Liberdade para Todos: Incontinência acionária

Nessa última semana, um assinante da minha série Liberdade em Ação chegou com uma história que ilustra bem vários dilemas do investidor no dia a dia.

Nos últimos dias, ele entrou em um papel cuja cotação tem caído aproximadamente 40% nos últimos 4 meses.

Infelizmente, a história parece familiar. Apesar de se encontrar em um setor com tendências ótimas de longo prazo para o Brasil, o controlador é estatal e depois de uma falida proposta de troca de controle para um gringo, um grande investidor começou a sair do papel, até que o CFO pró-mercado e experiente “saiu”.

Juntando os comentários de um analista de mercado e de gestores nas mídias sociais, ele decidiu comprar na terceira alta consecutiva. Parecia que já tinha saído do fundo do poço, e era só gritar de alegria.

O problema foi que, bem nesse dia, um reconhecido jornalista publicou um sumário do histórico recente financeiro e operacional da empresa. A situação é difícil, depois de consecutivos prejuízos, dependendo de turnaround ou de M&A. A análise é difícil e chegar em conclusões pode ser precipitado.

Aí bateu aquela vontade de vender, a mão dele coçou. “O que faço!? Os gestores, que até pareciam um pouco animados, comentaram que estavam felizes em não estar em rolos desse tipo. O papel continua caindo hoje. Vendo com perda de 5-10%? Stop loss?!”

Independentemente do nome, do setor e do assinante, histórias como essas se repetem desde que existe mercado. E, no papel de analistas, precisamos aprender a lidar com elas, ajudando vocês na tomada de decisão.

É comum que até investidores experientes terminem cedendo diante da tentação de um possível ganho rápido, de uma dica, um gráfico potente e acabam não realizando uma mínima análise, que por mais difícil que seja, pode evitar muitas dores de cabeça. Por exemplo, 99% das informações que apareceram resumidas pelo jornalista – e que o investidor achou tão novas e alarmantes – estiveram o tempo todo na internet. Era só pesquisar e poderia ter sido um primeiro filtro.

Até existiam vídeos da empresa no Youtube. E o que fazer? Esperar um pronunciamento do analista, que os gestores mudem de opinião? Aliás, por que todos eles aparentemente mudaram de opinião no caminho?

Talvez porque existem diferentes incentivos no mercado. No sellside, como um analista depende da sua credibilidade, pode demorar para aceitar que as coisas não deram certo. Por outro, como no buyside (gestão de ativos), você depende de gerar lucros no seu fundo, só avisará suas movimentações passadas e entenderá isto como um jogo de pôquer. Ou seja, você sabe que existe irracionalidade no mercado e quer usá-la ao seu favor. Por que avisará de suas verdadeiras intenções antes se corre o risco de não poder tirar proveito delas?

Quais foram os erros? Primeiro, entrar na dica, empolgado por um gráfico, esquecendo que as ações, mais do que linhas malucas, são uma pequena parte de uma empresa, com uma história por trás. Aqui na Eleven, o Rafi fala muito sobre a diferença das técnicas de trade para os ciclos de investimento. Segundo, uma vez que ele entrou, sem ser ciente se era especulação ou verdadeiro investimento, começar a avaliar a saída novamente, só por ouvir mais boatos ou comentários de informações que sequer eram recentes.

A resposta não é fácil, mas, ao se pensar em um horizonte de longo prazo, talvez você nem esteja exatamente errado. Timing não é tudo. De fato, um célebre investidor diz: “investe primeiro, pensa depois”. Claro, é necessário entender o contexto da frase, compreender quando você deve ir investindo e ser ciente de que, no processo, errará, mas também aprenderá.

Quem diz que o papel não tem futuro? Por que você não faz algumas contas básicas, tenta entender o negócio? Risco de M&A ou turnaround com prejuízos não são intrinsecamente ruins. São difíceis de avaliar, mas podem trazer oportunidades.

É difícil, mas com esses cálculos, uma margem de segurança e um mínimo grau de conhecimento, você poderá ir aproveitando a irracionalidade do mercado. Claro, você sempre é livre de decidir que esse jogo de pôquer do value investing não é para você, ou que se sente mais confortável especulando. Esse caso é absolutamente respeitável. Porém, as regras são outras.

Ficarei feliz em receber suas opiniões ou sugestões no meu Twitter (@HerreraCondor) e no email [email protected].

Um grande abraço!

Carlos Herrera

Alliar (AALR3): Melhor momento operacional. Agora vai? Entenda os riscos do setor de saúde – Giovana Scottini, CNPI.

Essa semana publicamos a atualização da tese de investimentos de Alliar, cheia de novidades. Chamamos atenção para o risco de mudança no modelo de remuneração praticado atualmente pelo sistema de saúde brasileiro. No relatório, explicamos o risco setorial do modelo de negócios e fizemos uma análise de possíveis cenários.

Dona dos laboratórios CDB, a Companhia entra no ciclo de maturação em 2018, após antecipação do plano de expansão orgânica que contemplou a abertura de 6 mega unidades nos últimos doze meses. A estratégia da Alliar consiste em ingressar em regiões com demanda reprimida e expandir sua atuação por meio de marcas locais bem posicionadas. O mercado fragmentado facilita a busca por novos mercados de atuação.

O relatório explica sobre o novo ciclo da companhia na plataforma InspirAções.

Azul Linhas Aéreas (AZUL4):  Atualizamos nossa tese! – Alvaro Frasson, CNPI.

Na última quarta-feira (31), enviamos aos nossos clientes um relatório com a atualização de tese da companhia aérea, a fim de capturar novas percepções direcionais de valor.

Ao longo de 2017, vimos a empresa solidificar sua estratégia de crescimento via rotas sem sobreposição com geração de melhores margens operacionais, num ambiente macroeconômico ainda desgastado pela crise. A demanda por passagens aumentou, o gerenciamento de assentos foi muito positivo, fazendo com que a taxa de ocupação das aeronaves alcançasse índices recordes, fator fundamental para a melhor diluição de custos da empresa.

Em 2018, revisitamos os números projetados e entendemos que este pode ser um ano ainda melhor do que aquele estimado em meados de 2017. A retomada da atividade interna irá impactar a demanda por passagens internas e com maior renda e apreciação do real, a companhia também espera forte demanda por rotas internacionais, um dos pontos focais de crescimento da Azul para os próximos anos. Movimento este, visto pela estratégia de aquisição de aeronaves maiores, capaz de suportar distancias intercontinentais.

Estamos confiantes com o bom cenário para a companhia neste ano. Para mais detalhes, acesse nosso relatório disponibilizado na área logada.

Bancos (Bradesco – BBDC4, Santander – SANB11): Abrindo a nova temporada de resultados a todo valor – Vitor Mizumoto, CNPI.

Estreando entre as instituições financeiras, o Santander Brasil divulgou seus resultados referentes ao 4T17 e, mais uma vez, surpreendeu positivamente, consolidando cada vez mais seu profundo processo de reinvenção estratégica.

Impulsionado pelos bons números operacionais, o Santander reportou lucro líquido 35,6% superior em relação ao apresentando em 2016, apresentando nível de retorno sobre o patrimônio líquido médio de 18,3% no 4T17, estreitando a diferença em relação ao benchmark do setor, o Itaú Unibanco.

Já no Bradesco, com os números do 4T17 divulgados, a companhia terminou 2017 com queda de 4,3% em sua carteira de crédito expandida em relação ao reportado no fim de 2016, fechando o ano próximo do limite inferior das estimativas do próprio banco para 2017, que contemplava uma carteira de crédito caindo entre 1 e 5% em relação ao visto no 4T16.

De maneira geral, o grande impactante para o desempenho ruim da atividade de crédito do Bradesco em 2017 foi a carteira de negócios com pessoas jurídicas que apresentou retração de 7,4% em relação ao reportado em 2016, contrabalanceando o crescimento de 2% da carteira de negócios com pessoas físicas. Apesar dos números fracos em relação ao fechamento de 2016, a comparação frente ao 3T17 já mostra que o Bradesco está reagindo, impulsionado tanto pela carteira PF quanto pela carteira PF, que cresceram 1,9% e 0,9%, respectivamente.

O destaque negativo do trimestre ficou por conta das despesas com provisão para calotes, que apesar de terem fechado em queda de 16% em relação ao 4T16, fecharam o 4T17 com crescimento de 20% em relação ao 3T17.

Para saber mais sobre o momento de cada banco, quais os mais sólidos, rentáveis e com maiores perspectivas de crescimento e pagamento de dividendos, assine InspirAções.

 

Papel e Celulose (Fibria – FIBR3, Klabin – KLBN1): Com preços em alta e ramp-up em suas novas fábricas, Fibria e Klabin mostraram fortes números no 4T17 – Vitor Mizumoto, CNPI

Aproveitando o forte momento da demanda global por celulose, o que vem sustentando sucessivos reajustes de preço da commodity, Klabin e Fibria apresentaram fortes resultados no 4T17.

Além do momento favorável para o preço de seus produtos, as duas companhias começam a extrair o valor de suas novas fábricas (Puma e Horizonte II), o que tem impulsionado os volumes de venda e contribuído para forte alavancagem da operação elevando a geração de caixa das companhias.

Continuamos estimando fortes ganhos para as companhias do setor em 2018. Para mais detalhes, é só acessar a área logada.

Trade do Payroll: DEU FUSION! – Raphael Figueredo, CNPI-T e Adeodato Netto, Estrategista-Chefe.

Na última sexta-feira, foram divulgados, mais uma vez, os dados do payroll (geração de emprego e renda nos EUA). Um dos indicadores que mais influencia a precificação de ativos mundo afora, todos os meses abre oportunidade para “o trade do payroll”.

Nossa metodologia EXCLUSIVA, chamada Fusion Analysis, tem Raphael Figueredo e Adeodato Netto, trabalham em conjunto para combinar fundamentos, macroeconomia, tendências e fluxo. Neste payroll, com a sala de análises lotada, os dois prepararam as operações recomendadas e comemoraram com nossos clientes um “trade de sucesso” realizado em questão de segundos após a divulgação dos dados nos EUA.

O Fusion tem cada vez mais adeptos e está em constante evolução da metodologia EXCLUSIVA, liderada por dois dos nossos sócios. Rafi e Dato estão preparando mais uma surpresa para clientes Fusion Analysis que chega logo no começo da próxima semana! Já é cliente Fusion? Prepare-se para mais uma recomendação exclusiva. Ainda não é cliente? Corra que ainda dá tempo! Torne-se mais um assinante do produto que está revolucionando a maneira como o mercado combina fluxo e fundamento. Assine Já!