Construindo seu Futuro – Na cara do gol

Na cara do gol

Finalmente uma boa notícia para o mercado de FIIs em meio a uma semana tão tumultuada para a economia.

Isso porque o Conselho Monetário Nacional (CMN) apertou as regras para o investimento de fundos de pensão.

Em outras palavras, o órgão decidiu que estes fundos não poderão mais investir diretamente em imóveis e têm até 12 anos para se desfazer deles ou transferi-los a fundos de investimentos imobiliários.

O que isso significa para os FIIs?

Trocando em miúdos, com esta nova regra, estes fundos podem dar mais liquidez aos FIIs, ampliando o seu tamanho e potencializando o mercado com imóveis antes detidos por eles.

Que venham os números, please!

Atualmente, há no Brasil 307 fundos de pensão fechados, que possuem cerca de R$ 40 bilhões aplicados em imóveis.

O mercado de FIIs negociados na B3 soma um patrimônio líquido em imóveis de R$ 36 bilhões – de acordo com os dados divulgados pelo Economática no dia 30 de maio. Assim, caso todos os imóveis passem a ser negociados por meio de fundos imobiliários ao longo dos próximos 12 anos, o crescimento – tanto no valor dos imóveis quanto em investidores institucionais – será expressivo. O resultado? Mais profissionalismo ao mercado.

Esta resolução permite também que os fundos de pensão invistam até 20% do seu patrimônio em imóveis. Considerando que a taxa anterior era de 8%, trata-se de um aumento importante, não mesmo?

E esta medida conta com um detalhe relevante, este patrimônio deve ser agora restrito aos FIIs, o que tende a dar mais liquidez a eles.

O que eu acho disso tudo?

Bem, como você já ter concluído, esta decisão do comitê foi positiva para o mercado de FIIs, pois obriga os fundos de pensão a ter uma gestão profissional de seus ativos e uma pessoa especializada para escolher os investimentos a serem realizados.

Logo, eu e toda a equipe da Eleven vemos com bons olhos esta novidade, pois isso potencializa o crescimento dos FIIs nos próximos anos, trazendo novos produtos e cada vez mais investidores.

Ou seja, mesmo com o mercado abalado no mês de maio, o clima é de otimismo, tanto em relação às novas emissões quanto ao potencial de crescimento de dividendos nos próximos anos para os FIIs.

Assim, esta é uma boa janela de oportunidade de entrada para quem deseja aumentar a posição nesta classe de ativos.

Por hoje eu fico por aqui!

Espero que você tenha desta gostado da newsletter desta semana. Fique ligado para a próxima edição de Construindo seu Futuro para saber – em primeira mão – todas as novidades do mercado imobiliário e de FIIs!

Estou esperando suas dúvidas, sugestões e críticas. O meu canal está sempre aberto para você. Basta escrever para : [email protected]

Aproveite para acompanhar os nossos relatórios assinando o Riqueza em Construção.

Uma ótima semana a todos.

Um abraço,

Raul Grego

Na última semana (28/05 a 01/06), os destaques para os Fundos Imobiliários foram:

 

FVBI – Efetivada a saída anunciada pelo fundo em novembro do China Construction Bank com pagamento de multa rescisória no total de R$ 708 mil. Com isso, haverá um impacto positivo de cerca de 84% na distribuição de rendimentos em relação à última. Apesar da concretização da saída, seguimos com recomendação de compra para FVBI11 devido à qualidade e localização do Edifício Faria Lima 4440.

XPLG – O XP Log FII captou pouco mais de R$ 366 mil do total pretendido de R$ 700 mil de sua primeira emissão de cotas. Com o montante arrecadado o fundo deverá realizar a compra de até 4 ativos (Americana, Cachoeirinha, Itapeva e Santa Catarina). Já a taxa de administração será de 0,95% a.a. sobre o patrimônio líquido conforme detalhado no Prospecto Preliminar da Oferta. Deste valor, o gestor se comprometeu a ceder sua parte nos 12 primeiros meses (0,85% a.a. do patrimônio líquido) para entregar um yield de 7% já no primeiro ano. Daremos continuidade à cobertura iniciada com o relatório pré-IPO após a efetivação das compras dos ativos.

XPM –  Foi reajustado o cronograma da oferta pública de distribuição do XP Malls com a alteração da data de concessão do registro da oferta na CVM e consequente deslocamento nas datas estimadas para exercício do direito de preferência (22 de junho a 5 de julho) e anúncio de encerramento (17 de julho) com adiamento de um dia.

HGRE – Será realizada assembleia no dia 3 de julho na qual os cotistas deverão opinar sobre a realização da 8ª emissão de cotas do fundo a ser coordenada pela CSHG e no montante total de R$ 400 milhões. O valor da cota será uma média dos valores diários de fechamento do HGRE11 nos últimos 90 dias anteriores à data de realização da assembleia. Além disso, a proposta da administradora é de uma oferta com aplicação inicial mínima de 100 cotas para os novos entrantes e de direito de preferência para os que já possuem cotas do fundo na proporção para que não haja diluição de sua participação no fundo.