A ascensão dos fundos de investimentos

Fundos de investimentos estão em ascensão; entenda o porquê.

Depois de um abril vermelho, a indústria de fundos de investimentos encerrou maio no azul. Isso porque a captação líquida, como é chamada a diferença entre os saques e as aplicações, encerrou o mês passado em R$ 12,3 bilhões, segundo a Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em abril, esse saldo ficou negativo em R$ 17,9 bilhões. No entanto, nos cinco primeiros meses do ano, a captação líquida cresceu R$ 106 bilhões. Só para efeito de comparação, o número é mais do que o dobro dos R$ 46,3 bilhões do mesmo intervalo de 2016.

Os investidores pessoas físicas foram os que mais aplicaram nos fundos de investimentos, o que é uma boa notícia. No entanto, ainda é cedo para apontar uma mudança no hábito de poupar – e de investir – do brasileiro. Afinal, esse crescimento pode ter sido impulsionado pelos saques de contas inativas do FGTS, que somaram R$ 24,4 bilhões, até 17 de maio, segundo a Caixa Econômica Federal (CEF). O prazo para resgatar esses recursos termina em julho. A estimativa da Caixa é de injetar R$ 46 bilhões na economia.  Contribuiu, também, a redução do endividamento das famílias, o que liberou mais recursos para aplicações.

Os destinos mais frequentes dos recursos foram os fundos de previdência, os de renda fixa e os multimercados, segundo a Anbima. (Veja mais na tabela abaixo).

Uma pergunta frequente dos investidores é: qual o mais indicado? Isso depende dos seus objetivos. Para os que miram o longo prazo, os fundos de previdência são uma opção natural. Embora ofereçam um benefício tributário, para quem faz a declaração completa de Imposto de Renda, os ganhos nem sempre são atraentes. Na maioria dos casos, a baixa rentabilidade e as taxas de administração cobradas fazem com que, no longo prazo, os ganhos desses fundos de investimentos sejam menores do que os dos títulos públicos pós-fixados.  Por isso, essa decisão passa pela análise da gestão dos fundos de investimentos. Para ajudar nessa escolha, a Eleven analisa, periodicamente, os fundos multimercados e de previdência privada, elencando os gestores que se destacam por entregar rentabilidades acima do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que é a referência para a rentabilidade dos fundos de investimentos. Com base nessas informações, nossos clientes têm em mãos as melhores informações para escolher onde investir. Entre os recomendados pela Eleven, estão o Verde Icatu Previdência, o Kinea Previdência Multimercado e o Porto Seguro Renda Fixa Diamante, dentre outros. (Clique aqui para conhecer o produto Renda Fixa).

Em momentos de incertezas, os multimercados costumam ter uma boa performance, uma vez que a diversidade de ativos – como moedas, títulos de renda fixa e até mesmo ações-, oferece ao gestor ferramentas para rapidamente reagir a mudanças. Esses fundos de investimentos vinham apresentando boa rentabilidade, mas perderam parte desses ganhos na segunda metade de maio, com as incertezas trazidas pelas delações de executivos da JBS. Mas, com a tendência de queda de juros, há muito espaço para que esses os multimercados avancem.  Os fundos Explorador Alpha America Latina, Modal Tactical e AZ Quest Multimercado estão entre as recomendações da Eleven, pela combinação de rentabilidade e baixa volatilidade.

Também voltada para investidores com um horizonte de longo prazo, a Carteira Eleven, composta por oito recomendações de ações, acumula alta de 17,4% no ano, até 14/06, ante valorização de 2,81% do Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, no mesmo período.  (Clique aqui para conhecer a Carteira Eleven).

Com o melhor time de analistas do mercado financeiro brasileiro, a Eleven prima por sua análise técnica e independente. Nossa missão é embasar nossos clientes para que eles tomem as melhores decisões para seus investimentos. Conte conosco nessa jornada.

**Rafael Bevilacqua é economista e sócio da Eleven Financial