Imaginem esta semana com cinco pregões!?!

Meia quarta-feira e mais dois pregões diametralmente opostos foram mais do que suficientes para despertar mesmo aqueles que carregavam a mais forte ressaca da folia carnavalesca.

Paulada sobre a VALE na quinta-feira e a euforia sobre, por exemplo, CEMIG e Usiminas na sexta mostram que a montanha-russa voltou ao mercado financeiro brasileiro. É bem importante lembrar que o famoso brinquedo de adrenalina dos grandes parques de diversão, dá seus loopings e volta a seguir EM FRENTE!

Houve um suspiro de alívio institucional com Marcelo Odebrecht teoricamente não confirmando nenhuma transação com Temer. Sinceramente, tal sentimento não deveria nem ser necessário, uma vez que se até as FARC estão na lista de pagamentos, as campanhas de 2014, 2012, 2010, 2008… tiveram de alguma maneira relação com os recursos da empreiteira (e todo mundo sabe). Aparentemente, aqueles que poderiam condenar podem acabar condenados antes que possam proferir suas palavras de moral nos palanques do Parlamento.

A forte queda nos principais indicadores do mercado de juros futuros, mostram que a confiança na estabilização econômica, combinada com retomada da atividade e inflação sob controle ainda são as verdadeiras apostas dos investidores. Obviamente, os mesmos que não abrem mão de uma “especuladinha ou outra”, com alguns bilhões, a cada janela de oportunidade. Eu digo sempre que o capital estrangeiro que atualmente faz preço na Bolsa, ainda tem forte necessidade de volatilidade.

Dólar teve queda de 1,19% frente ao Real fechando em R$ 3,11 seguindo o movimento das moedas emergentes, de valorização frente ao Dólar depois da fala da presidente do Fed, Janet Yellen. Mas se a Vovó falou que os juros subirão por lá, porque a reação foi boa por aqui?

Parte desta resposta eu carrego na mala de volta ao Brasil depois de alguns dias falando com muita gente no Velho Continente. Eles realmente confiam mais da terra do pau-brasil do que nós mesmos. Se muitos deles estão céticos quanto aos sucessivos recordes do S&P e do Dow Jones, não tem sequer receio de sobre-preço nos melhores ativos brasileiros. Ótima notícia!

O mercado parece ter esquecido que há poucos meses, as discussões eram sobre taxas de juro negativas e cenário recessivo. Com os recentes alívios das pressões sobre a China, principalmente, como temos repetido, com a saída dos EUA do Tratado Transpacífico de Cooperação Econômica, cai substancialmente o medo de uma retração global e as principais economias voltam a gerir política monetária em alinhamento com suas metas inflacionárias. Também é verdade que, como afirmei recentemente, esta discussão de juros x inflação x quantitative easing (ou licença para imprimir dinheiro) não nada computando uma perguntinha básica: “onde está o dinheiro?”. Mais sobre isso você pode acessar aqui, ou na versão completa no Relatório Macro Brasil 2017 da nossa equipe.

Já chegamos ao último mês do primeiro trimestre de 2017 e nossa previsão sobre este ser “o ano do stock picking” vem sendo mais do que confirmada, quando vemos o Ibovespa muito forte, acumular 10,9% de alta, já computado o pregão de sexta-feira 03/03 e a Carteira Eleven acumula 22,2% no mesmo período. A escolha da combinação de ativos não é aleatória, mas o melhor juízo de equilíbrio entre risco e retorno na visão combinada de toda a equipe de analistas da Eleven.

Altas expressivas vêm aumentando os questionamentos que recebemos sobre, por exemplo, CARD3. Papel que recomendamos desde os R$ 2,30 vem recebendo cada vez mais atenção do mercado, que definitivamente parece ter entendido que CSU Cardsystem não é uma empresa de call center. A liberação da parte que estava sem circular das ações, nas mãos de um dos fundos com posição mais antiga na companhia, liberaram os papéis para voar, apoiados em uma constante geração de resultados consistentes. Lembram que quanto maior a linha do tempo, maior a chance do fundamento vencer o fluxo?

Seguindo esta linha, uma série de recomendações e oportunidades, que não estão necessariamente na Carteira, atualmente com oito ativos, são levadas aos nossos clientes de Renda Variável. Nossa equipe de analistas funciona como uma verdadeira máquina de produção, que não limita suas análises aos releases ou aos “power points“. A mais completa gama de avaliações, com a clareza da separação entre risco e oportunidade, sempre respeitando o seu dinheiro e determinando expectativas claras de performance.

Por fim, uma das melhores mensagens que trago de volta da Europa é a leitura de grandes players sobre a atratividade versus o risco dos títulos públicos brasileiros. Mesmo com a redução dos prêmios pagos, nossos papéis ainda são os mais seguros do mundo, para este nível de rentabilidade.

A utilização desta modalidade tem sido muito bem explorada pelo nosso time de Renda Fixa, liderada pelo Rafael Bevilacqua, um craque na combinação de estratégias que entregam fortes performances mesmo em cenário de queda de juros. Aliás, a Carteira recomendada de Renda Fixa encerrou Fevereiro com performance de 155,32% do CDI. Rafa tem repetido sistematicamente que Renda Fixa não é sinônimo de baixa rentabilidade, e estes números não me permitem discordar. Não à toa a base de clientes de Renda Fixa da Eleven tem crescido tanto. Na última quinta-feira o TV Eleven foi especial sobre este tema, se você não viu, acesse aqui.

COPOM chegando, FED no radar e commodities oscilando mantém a perspectiva de volatilidade nos pregões da semana que vem pela frente. Para quem ainda não conhece a nova “pizza da Gerdau”, sugiro conhecer a Análise de GGBR4 feita pela nossa equipe. E para aqueles que ficaram assustados com a queda dos papéis da VALE na quinta, vale lembrar que os modelos projetados pela Eleven não consideram em nenhum momento o minério nos preços atuais. Mesmo mantendo a tradição de conservadorismo, a desalavancagem da companhia é muito forte! Tese completa chegando aos clientes Full, Renda Variável e Carteira!

Mercado como a gente gosta. Intenso! Semana de mais novidades por aqui… fiquem ligados e tenham um ótimo final de semana. É muito bom estar de volta!

Fecho este texto de sábado com a tradicional tabela do comportamento das ações no último pregão da semana.

Forte abraço a todos

Adeodato