É o fim do mundo? Outra vez esse ano!

A intensidade das discussões sobre a possibilidade do candidato republicano Donald Trump vencer as eleições à presidência dos Estados Unidos assusta.

Com a intensidade das discussões sobre a possibilidade do candidato republicano Donald Trump vencer as eleições à presidência dos Estados Unidos, as bolsas ao redor do globo entraram em um movimento de queda, com o principal índice americano, S&P, completando hoje o oitavo pregão de baixa consecutivo. No mercado local, o Ibovespa já retraiu quase 4% entre os pregões de terça e o de hoje. Há exatamente um mês, o mercado atribuía uma probabilidade extremamente baixa ao evento, com a candidata Hillary Clinton sendo considerada a futura presidente dos Estados Unidos. Todavia, o vazamento de alguns e-mails da candidata democrata e o início de uma investigação pelo FBI na última semana sobre o assunto, foram suficientes para que as pesquisas revelassem o candidato republicano empatado ou mesmo à frente em alguns casos.

Nos últimos dias, vimos sinais claro de pânico. Enxergamos isso através do movimento no mercado de câmbio. As moedas de países emergentes sofreram frente ao dólar: o Real, peso mexicano e peso colombiano. Na ponta contraria o Yen, o British Pound, Franco Suíço e o Euro valorizaram-se frente ao dólar, já que essas moedas são consideradas como “seguras” em movimentos de aversão ao risco.

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Variação das moedas citadas entre 31-10 a 03-11

Ora, mas qual o verdadeiro risco Trump?  As especulações do mercado falam em aumento de juros de forma rápida, retirada da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, fim de programas sociais e outras várias medidas que poderiam ser desastrosas para a economia americana. Já para os países emergentes, a elevação da taxa de juros americana de forma rápida e intensa causaria grande impacto negativo, causando depreciação das moedas e volatilidades das bolsas.

Mas diante de tudo isso, qual a visão da Eleven em relação a essa tragédia anunciada?

Não existe tragédia, é apenas pânico e o cenário hoje é análogo ao que traçamos no Brexit, quando dissemos que era apenas um stress e recomendamos aos nossos clientes manutenção de posição.

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Achamos que caso o candidato republicano vença as eleições, ele deve passar a adotar um discurso mais conciliador, inclusive com uma leitura responsável sob a ótica da política monetária. Trump está para os EUA em 2016, como Lula estava para o Brasil em 2002. Não esqueçam que Palocci assumiu falando em responsabilidade fiscal e superávit nominal. É por ai.

Porém, enquanto este este breve futuro não vira presente e a realidade fica clara, o mercado ainda reserva alguns pregões de alta tensão.