Construindo seu Futuro – A grama está verde

A grama está verde

Dia: 21 de março. Hora: 18h. Local: Banco Central.

Você que acompanha o mercado deve saber sobre o que estou falando, certo? Isso mesmo, foi nesta data, hora e local que uma notícia agitou o mercado: a Selic caiu mais uma vez. De 6,75%, a taxa básica de juros passou para 6,50%. Detalhe: pode cair ainda mais!

Isso dependerá diretamente da inflação. Ou seja, se ela continuar baixa, a Selic continuará diminuindo!

O fato da Selic e da inflação andarem de mãos dadas mantém a pressão na taxa de juros reais de longo prazo (estabilizada ao redor de 5%).

De acordo com o que tenho observado, a previsão de um cenário econômico mais estável ao longo de 2018 e, provavelmente, de 2019, e a possibilidade da queda do desemprego, devem influenciar nas curvas de longo prazo. O resultado? Taxas de juros reais de longo prazo de 4% a 4,5% a.a.

O que isso tem a ver com os FIIs?

Todo este movimento tem impacto direto na precificação real dos ativos imobiliários. Isto é, eles se tornam mais atrativos aos olhos dos investidores.

Assim, é claro que eu estou otimista em relação ao mercado de fundos imobiliários atualmente negociados na B3. Isso porque, além dos já existentes, é provável que surja uma onda de novos IPOs e de emissões, o que aumentará o tamanho dos FIIs no Brasil.

Boas notícias, não?

Bem, por hoje, é só! Tem alguma dúvida ou sugestão de texto sobre fundos imobiliários? Entre em contato comigo pelo e-mail [email protected].

Quer saber mais sobre FIIs?

A Eleven acaba de lançar um e-book especial sobre o tema. Clique na imagem abaixo e faça o download:

Não deixe de acompanhar os relatórios do Riqueza em Construção também!

Uma ótima semana a todos.

Um abraço,

Raul Grego

Na última semana (19/03 a 23/03), os destaques para os fundos imobiliários foram:

BRCR: O BC Fund, um dos maiores fundos imobiliários negociados na B3 e que teve nossa recomendação recentemente atualizada pelo relatório “Um gigante que merece atenção”, recebeu uma proposta não vinculante e condicionada à realização de diligência para a aquisição de alguns empreendimentos do fundo e venda de outros para a Brookfield. A proposta traz 5 ativos a serem vendidos e 4 comprados pelo BC Fund.

Dos ativos a serem vendidos estão: (i) 100% da participação do fundo no Edifício Torre Almirante (60% do ativo), (ii) 100% do Edifício Flamengo, (iii) 100% do Edifício Morumbi, (iv) 75% do Edifício Brazilian Financial Center e (v) 51% da participação do fundo no Edifício Eldorado Business Tower (35% do ativo); e foram avaliados em R$ 1,3 bilhão. Os ativos a serem comprados são: (i) 50% do Edifício Cidade Jardim, (ii) 20% do Edifício Senado, (iii) 83% do Edifício Sylvio Fraga e (iv) 100% do Edifício MV9; e estão avaliados em R$ 718 milhões.

A gestora estima que o portfólio pós-concretização da negociação terá um valor patrimonial líquido por cota de R$ 119,14, e o portfólio entregará um rendimento por cota 132% maior, com ganho de capital dos ativos vendidos a serem distribuídos em parcela extraordinária e redução significativa da taxa de vacância. Para saber qual a nossa recomendação para este FII, assine o Riqueza em Construção.

GGRC: O Covepi Renda Fundo de Investimento Imobiliário adquiriu um centro de distribuição localizado em Guarulhos pelo valor de R$ 26 milhões. Na mesma data, foi assinado contrato de locação atípico com a Copobrás Indústria e Comércio de Embalagens Ltda, válido pelo período de 10 anos e ao valor mensal de R$ 260 mil, com correção anual pelo IPCA. A sexta aquisição com o valor arrecado na segunda emissão de cotas do fundo apresenta seguro fiança com cobertura de 12 meses de aluguel acrescido IPTU, que deverá ser renovado a cada 12 meses. O valor bruto de rendimento por cota a ser distribuído com o novo aluguel será de R$ 0,06760.

XPML: O fundo assinou compromisso de venda e compra para participações em dois shopping centers. Uma das aquisições é de 8% do Shopping Cidade São Paulo ao valor de R$ 57 milhões a serem pagos à Micônia Empreendimentos Imobiliários Ltda. A outra, por 25% do Parque Shopping Belém até então da Cyrela Commercial Properties por R$ 62,4 milhões. O pagamento deverá ocorrer em até 90 dias, contados a partir de 15 de março em valor corrigido pelo CDI. Com as aquisições, o fundo espera um potencial de distribuição de dividendos líquido de R$ 3,52/cota por ano.

FAED/EDGA/HTMX: O BTG Pactual, administrador do fundo, convocou Assembleia Geral Extraordinária para votação sobre a alteração do regulamento do fundo para que seja permitida a aquisição de ativos emitidos por ele ou pessoas relacionadas. A proposta é para que seja autorizada a aquisição de até 100% do patrimônio líquido do fundo em cotas de FII, CRI ou LCI administrados, geridos, estruturados, distribuídos ou emitidos por ele. Vemos que há potencial conflito de interesses, dado pode comprometer as decisões de investimento do fundo de forma a não atender ao melhor interesse dos cotistas, com impacto em seu desempenho e manutenção. Ficaremos atentos aos próximos movimentos das decisões e aplicações dos recursos.

JTPR: O fundo de desenvolvimento habitacional teve aprovada em Assembleia Geral a realização de sua 3ª emissão de cotas no montante de R$ 25 milhões em junho de 2017. Uma mudança na regulamentação em outubro fez com que o valor mínimo estipulado para a oferta dificultasse a captação de investidores. Assim, o fundo enviou carta consulta para decisão sobre a alteração do valor dos anteriores R$ 300 mil para R$ 10 mil e inclusão da taxa de distribuição da oferta correspondente a 2,5% de seu valor.