Construindo seu Futuro: IGPM e PIB 2018 trazem boas perspectivas para os FIIs 2019

O IGP-M de fevereiro registrou uma alta de 0,88%, superando as expectativas do mercado, que era de 0,7%. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 7,6%, estável em relação ao mês anterior. Em nossa visão, o acompanhamento do dado é importante, pois boa parte dos aluguéis tem o reajuste atrelado a sua variação, além de muitos papéis de crédito imobiliário possuírem spread sobre ele. Com isso, acreditamos que a flutuação deve encerrar o ano em torno de 5,5%, abaixo de 2018, mas ainda positivo para o mercado de FIIs (fundos imobiliários).

No dia 28, também foi divulgado o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018. O crescimento no ano foi de 1,1%, abaixo das nossas expectativas, de 1,3%. Esse resultado indica continuidade da lenta trajetória de recuperação econômica.

A agropecuária cresceu 0,1% no ano, dada a elevada base comparável em 2017, e a indústria expandiu 0,6% com desaceleração relevante das unidades extrativas e de transformação, resultado advindo, em grande parte, da recessão na Argentina.

O setor de construção civil segue como um empecilho relevante para a retomada, sendo o único componente das contas nacionais a apresentar queda em quatro trimestres, com recuo de 2,5%.

Por outro lado, de acordo com um levantamento da consultoria JLL, em 2018, houve variação de 1% nos preços de aluguel no mercado de escritórios em São Paulo, interrompendo as quedas registradas desde 2012. A empresa acredita que, neste ano, começa um novo ciclo de alta, em que escritórios de alto padrão deverão aumentar o preço médio de aluguel de 5% a 10% na cidade paulistana.

Em nossa visão, o setor de construção civil deverá voltar a crescer também, visto a melhora do mercado de aluguéis em retomada consistente, resultado da absorção líquida projetada para os próximos dois anos e redução na taxa de vacância. Assim, o mercado de escritórios de alto padrão nas principais regiões já está com uma taxa de ocupação alta, que permite o ganho real de aluguel, pois há pouca entrega de novas áreas prevista para os próximos anos. O movimento segue em linha com a expansão da economia e as taxas de juros mantidas baixas, conforme nossas projeções macroeconômicas para 2019.

Ano de ajustes

A crise fiscal do governo impede que medidas expansionistas impulsionem a economia no curto prazo. Para resolver esse problema, o governo precisa realizar o ajuste fiscal, que deverá reduzir o risco-país e contribuir com os investimentos neste ano.

Com uma política monetária expansionista e a realização do ajuste fiscal, a retomada da economia pode ser catalisada ainda neste ano. Alinhada a essa melhora no ambiente econômico, esperamos que o desemprego mostre uma tendência de queda ao longo de 2019, apesar de ter mostrado uma alta em janeiro.

Nesses cenários positivos, os setores com maior destaque em fundos imobiliários serão o de lajes comerciais, shopping centers e títulos privados, que poderão apresentar um maior número de ofertas para novos títulos neste ano. Por isso estamos otimistas com o mercado de FIIs, mesmo com o crescimento do PIB de 2018 abaixo das expectativas.

Agora confira os destaques entre os fundos imobiliários de 1 a 8 de março:

RBRR: fundo de recebíveis publicou hoje a ata da Assembleia Geral Extraordinária ocorrida no dia 27, na capital paulista. A reunião teve como objetivo a discussão a respeito da aprovação da 3ª emissão de cotas do fundo, de acordo com a Instrução 400 da Comissão de Valores Mobiliários (oferta pública), bem como a contratação da XP Investimentos para a posição de coordenadora líder da oferta. A emissão terá como montante total até R$ 160 milhões, distribuídos em 1.636.829 cotas ao preço unitário de R$ 97,75 (sendo somados a esse preço os custos de distribuição de R$ 3,25). Para aqueles investidores com posição no fundo imobiliário, o direito de preferência terá fator de proporção de aproximadamente 0,6 nova cota para 1 detida na data de divulgação do anúncio de início da oferta. Já para novos investidores com interesse em entrar na emissão, o investimento mínimo será de 256 novas cotas.

FFCI: fundo de lajes corporativas comunicou ao mercado no último dia 28, via fato relevante, que foi concluída a aquisição de 14 conjuntos do Edifício Continental Square Faria Lima, na cidade de São Paulo, pelo valor de R$ 86,1 milhões. O edifício AA, construído em 2003, possui cerca de 27 mil m² de área bruta locável e atualmente apresenta apenas 3,3% de vacância.

ABCP: fundo sob administração da Rio Bravo Investimentos comunicou ao mercado, em continuidade ao fato relevante publicado no dia 13, que o leilão de negociação das frações não ajustadas à nova proporção de 5 para 1 totalizaram em aproximadamente R$ 432,9 mil, referentes a 4.534 cotas, ao valor unitário de R$ 95,48, o que equivale a R$ 19,09 na proporção antiga. Os cotistas que tiveram as frações leiloadas recebem os valores proporcionais hoje junto com os rendimentos do mês, sendo de responsabilidade do investidor o recolhimento do imposto de renda no caso de ganho de capital.

IRDM: fundo de recebíveis publicou na quinta-feira o ato do administrador aprovando a 3ª emissão de cotas do fundo nos termos da Instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários (oferta restrita), bem como a contratação do banco BTG Pactual como coordenador líder da oferta. O montante total da emissão será de até R$ 40,2 milhões, distribuídos em 420 mil cotas ao valor unitário de R$ 95,73.

XPML: fundo de shopping centers comunicou ao mercado que foram subscritas e integralizadas 1.229.580 novas cotas no que tange à 3ª emissão de cotas do fundo imobiliário pelos atuais cotistas no âmbito do direito de preferência. Além disso, serão subscritas e integralizadas pelos investidores mais de 3.200.420 novas cotas, totalizando aproximadamente R$ 450 milhões. O procedimento de alocação das ordens ocorreu no último dia 26 de fevereiro, com a liquidação da oferta no dia 1 de março.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos!

Um abraço,

Raul Grego

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