Liberdade para todos! Avalanche de resultados: oportunidade ou ameaça?

As últimas duas semanas têm sido agitadas aqui no escritório por culpa da típica avalanche que acontece cada três meses: publicação de resultados corporativos. A equipe fica até tarde, os clientes vão pedindo um posicionamento, questionando se mantemos ou não as recomendações, ou se vale a pena se posicionar em alguma outra coisa. Outros querem saber quais empresas deveriam reportar muito bem ou muito mal.

Neste último sentido, não é raro vermos investidores (ou especuladores?) frustrados porque, apesar de terem acertado na direção dos resultados, a aposta terminou dando errado. Muitas vezes, custa achar um porquê que vá além daquela capacidade “curiosamente” de um “oráculo” do mercado local, em que muitos papéis que estão desabando alguns dias anteriores sob o peso de resultados ruins terminam subindo, ou vice-versa, com papéis que subiram sem explicação aparente.

Esta curiosa capacidade também parece explicar a alta/queda “misteriosa” de certos papéis dois ou três pregões antes de notícias como M&A, recuperações judiciais, delações, etc.

Porém, além desta capacidade “curiosa” de antecipação e da direção dos resultados, faz sentido para um investidor fundamentalista, de longo prazo, ir monitorando cada trimestre?

Claro que faz. Conforme, tenho explicado várias vezes, em um país com um entorno macroeconômico e regulatório tão volátil e frágil, pretender ficar passivamente esperando, e torcendo (ou até orando) para que tudo dê certo parece coisa de iludido.

Cuidado, isso não significa que fiquemos na loucura de querer entrar ou sair e refazer toda a estratégia só porque a empresa entregou um trimestre bom ou ruim.

Mais do que isso, os resultados podem nos ajudar trazendo alertas ou sinais de como estão indo nossas posições, setores ou novas posições que despontam. De fato, do monitoramento de papéis semelhantes ou de outros setores é que muitas vezes pode se gerar alguma mudança na carteira (o que pode demorar meses).

Sim, por mais que você pense em segurar seus papéis no longo prazo – e que isso seja o recomendável–, em um casamento ao estilo católico é bom ir checando as opções existentes no mercado e ser pragmático.

Como diz a famosa canção, pode fazer sentido esquecer a aliança e ir “namorando todo mundo”. O mercado acionário permite a poligamia. E sim, é válido ser cético e questionar-se se vale a pena pular do barco, pular a cerca. Os resultados podem ser mais uma ferramenta que podem ajudar a obter as respostas.

Contudo, o anterior não significa largar tudo assim que virmos uma linha vermelha. Pode haver uma boa explicação e até pode ser um ótimo momento para aumentarmos a posição. Como tudo na vida, é mais difícil do que parece. Nada é óbvio. Um resultado negativo mal interpretado pelo mercado e que esconda notícias boas no longo prazo pode ser mais oportunidade do que comumente se pensa.

Por isso é que estamos aqui, dia a dia, comentando e discutindo com o time, para podermos ir avaliando desafios e oportunidades. Elas se refletirão em mudanças de recomendações, no nosso plano Renda Variável, novas adições no Liberdade em Ação ou mudanças nas estratégias disponíveis exclusivas aos clientes Carteira Eleven.

Fico muito animado por receber o seu feedback, com sugestões e dúvidas. Não hesite em entrar em contato no [email protected] ou no meu Twitter: @HerreraCondor.

Eu leio tudo pessoalmente, por mais que não possa responder instantaneamente, por questões de escala principalmente.

Um bom final de semana!

Carlos Herrera

Grupo CCR (CCRO33): Um gigante em alerta – Álvaro Frasson, CNPI

Na última terça-feira 31.10, após o fechamento do mercado, enviamos aos nossos assinantes (Renda Variável, Carteira Eleven e Eleven Full) nosso relatório de início de cobertura do Grupo CCR, uma das maiores empresas de administração de concessões de infraestrutura no país, como aeroportos, transporte urbano e líder de mercado em concessões rodoviárias.

Listada na Bolsa brasileira, a B3, desde 2002, a empresa sempre foi destaque em governança corporativa, dado que seus acionistas controladores são importantes empresas do setor de infraestrutura nacional, caso da Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido. Desde então, o Grupo CCR vem expandindo seus negócios e com grandes ativos em sua base de gestão, como a AutoBAn, NovaDutra, Rodoanel, Aeroporto de Confins, Linha 4 do metrô de São Paulo, VLT Carioca e entre outros.

Estes fatores fizeram a empresa crescer muito nos últimos 15 anos, mas ela foi afetada pela crise nacional em decorrência do baixo fluxo nas concessões. Mesmo no cenário de crise e com a leve retomada em 2017, a companhia possui uma situação financeira confortável, com baixa alavancagem e segue como boa distribuidora de dividendos.

No entanto, alguns desafios pela frente são chave para identificar se as ações do Grupo CCR apresentarão potencial de valorização ou não e se, comparativamente, ela tem a mesma assimetria de valor que a Ecorodovias.

Para mais detalhes, recomendamos acessar o relatório na nossa plataforma.

Mahle Metal Leve (LEVE3): Alívio do CADE destrava valor – Álvaro Frasson, CNPI

Em fato relevante divulgado durante o pregão da terça-feira 31, a Mahle Metal Leve anunciou a assinatura de um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) entre a empresa e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

O documento, já homologado na instituição, suspende o processo administrativo em função da investigação sobre a possível participação da companhia em um cartel no setor automotivo. Desta forma, o processo contra a empresa será arquivado e sem julgamento de mérito.

Como um dos compromissos da empresa neste TCC, está o pagamento de uma contribuição pecuniária de R$ 17,5 milhões, valor que a empresa informa já está devidamente provisionado.

Em nossa opinião, o acordo foi uma excelente notícia, uma vez que a empresa trabalhava com cenários piores em relação à decisão e, principalmente, ao valor da multa. Desta forma, a desconfiança na empresa está superada nesta acusação e, como se observa no intraday, as ações destravam valor e já apresentam uma valorização acima de 4,0%, cotada a R$ 21,23.

Com o cenário favorável da indústria automotiva nacional aliada à capilaridade internacional da companhia em atender novos mercado, nossa recomendação para os papéis LEVE3 foi reforçada após este anúncio. Para saber mais detalhes, acesse o Eleven Renda Variável.

Cielo (CIEL3) – Apesar do 3T17, continuam os desafios pela frente – Vitor Mizumoto, CNPI

 

O papel da empresa reagiu positivamente aos resultados reportados. Mais do que pelo fato de ter trazido boas notícias, o mercado respondeu bem ao fato de a companhia ter mostrado relativa estabilização de seus números, e avanços operacionais além dos anteriormente estimados.

O crescimento no volume de transações nos cartões de débito e crédito atingiu 10,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, mostrando uma recuperação da companhia, frente aos dados negativos apresentados no segundo trimestre deste ano.

No entanto, não foi suficiente para o crescimento da Receita Líquida, que apresentou R$ 2,9 bilhões, uma queda de 4,3% em relação ao 3T16.

Os resultados mostraram que a empresa vem fazendo um bom trabalho interno e, mesmo com este cenário difícil, conseguiu reportar um crescimento no lucro líquido de R$ 1.017,1 milhão, um aumento de 0,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Adicionalmente, o trabalho realizado para redução no prazo médio das operações de adiantamento de recebíveis, em função de um menor volume adquirido, foi positivo, pois reduz a necessidade de capital de giro do empresariado.

Dados os desafios pela frente, nós mantemos a nossa visão e o preço alvo para o papel.

Itaú Unibanco e Bradesco (ITUB4 e BBDC4) – Crédito fraco não atrapalhou os lucros – Vitor Mizumoto, CNPI

Ambos resultados mostraram que a recuperação da economia brasileira, por ora, segue desancorada do crédito. Com o movimento de desalavancagem financeira, principalmente dos clientes Pessoa Jurídica, e compressão dos spreads, dado o movimento de queda das taxas de juros e alterações recentes de regulamentação sobre cartões de crédito, houve redução de margem financeira.

Apesar dos movimentos supracitados, ambos bancos apresentaram boa expansão de lucro líquido, que foi impulsionado por maiores receitas de serviços e por redução de despesas com provisões para calotes.

Na esteira dos sólidos fundamentos, vemos um outlook positivo para ambos bancos. Para saber a nossa preferência e o porquê, recomendamos entrar na área de assinantes.

Varejo – A estrela merece ficar nos holofotes – Giovana Scottini, CNPI

Diante dos sinais de recuperação macroeconômica, novamente os investidores, e o mercado em geral, ficaram na expectativa dos resultados dos diferentes papéis e subsetores.

O que temos visto? De tudo. Desde papéis que vieram em linha com as projeções (Arezzo – ARZZ3, RD – RADL3), os que vieram abaixo (Lojas Americanas – LAME4) e acima do esperado (B2W – BTOW3). Enquanto a estrelinha, mais uma vez, foi Magazine Luiza (MGLU3), as surpresas mais negativas vieram do Grupo Technos (TECN3). Por isso, decidimos destacá-las na continuação:

Magazine Luiza (MGLU3): Novamente reportou além das expectativas, graças aocrescimento de vendas de 27%, puxado por performance recorde do e-commerce (+55% 3T17/3T16 em cima de uma base de +24,3 a/a no 3T16), o qual passou a representar 30% no total de vendas, e 15% de SSS das lojas físicas. A receita líquida totalizou R$ 2.856,3 milhões no 3T17. O crescimento robusto do e-commerce foi sustentado pelo: (i) aumento das vendas pelo smartphone, destaque para cerca de 40% do total da venda online proveniente do aplicativo, (ii) captura dos benefícios do Retira na Loja, (iii) redução no tempo de entrega e (iv) alto nível de serviço avaliado pelo Reclame Aqui.

Devido à diluição de despesas operacionais, o Ebitda (sigla em inglês      que representa a geração de caixa operacional) cresceu 39% a/a e o lucro líquido registrou o maior nível trimestral, totalizando R$ 92,5 milhões ante R$ 24,8 milhões no 3T16.

Grupo Technos (TECN3): Após a divulgação de mais um conjunto decepcionante de resultados, ainda não enxergamos um ponto de inflexão próximo, apesar de algumas tendências positivas continuarem em andamento principalmente em redução de despesas/custos. Não parecem suficientes frente aos custos fixos ainda altos e uma mudança de mix que leva a em um menor preço médio.

Fundos de Investimento – Ótima oportunidade de diversificação e rentabilidade, com o guia certo – Elaine Rabelo, CNPI

A nossa equipe de Fundos de Investimentos busca garimpar os melhores fundos de do mercado através de uma análise aprofundada de cada veículo de distribuição. Esta seleção inclui uma análise quantitativa e qualitativa, reuniões com diversos gestores, que buscam compreender sua estratégia de alocação e nossos cenários e projeções.

No mês de outubro, a maioria dos fundos multimercados apresentou quedas de rentabilidade em função do recuo das curvas de juros. Nós aqui na Eleven Financial, buscamos diversificar nossas recomendações para que elas se encaixem com o portfólio de nossos assinantes.

Deste jeito, podemos entregar boas rentabilidades. Por exemplo, uma de nossas principais recomendações em Fundos de Investimentos Multimercados rendeu 359,42% do CDI em Out17, em função da sua composição de ativos atrelados ao mercado externo. Para maiores detalhes, conheça nosso portfólio de recomendações de Fundos de Investimentos Multimercado, de Ações, Long Short e Previdência, na Carteira Eleven.