Construindo seu Futuro: Imóveis desestatizados podem ser vendidos por meio de FIIs

Na semana passada, o governador de São Paulo, João Dória, anunciou três projetos de desestatização de sua gestão frente ao governo paulista. Com isso, cerca de 22 mil imóveis, atualmente sem utilidade, poderão ser vendidos por meio de fundos imobiliários (FIIs) do Estado. Há neste projeto o potencial de captar cerca de R$ 1 bilhão, com o primeiro fundo tendo um portfólio de 264 imóveis, tornando-se o mais diversificado em quantidade de ativos a ser negociado na bolsa.

Essa notícia é positiva para os fundos imobiliários, bem como as novas emissões que devem acontecer nos próximos meses, pois mostra uma expectativa de manutenção da taxa de juros real para os próximos anos, tornando atrativo o investimento em FIIs. Acreditamos que o produto traz diversos benefícios aos investidores brasileiros que têm apreço ao mercado imobiliário, que gostariam de começar a investir com um baixo montante inicial e que possuem preferência pela liquidez, além do benefício fiscal dos dividendos distribuídos.

O mercado de fundos imobiliários tende a crescer tanto em termos de liquidez (volume negociado diário) quanto em termos de quantidade e tamanho dos fundos. Nos últimos dados divulgados pela B3, há mais de 205 mil CPFs investidores de FIIs, sendo que, comparativamente ao mercado de ações, há pouco mais de 750 mil.

Agora confira os destaques entre os fundos imobiliários de 18 a 24 de janeiro de 2019:

HFOF: fundo de investimento em FIIs divulgou os termos e condições da distribuição pública primária de cotas da 3ª emissão do fundo. A oferta restrita será destinada exclusivamente a investidores profissionais. As cotas serão admitidas à negociação no mercado secundário por meio do mercado de bolsa, administrado e operacionalizado pela B3. O preço de cada cota do fundo, objeto da 3ª emissão, é equivalente a R$ 95,76. O montante total da oferta restrita será de até R$ 124,5 milhões, considerando o preço por cota, e de até R$ 126,7 milhões, considerando o preço por cota e o custo unitário de distribuição.

FLRP: o fundo convocou os cotistas para participarem da Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 7, às 14h30, na cidade de São Paulo. Ela terá como ordem do dia aprovar a proposta de venda de 100% da participação detida pelo fundo no Floripa Shopping, o equivalente a 35,37%, por R$ 72,5 milhões. Do valor, 70% precisa ser pago na data de fechamento da transação e 30% em 45 dias a contar do fechamento da transação, corrigido pelo IPCA (índice que mede a inflação oficial do país), com a consequente liquidação do fundo.

GGRC:  o fundo anunciou o início da distribuição pública de cotas da 3ª emissão, cujo montante total será de aproximadamente R$ 250 milhões. O fundo imobiliário tem por objeto a realização de investimentos em imóveis comerciais, prioritariamente nos segmentos industrial e logístico, com a finalidade de locação atípica (built to suit, retrofit ou sale leaseback), mediante a celebração dos contratos de locação, ou a venda de tais imóveis, desde que atendam aos Critérios de Elegibilidade e a Política de Investimento do Fundo.

Ainda sobre a nova emissão do fundo, quem detinha cotas até quarta-feira recebeu direitos de subscrição para esta emissão na proporção de 57% das cotas em posse. Então na quinta-feira as cotas abriram com ajuste de preço, dado que o direito de subscrição não é negociável.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos!

Um abraço,

Raul Grego

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