumo deve se beneficiar no curto e médio prazos, além da ocupação de escritórios em algum nível.

Mesmo que a melhora no segmento de escritórios comerciais seja marginal, no médio prazo, ela tende a ser mais significativa ao passo que há mais contratações, primeiramente, em imóveis melhor localizados e de alta qualidade.

Uma outra notícia, que está alinhada ao exposto sobre as questões de emprego, foi veiculada pelo Valor Econômico, mostrando um início de recuperação nas locações de escritórios no Rio de Janeiro. Na matéria, um estudo da consultoria imobiliária Newmark Grubb apontou que a taxa de vacância diminuiu no Rio de Janeiro no segundo trimestre se comparada ao terceiro trimestre.

O recuo foi de 1,6 ponto percentual, indicando que o pico da taxa de vacância já pode ter sido alcançado e ruma a uma tendência de queda nos próximos dois ou três anos.

Em nossa visão, o mercado do Rio de Janeiro ainda pode se mostrar atrativo nos próximos anos, dado o preço atual do barril de petróleo e o início do novo governo no ano que vem. Entretanto, acreditamos ser muito cedo para ter uma perspectiva positiva e preferimos nos manter neutros, já que a vacância ainda está alta e os preços dos aluguéis baixos.

As oportunidades são vistas no mercado de escritórios de São Paulo. Em certas regiões, há espaço para revisionais e reajustes de preço acima da inflação.

Confira agora os destaques entre os Fundos Imobiliários dos dias 19 ao 26:

XPML: Fundo do segmento de shopping centers, que está sob administração do BTG Pactual, informou ao mercado na semana passada que foi concluída a aquisição de participações minoritárias em empreendimentos de propriedade indireta da companhia JHSF Participações. Com a assinatura dos documentos, esse Fundo Imobiliário passa a deter 16,99% do Shopping Cidade Jardim, na cidade de São Paulo; 32% do Catarina Fashion Outlet, em São Roque; 24,99% do Shopping Bela Vista, em Salvador, e 39,99% do Shopping Ponta Negra, em Manaus. O valor total da transação é de aproximadamente R$ 640 milhões, dos quais cerca de R$ 235 milhões foram pagos à vista e o restante (aproximadamente R$ 405 milhões), a prazo na forma de créditos imobiliários. Parte desses créditos, no montante de R$ 300 milhões, são oriundos da aquisição das participações nos empreendimentos cedidos pela JHSF e suas subsidiárias a uma companhia securitizadora para a emissão de certificados de recebíveis imobiliários, lastreados nos devidos pelo XP Malls com prazo de 15 anos e atualizados pela variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acrescidos juros prefixados de 7,3% ao ano. Ainda no mesmo dia, a gestora informou que decidiu reduzir em 0,2% ao ano a taxa de administração do fundo, correspondente aos serviços de gestão, por 24 meses.

Em nossa visão, os movimentos do Fundo são positivos e colocam-no em destaque por ter um dos maiores Fundos Imobiliários do segmento de shopping center do mercado brasileiro. A renda deve ser complementada e os shoppings em que conseguiu a maior participação devem ter potencial de crescimento com o aumento da taxa de ocupação.

BCFF: Fundo de Fundos Imobiliários, sob gestão ativa do BTG Pactual, comunicou ao mercado na semana passada por meio de fato relevante que, a partir de hoje, o serviço de escrituração das cotas de todos os Fundos passará a ser exercido pelo BTG Pactual DTVM, em substituição à Itaú Corretora.

SDIL: Fundo do segmento de galpões logísticos publicou na sexta-feira o edital de convocação para a Assembleia Geral Extraordinária que será realizada no dia 9 na cidade de São Paulo. A reunião terá como ordem do dia a deliberação a respeito da aprovação da 3ª emissão de cotas do Fundo de acordo com a Instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários (oferta restrita) no valor de aproximadamente R$ 45 milhões. Caso seja aprovada, a assembleia deve definir as características da emissão, como o preço unitário e a destinação dos recursos.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos!

Um abraço,

Raul Grego

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