Construindo seu Futuro – O pior já passou para Fundos Imobiliários

Na última semana, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e a decisão de manter a taxa básica de juros Selic em 6,5% foram os fatos macroeconômicos que mais contribuíram para a convicção que temos ao analisar os Fundos Imobiliários do Riqueza em Construção.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, houve, em nossa visão, um fortalecimento do mercado de trabalho brasileiro no trimestre encerrado em junho. A taxa de desemprego recuou para 12,4%, contra 13,1% no trimestre anterior.

Ainda que seja um número considerado alto, essa melhora mostra uma tendência positiva que deve ser refletida em:

  1. Taxa de ocupação crescente dos empreendimentos comerciais;
  2. Retomada da atividade econômica e crescimento do PIB;
  3. Redução do endividamento das famílias e retomada do consumo.

O Copom manteve a Selic em 6,5%. O Comitê iniciou o comunicado sobre a decisão confirmando o impacto negativo das paralisações sobre a atividade econômica, mas ponderou que tudo indica que os efeitos são passageiros, pois a situação foi se normalizando após os transtornos.

O Copom ainda manteve suas projeções para a inflação em 4,2% em 2018, e elevou para 3,8% em 2019. Essas estimativas derivam do último cenário do relatório Focus, que considera a Selic em 6,5% até o fim de 2018, com aumentos graduais até 8% em 2019, além do câmbio médio mantido em R$ 3,70/US$.

Fundos Imobiliários cada vez mais atrativos

Todos esses dados impactam positivamente o mercado de Fundos Imobiliários, que ainda é bastante recente no Brasil. O juro mantido baixo, a possibilidade de retomada da atividade econômica e a melhora no consumo tornam essa modalidade de investimento cada vez mais atrativa por aqui.

O momento é desfavorável para a emissão de novas cotas de FIIs. Mas acreditamos que essa situação deve ter prazo para terminar e, no início de 2019, devemos vivenciar uma nova onda IPO’sFollow on’s, concretizando a visão de produto com investimentos eficientes no mercado imobiliário.

Confira agora os destaques para os FIIs entre os dias 30/07 e 03/08:

XPML: O Fundo do segmento de shopping centers comunicou ao mercado, no dia 31/07, que o fundo e a JHSF cancelaram a emissão de cotas mencionada no fato relevante divulgado no dia 14 de maio. No dia seguinte (01/08), foi enviado um comunicado do aditamento do Memorando de Intenções e consequentemente do objetivo de realizar uma Oferta 476 + Oferta CRI, com ajuste de preço de venda da fatia dos shoppings para R$ 641,5 milhões. Agora, a proposta não é mais sujeita às cláusulas de alteração de condições de mercado nem market flex, o que deixa essas condições como definitivas. Na nova oferta, o volume da emissão de cotas é de até R$ 450 milhões, tendo a XP Investimentos como coordenador líder, com garantia firme da XP de R$ 50 milhões. Já a JHSF manifestou interesse em aderir à oferta no volume de R$ 150 milhões. Há ainda o direito de preferência dos atuais cotistas que buscam manter sua participação no fundo.

HGRE: No dia 27 de julho, a CSHG, gestora do fundo, comunicou ao mercado por meio de fato relevante que foi firmado um compromisso de venda e compra de imóveis e pagou, na mesma data, um sinal no valor de R$ 10 milhões referente à aquisição de parte de um edifício na capital paulista. No documento, a administradora ressalta que HGRE é um FII de gestão ativa, e que tal aquisição está em linha com a estratégia de renovação do portfólio de investimentos do fundo.

VLOL: Fundo de tijolos do segmento de lajes corporativas, sob administração do Oliveira trust, comunicou ao mercado, na sexta feira 27 de julho, por meio de fato relevante, que foi assinado o contrato de locação da unidade 111 (B) do edifício Vila Olímpia Corporate, onde o fundo detém seis lajes. Com a entrada da Mediamath Publicidade Digital (locatário), a vacância do fundo passa para zero, podendo representar um incremento na distribuição de proventos do fundo. Na terça feira (31), também por fato relevante, o fundo comunicou ao mercado que recebeu os créditos dos aluguéis em atraso, referentes a maio/18, conforme foi mencionado no fato relevante publicado em 29/jun. Porém, o locatário ainda se mostra inadimplente quanto ao pagamento do aluguel de junho/18.

HFOF: O fundo de papel comunicou ao mercado, na segunda feira (30), por meio de fato relevante, que tendo em vista a alteração nos termos e condições da 2ª Emissão, afim de adaptá-los às disposições da Instrução CVM 476, de forma que as cotas da presente emissão sejam distribuídas com esforços restritos de distribuição, a partir de 6 de agosto de 2018 será iniciado o prazo para exercício do direito de preferência pelos cotistas, e se encerra em 20 de agosto. O montante da oferta restrita é de até cerca de R$ 100 milhões, e corresponde a pouco mais 1,1 milhão de cotas.

RNGO: Fundo de tijolos do segmento de lajes corporativas, comunicou ao mercado na última terça feira (31), por meio de fato relevante, que um locatário do Edifício Demini – imóvel de propriedade do fundo – não realizou o pagamento do aluguel referente a junho/18. Com isso, a distribuição dos rendimentos de junho foi consequentemente afetada, uma vez que o valor em atraso é equivalente R$ 0,06 por cota.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos.

Um abraço,

Raul Grego

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