Construindo seu Futuro: Por que os FIIs estão em bom momento?

O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgou que, em fevereiro, o Brasil registrou a abertura de aproximadamente 173 mil vagas formais de emprego, acima das estimativas de mercado, que projetava uma criação líquida de 82 mil, de acordo com o Reuters Pool. Em nossa visão, essa pode ser uma sinalização de retomada da confiança e posteriormente um gatilho de consumo, dado que o segmento econômico com destaque positivo foi o de serviços. Com isso, esperamos que o mercado imobiliário continue em ritmo de crescimento de novos lançamentos e mantenha as vendas que vimos nos balanços reportados no quarto trimestre de 2018, devido à menor taxa de juros e ao potencial de expansão do crédito no médio prazo.

Apesar de os fundos imobiliários (FIIs) surfarem uma onda de manutenção da taxa de juros e inflação em patamares baixos com novas emissões, aproveitando o apetite do investidor por produtos alternativos, há a expectativa de melhora no ambiente macroeconômico de confiança do consumidor e do investidor com a reforma da Previdência, ainda sem previsão para ser aprovada. Vale ressaltar a nossa posição quanto ao mercado de FIIs: temos o sentimento de que é o melhor momento de entrada, pois o ambiente econômico pode proporcionar ganhos de capital e reavaliação nos contratos de locação pela redução da taxa de vacância. Porém a cautela é essencial, dado que podem surgir armadilhas disfarçadas de oportunidades.

Na semana passada, por exemplo, apresentamos dois fundos imobiliário que estão buscando aproveitar a janela, mas não recomendamos a entrada por motivos distintos: um dos fundos apresentava falta de transparência quanto aos ativos a serem adquiridos e o outro poderia ter a rentabilidade prejudicada com cenários alternativos, em nossa visão, prováveis com aumento da taxa de vacância.

Copom

O primeiro comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) sob o comando de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, divulgado na quarta-feira (20), é uma representação bastante precisa da evolução da conjuntura econômica nos últimos 45 dias. Foram apresentadas poucas mudanças em relação ao comunicado anterior e a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 6,5% ao ano. A mensagem mostra, em um primeiro momento, o comprometimento da nova gestão com as práticas adotadas sob o comando de Ilan Goldfajn.

Agora confira os destaques entre os fundos imobiliários de 15 a 22 de março:

KNIP: fundo de recebíveis imobiliários publicou no dia 15 a ata da Assembleia Geral Extraordinária ocorrida no mesmo dia, na cidade de São Paulo. A reunião teve como ordem a deliberação a respeito da aprovação da 4ª emissão de cotas do fundo via CVM 400 (oferta pública). Por maioria, foi aprovada sem restrições. Ainda foi informado ao mercado a nova emissão de cotas do fundo, que terá como montante total aproximadamente R$ 640 milhões, distribuídos em 6 milhões de novas cotas ao valor unitário de R$ 107,15, correspondente ao valor patrimonial avaliado na quinta-feira. O preço da oferta será corrigido pela variação do patrimônio líquido do fundo até o dia útil anterior à integralização das novas cotas, além de ser acrescido em 1,3%, referente aos custos de distribuição da oferta.

XPLG: fundo do segmento de galpões logísticos comunicou ao mercado no dia 15, via fato relevante, que foi aprovada pelo administrador, Vórtx DTVM, a 2ª emissão de cotas do fundo, em acordo com CVM 400. A oferta terá como montante total até R$ 275 milhões, distribuídos em 2.841.497 novas cotas ao valor unitário de R$ 96,78 que contará com a XP Investimentos como distribuidora líder.

XPML: fundo de shopping centers comunicou na terça-feira que o Fundo de Investimento Multimercado Spatha e a companhia JHSF Malls realizaram uma oferta pública de distribuição secundária de cotas XPML11 de suas respectivas titularidades, intermediada pela XP Investimentos. A oferta ocorreu de acordo com a Instrução 476 da CVM (oferta restrita) com montante de aproximadamente R$ 142 milhões, distribuídos em 1,4 milhão de cotas ao valor unitário de R$ 102,21 (sendo R$ 2,21 referente aos custos da oferta), mesmas condições de preço praticadas na segunda oferta primária do fundo, encerrada no início deste mês. Ainda na mesma semana, o fundo informou que contratou a XP Investimentos para a prestação dos serviços de Formador de Mercado a partir do dia 1, conforme definido em Assembleia Geral Extraordinária no dia 28 de dezembro de 2018.

OUJP: fundo de recebíveis publicou na quinta-feira o edital de convocação para a Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 5 na cidade de São Paulo. A reunião terá como ordem do dia a deliberação a respeito da aprovação da 2ª emissão de cotas do fundo, bem como suas características gerais, incluindo a forma de pagamento dos custos de distribuição.

Esta edição fica por aqui!

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Uma ótima semana a todos!

Um abraço,

Raul Grego

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