Ibovespa perdeu para as águas de março

Para os investidores que gostam de operações ações Long & Short, nosso time de Renda Variável levou aos clientes hoje mais duas operações nesta modalidade.

Mais do que um dia de fechamento de um trimestre que foi muito intenso, hoje foi dia de volatilidade e emoção na Bolsa. Foco também nas ações Long & Short.

Sem muito racional, a não ser na valorização das ações ligadas à celulose, impulsionada por conta da notícia que a APP não venderá celulose de fibra curta a mercado em 2017 em função da mudança no cronograma de produção, as demais ações flutuaram quase que aleatoriamente até o fechamento em queda de 0,43%, aos 64.984 pontos. Se os 65.000 pontos era um marco importante, ficou o gosto amargo da queda aos 43 minutos da segunda etapa, mas também espaço para olhar o copo meio cheio.

FIBR3, SUZB5 e KLBN11 subiram 5,7%, 5,8% e 2,3%, respectivamente. Na ponta negativa, destaque para as ações do Pão de Açúcar (PCAR4), queda de 2,18% e do Banco Santander (SANB11) queda de 1,92%. O banco espanhol, cujo volume de ações em circulação muito restrito permitiu que um verdadeiro arsenal de defesa do papel fosse montado, com a notícia da nova emissão primária para dar saída a um gigante institucional, parece que vai começar a ter que encarar a realidade de seus múltiplos completamente distorcidos dentre os pares de Bolsa. Será necessário bem mais do que as habilidades da Plaza de Toros para evitar o atropelo pelos ursos com o aumento do volume circulante.

Para os investidores que gostam de operações ações Long & Short, nosso time de Renda Variável levou aos clientes hoje mais duas operações nesta modalidade, visando aproveitar uma interessante janela de oportunidade que combina a dinâmica macroeconômica com timing dos papéis e índices escolhidos.

Com o fim do primeiro trimestre, deixamos para trás 25% do ano, com uma condição importante de projetar aquilo que veremos retratado na temporada de divulgações que logo começa novamente. Ibovespa fecha o “1T17” em alta de 7,90%, exatamente um ano depois de registrar 15,5% no mesmo período. Olhando o mês de março isoladamente, a performance do principal índice da Bolsa brasileira foi negativa em 2,52% em importante momento de ajustes que consolidam nossa visão de que 2017 será o ano do “stock picking“. A seleção das empresas e ações será fundamental para alcançar performances acima da média, controlando riscos com apoio nos fundamentos, mais do que no fluxo.

Nosso time fecha o mês de março com a certeza do dever cumprido. Para deixar todos por aqui ainda mais leves das crenças nas escolhas e na profundidade das análises, a Bolsa manda um recado, deixando em terreno positivo o nosso “grid de cotações” das principais escolhas. Cobertura recém-lançada, em análise com a cara e assinatura da Giovana Scottini, AALR3 chegou ao final do pregão do dia 31 em alta de 5,61%. Outro papel que é marca da nossa equipe, SAPR4 voltou a respirar com bom fôlego e a alta de 4,66%, devolveu o marco de R$ 11,00 àquela que assustou muitos investidores, mas não abalou nossa convicção. O setor todo parece muito mais leve, com o racional voltando a prevalecer sobre o emocional. Sabesp e Copasa também registraram alta de 0,50% e 3,27%, respectivamente.

Foi pau, foi pedra, mas está longe de ser o fim do caminho. Se as águas de março venceram o Ibovespa, segunda-feira renovam-se todas as estratégias e energias.

Em frente, como sempre! Ótimo final de semana a todos.