Debate fala qual deve ser condução econômica após eleição

Debate fala qual deve ser condução econômica após eleição

O debate “O futuro do Brasil é agora”, promovido pela corretora Modalmais, discutiu o resultado de possíveis políticas econômicas para o mercado após o resultado da eleição para presidente. Mediado pelo nosso estrategista-chefe, Adeodato Netto, o evento contou com a presença do deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL); do sócio fundador e CIO da Legacy Capital Gestora, Felipe Guerra; do economista-chefe do Itaú Asset Management, Felipe Tâmega, e do portfolio manager da Alaska Asset Management, Henrique Bredda.

Nosso estrategista-chefe questionou quais são os riscos que o Brasil corre e as oportunidades que o país terá depois do resultado da eleição, que tem Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) disputando o segundo turno. Segundo Adeodato Netto, o brasileiro enfrenta um ciclo muito agudo atualmente, herdado pelos descaminhos da ex-presidente Dilma Rousseff.

Veja quais foram os principais temas debatidos no evento:

Bolsonaro

Felipe Guerra atribuiu parte das intenções de voto de Jair Bolsonaro ao posicionamento do candidato à presidência contra as práticas do sistema atual. “A negociação de varejo para aprovar cada medida ruiu. A eleição trouxe uma governabilidade para Bolsonaro mais rápida do que todo mundo imaginava. Hoje a base dele tem um tamanho expressivo”, disse. Por isso, o sócio fundador Legacy Capital Gestora afirmou que há uma perspectiva favorável para o Brasil caminhar na agenda liberal.

Guerra reafirmou a importância de Bolsonaro aprovar as medidas de Paulo Guedes, o nome do presidenciável para o Ministério da Fazenda. Dessa forma, o resto da economia melhoraria paralelamente. “O Brasil pode crescer de 3,5% a 4% nos próximos três ou quatro anos sem inflação, devido à capacidade ociosa, se fizer a reforma da Previdência, dando tranquilidade à dívida pública”, afirmou.

Luiz Philippe de Orléans e Bragança também acredita na governabilidade de Bolsonaro, o que seria fundamental para resolver o problema fiscal, já que, segundo o deputado, o Brasil estará mais “quebrado” em janeiro do ano que vem do que está hoje.

Outra proposta de Bolsonaro elogiada pelo deputado é a intenção de reposicionar o Brasil estrategicamente no mundo para que o país passe a defender de maneira ativa os reais interesses nacionais.

Haddad

Para Guerra, a eleição já está resolvida. “A probabilidade de Haddad eleger-se é irrelevante. Vai ser uma ótima oportunidade para mudar o país”, acrescentou.

Apesar de não acreditar na vitória do candidato à presidência Fernando Haddad, o sócio fundador da Legacy Capital Gestora disse que o programa econômico do PT traria consequências bastante ruins para a o Brasil.

Esquerda

Luiz Philippe de Orléans e Bragança alegou que Dilma foi a queda do Muro de Berlim para os partidos de extrema esquerda, porque eles implodiram após o mandato da ex-presidente. “Hoje esses partidos estão infantilizados”, acrescentou.

O tema do Estado mínimo não é novo, mas o liberalismo está ganhando mais seguidores no Brasil, segundo o deputado. “O maior inimigo da classe média são os partidos socialdemocratas”, afirmou.

Já Guerra disse que a incógnita envolvendo Bolsonaro é a sua disposição em aprovar as propostas liberais de Guedes. Mesmo assim, o mercado sinaliza preferir o benefício da dúvida gerada pelo candidato ao já conhecido governo do PT.

Reformas

Quanto à pauta das reformas, Felipe Tâmega disse que a ordem em que elas serão feitas importa. “Quando olhamos o problema fiscal, a reforma tributária é tão ou mais importante que a previdenciária e elas têm que vir primeiro. Os benefícios fiscais são de muito longo prazo”, disse o economista-chefe do Itaú Asset Management, acrescentando que solucionar os problemas estruturais primeiro devolve confiança à economia. Já as privatizações, para ele, acabam sendo medidas paliativas, porque resolvem um problema de curto prazo.

Na visão do nosso estrategista-chefe, Adeodato Netto, há uma diferença fundamental entre as questões de fluxo e estoque.

Havendo confiança, a economia tende a crescer. Isso favorece a aprovação das reformas, segundo Tâmega. “As reformas são muito menos penosas quando a economia está crescendo”, lembrou.

Dívida pública

Tâmega ainda criticou a forma como a dívida pública é controlada. “Temos uma série de regras de teto de gastos, mas o governo não tem mecanismos suficientes para cumpri-la”, informou.

A dívida pública vem sendo amenizada pela equipe econômica do atual governo e um exemplo disso é o controle da conta corrente. Mas continua sendo um problema de longo prazo.

Infraestrutura

O portfolio manager da Alaska Asset Management, Henrique Bredda, disse que o aparelhamento ideológico é um dos maiores problemas da infraestrutura no Brasil. “Você pode resolver o custo de capital de longo prazo, mas não consegue negociar com os ativistas. A pessoa que regula as propostas não conhece técnica”, disse.

O custo de capital envolve a taxa de juros, que, segundo Bredda, deve permanecer nos patamares de 8% ou 9% ao ano em 2019. “Hoje a Selic está em 6,5% para estimular o PIB [Produto Interno Bruto]”, acrescentou.

Para saber assistir ao debate completo, clique aqui.

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