Construindo seu Futuro: O que pode mudar na construção civil com a reforma da Previdência

A Abrainc (Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias) realizou um evento na semana passada para discutir as oportunidades do mercado de construção civil e as possibilidades de crescimento dado o cenário atual, com os 100 dias de governo. Nele, reuniram-se agentes do mercado imobiliário, como o CEO da MRV, Rubens Menin; o CEO da Tenda, Rodrigo Osmo; o governador de São Paulo, João Dória; o secretário nacional de habitação do governo federal, Celso Matsuda, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Os palestrantes concordaram e foram contundentes na necessidade de uma aprovação da reforma da Previdência, bem como o apoio imediato, para que a agenda avance e haja novas possibilidades de negócios. De acordo com o presidente da Caixa, desde que haja a reforma, existirá interesse de investidores internacionais em financiar imóveis devolvidos, fundos imobiliários, certificados de recebíveis imobiliários e letras imobiliárias.

O fato é que o Brasil e o setor têm bons fundamentos, com capacidade ociosa, demanda latente, juros baixos e inflação controlada. Porém, o grande gargalo para o setor avançar ainda mais é o funding, de acordo com o secretário nacional de habitação do governo federal. As principais fontes de financiamento são FGTS e Tesouro Nacional, mas, de acordo com Matsuda, houve um novo bloqueio no orçamento, gerando maior incerteza para os construtores contratarem novas obras e novos financiamentos.

Sem aporte do Tesouro, o FGTS não consegue entrar com a sua parte, o que impediria a contratação de novos financiamentos para pessoas físicas e jurídicas nas próximas fases do programa Minha Casa Minha Vida. Por outro lado, Pedro Guimarães disse que a Caixa pode ofertar R$ 100 bilhões por meio da securitização de sua carteira imobiliária, o que é positivo para o setor em nossa visão.

Consolidando a visão dos empresários e outros agentes do segmento de construção civil com a reforma da Previdência aprovada, a economia doméstica tende a ser alvo novos investimentos na economia brasileira, principalmente no setor, o que gerará emprego e crescimento. Com isso, acreditamos que todas essas novas ofertas de fundos imobiliários que tivemos durante o primeiro trimestre serão apenas o começo de uma forte onda de crescimento dessa alternativa de investimento.

Agora confira os destaques entre os fundos imobiliários de 22 a 29 de março:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDGA: fundo monoativo, sob administração do banco BTG Pactual, publicou no dia 29 de março o edital de convocação para a assembleia geral a ser realizada no dia 29 de abril na cidade de São Paulo. A reunião terá como ordem do dia a deliberação dos seguintes pontos: examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras do fundo referentes ao exercício social findo no dia 31 de dezembro e aprovar a possibilidade de aquisição de cotas de outros fundos de investimentos geridos e/ou administrados pelo BTG Pactual, ou pessoas a ele ligadas, exclusivamente para fins de investimento da reserva de liquidez do fundo imobiliário nos limites permitidos pela regulamentação em vigor e de acordo com o regulamento do fundo.

Acreditamos que a possibilidade da aquisição das cotas não seja interessante para o fundo imobiliário, dado que demonstra potencial conflito de interesse com o caixa do fundo.

PATC: fundo de lajes corporativas do Pátria Investimentos publicou na semana passada o anúncio de encerramento da distribuição das cotas da primeira emissão do fundo, em que foram arrecadados cerca de R$ 150 milhões, distribuídos em cerca de 1,5 milhão de cotas.

Estamos atentos e acompanhando o fundo para realizar um estudo sobre cada uma das aquisições que serão feitas com os recursos captados.

AGCX: fundo de agências bancárias publicou no dia 29 o edital de convocação para assembleia geral a ser realizada no dia 30 na cidade de São Paulo. A reunião tem como objetivo a deliberação a respeito dos seguintes pontos: examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras do fundo referentes ao exercício social findo no dia 31 de dezembro e aprovar o desdobramento, na razão de 1:10, das cotas do fundo.

MAXR: fundo comunicou ao mercado na quarta-feira que, em continuidade aos fatos relevantes publicados nos dias 2 e 30 de janeiro, foram recebidos da empresa Carrefour R$ 450 mil referentes aos aluguéis que seriam pagos até o fim da vigência do contrato de locação, impactando a distribuição de rendimentos do fundo em mais de 50%. Assim, a empresa Magazine Torra Torra, nova locatária, pôde tomar posse dos imóveis. Além disso, é informado no documento que foram firmados dois novos contratos de locação, ambos pelo prazo de 5 anos. Com as novas entradas, a taxa de ocupação do fundo passa a ser 100%.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos!

Um abraço,

Raul Grego

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