Ibovespa firme na luta, quase que contra tudo em dias como hoje.

Para consolidar ainda mais a percepção, o Ibovespa futuro fechou em alta de 0,40% e o mercado de câmbio basicamente estável.

Quando o mercado abriu hoje, o selloff, ou venda massiva de contratos futuros de minério, registravam uma queda superior a 8% na cotação de referência do minério 62% no porto de Qindao, na China. Dada a correlação do Ibovespa com commodities e sem nenhuma grande noticia sobre petróleo ou na política, parecia uma chance importante de forte queda.

O fechamento ainda muito próximo aos 64.000 pontos, mesmo com a queda de 0,73%, mostra uma resiliência impressionante. Para consolidar ainda mais a percepção, o Ibovespa futuro fechou em alta de 0,40% e o mercado de câmbio basicamente estável, ainda que tenha oscilado ao longo do dia, mostram que o longo prazo segue consistente, em linha com as expectativas de retomada positiva por aqui.

Lá de Curitiba, muito mais do que a delação de Marcelo Odebrecht, que aliás vale a pena ouvir o áudio liberado pelo Jornal O Globo, veio a decisão do regulador paranaense sobre as regras do reajuste tarifário para Sanepar. O pânico e a irracionalidade fez os papéis SAPR4 derreterem quase 9% logo após a decisão, chamando leilões ao longo do dia até fecharem em queda de 6%, mas ainda basicamente estáveis no mês. Nosso estrategista-chefe publicou artigo no portal Investing.com, chamado SAPR4 e a ditadura do imediatismo, refletindo a leitura de nossos analistas sobre o caso. Os R$ 170 milhões em volume negociado nos papéis mostram a relevância que a empresa já tem na Bolsa.

Os papéis da CSNA3 tiveram um dia para apagar da história. A queda de 8,70% foi muito acima dos pares de setor, mesmo com GGBR4 caindo 5%, USIM5 caindo 4,5% e VALE5 em queda de 4,4%.

A expectativa para a decisão do COPOM basicamente não teve espaço para fazer preço na Bolsa nesta quarta. O chamado “call de juros” parece abafado neste momento pelas percepções catastróficas sobre a impossibilidade de aprovação da reforma da previdência considerando a suposta implosão da base governista com a lista de Fachin. Conforme ressaltamos ontem em Surpresa por quê, Sr. Mercado?, a abertura destes inquéritos era mais do que esperada e a dimensão do estrago espalha-se por muito mais do que os amigos do Planalto. Tem chumbo para todo lado e o cenário pode fazer com que todos por lá dêem as mãos para que não morram abraçados e de inanição.

Em seu segundo dia de negociações, os papéis AZUL4 registraram nova alta, desta vez de 2,5%, com aproximadamente R$ 40 milhões em volume negociado. Se você ainda não conhece a tese de investimento na mais nova companhia aérea da Bolsa brasileira, pode encontrá-la em nossa área de relatórios avulsos.

Dias ainda muito voláteis estão à frente. Hoje foi mais uma grande prova para as convicções, para a serenidade e a responsabilidade. Seguiremos sempre focados em ajudar investidores a agir e reagir em cada um dos passos da jornada de investimentos.