Construindo seu Futuro – Ninguém segura um titã

Ninguém segura um titã

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os lançamentos e vendas de imóveis residências no Brasil devem crescer cerca de 10% este ano. Este desempenho, no entanto, poderia ser diferente se não fossem alguns “entraves”, como a lentidão na aprova da reforma da previdência, por exemplo.

Entretanto, se considerarmos que as taxas de aumento das vendas e lançamentos foram de 9,4% e 5,2%, respectivamente, em 2017, a performance estimada para este ano parece interessante, não?

Aliás, o presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, tem uma visão do mercado bem parecida com a minha. Segundo ele, há alguns fatores que contribuem para a tendência de crescimento deste ano. São eles: a manutenção da taxa básica de juros, a expectativa de aumento dos postos de trabalho, a manutenção da inflação e o crescimento robusto do PIB.

Assim, combinando a melhora projetada para o mercado imobiliário residencial em 2018, com uma possível queda da taxa de desemprego e um PIB mais forte, teremos, possivelmente, um segmento comercial bem mais aquecido nos próximos anos! Desta forma, o mercado dos fundos imobiliários de qualidade também tem grande potencial de crescimento, com foco nos imóveis bem localizados, com possibilidade de renovação de contratos acima da inflação prevista.

Nesta última quinta-feira (01/03), apresentei os motivos que explicam porque o valor patrimonial não é tão importante na avaliação dos imóveis atualmente. O relatório setorial de fevereiro traz o estudo com as indicações de alguns fundos imobiliários.

Por hoje, é só! Tem alguma dúvida ou sugestão de texto sobre fundos imobiliários? Entre em contato comigo pelo e-mail [email protected]. Espero você lá!

Uma ótima semana a todos.

Um abraço,

Raul Grego

Na última semana (23/02 a 02/03), os destaques para os fundos imobiliários foram:

 

Notícias relevantes da semana

HFOF: Iniciadas as negociações com as cotas do Hedge TOP FOFII 3. Foram captados R$ 220.846.700,00, ou seja, um total de 2.208.467, cotas das quais 86% adquiridas por pessoas físicas. O montante é abaixo dos R$ 300 milhões considerados no Estudo de Viabilidade, mas mantemos nossa perspectiva positiva para o fundo em razão de seus fundamentos sólidos de investimento no longo prazo e gestão ativa.

VISC: A Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 26 teve como resultado a aprovação da 4ª emissão de cotas. A oferta será no valor total de cerca de R$ 370 milhões e tem como preço de emissão unitário R$ 101 que, acrescida à taxa de distribuição primária, será de R$ 106 para o investidor. Com a emissão, o total de cotas do fundo mais que dobrará, com as novas representando 113% das atuais. Quem possuir VISC11 no dia de divulgação do anúncio de início da oferta poderá exercer seu direito de preferência na proporção do número de cotas detidas na data, pelo prazo de 10 dias úteis a partir do anúncio ainda a ser realizado. Já os que desejarem iniciar a participação no fundo com a oferta deverão obedecer a aplicação mínima inicial de 50 cotas.

BRCR: Em fevereiro foi assinado novo contrato de locação no Edifício Montreal válido pelo prazo de 10 anos para 3 de seus andares e correspondente a 55% da vacância do imóvel. No mesmo mês, um dos locatários que ocupa 1 andar do Edifício Cenesp enviou solicitação de rescisão antecipada. A área deverá ser devolvida em junho de 2018 com direito a multa prevista em contrato.
Renegociação das condições do contrato de locação da Advocacia Geral da União, locatária responsável por 4 andares integrais e 2 parciais do Edifício Brazilian Financial Center, resultou em intenção de rescisão. O reajuste pedido pela locatária reduziria significativamente o valor de locação recebido pelo fundo. A gestora, considerando a retomada do mercado imobiliário em São Paulo e a qualidade do ativo, optou por não aceitar a proposta. Como a negociação não chegou a consenso, a locatária informou sua decisão de rescisão do contrato obedecendo o aviso prévio de 12 meses. Assim, a saída deverá ocorrer em 1º de março de 2019. Caso não seja negociado nenhum novo contrato de locação até a data, a distribuição de rendimentos sofrerá impacto negativo de 19,0% em relação ao último valor informado.

ALMI: O fundo com apenas um ativo, o Edifício Torre Almirante na cidade do Rio de Janeiro, informou atualização sobre o Processo Administrativo referente à exigência pelo município de encargos incidentes sobre o ITBI. O julgamento do processo foi favorável ao fundo e a administradora cuidará de obter a devolução do valor atualizado do depósito de R$ 533.195,84 realizado em abril de 2013. Apesar da notícia positiva, seguimos com visão negativa para o fundo devido à sua situação de vacância, com cerca de 82% do imóvel desocupado e o contexto econômico da cidade do Rio de Janeiro.