Liberdade para todos! Toda semana é a do investidor

Esta semana houve uma iniciativa única no mundo: a primeira Semana Mundial do Investidor. Assim, o Brasil se uniu a um grupo de 50 países cujos reguladores do mercado, entre eles a Comissão de Valores Mobiliários (CVM,) promoveram diferentes palestras para conscientizar a população sobre a importância da educação e proteção ao investidor.

Quem me segue no Twitter (@HerreraCondor), deve ter visto como, comparado a outros países da região, a visibilidade do evento tupiniquim foi menor do que em outros países, onde ela foi uma festa para o investidor, coberta pelos principais telejornais, rádio e jornais, com eventos espalhados pelo país.

Por aqui, o principal destaque foi para alguns indicadores alarmantes relacionados à nossa dificuldade de poupar:

  • Na média, quase não poupamos. Poupamos uma 1/5 parte do que os países da OCDE: apenas 12% da população consegue guardar dinheiro com regularidade versus 52%.
  • Apenas 4% guardaram recursos para a aposentadoria nos últimos doze meses versus 24% da média mundial. O problema é que, de 1970 para 2010, a expectativa de vida subiu de 59 anos de idade para 74 anos.
  • Localmente, praticamente não nos protegemos em relação a emergências e imprevistos: 36% conseguem ter o equivalente a 1/20 do PIB per capita para enfrentar emergências versus 61% da amostra global.
  • Nem sequer conseguimos ganhar da Bolívia em capacidade de poupança. Segundo enquete da SPC Brasil, 79% de respondentes de classes C, D e E não guardaram dinheiro nos primeiros 6 meses deste ano. E na classe alta, melhora um pouquinho: só 62% das pessoas das classes A e B não têm poupado.

Para quem quiser ver uma apresentação da CVM, segue o link:

http://pensologoinvisto.cvm.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/Apresenta%C3%A7%C3%A3o-do-Relat%C3%B3rio-Educ-Fin-al%C3%A9m-do-conhecimento.pdf

Ou seja, com estes indicadores tão apocalípticos era para vermos uma cobertura ampla da mídia e dos próprios investidores, que deveriam aproveitar qualquer oportunidade para aprender mais sobre o assunto. Deveria ter sido do mesmo jeito que aconteceu em outros países, nas últimas três semanas: reportagens e fóruns em jornais promovendo o evento, alunos debatendo nas escolas, e muitas discussões sobre o tema. Até discutindo se a própria agência reguladora poderia melhorar.

Podemos discutir se é justo ou não cada um dos indicadores. Daria para dias de pensata e relatórios sobre isto. E é claro que eles virão! Mas, agora, gostaria de ir a outro ponto.

Do mesmo jeito que com as notícias corporativas sempre devemos cuidar de ver os dois lados do copo. Neste caso, é tudo tão ruim? O que vem primeiro: melhora da renda, das condições macroeconômicas/regulatórias ou a necessidade de educação financeira? Difícil resposta.

Acredito que ambas coisas se retroalimentam. Portanto, na medida em que as pessoas ficarem mais confiantes, elas perderão o medo, investirão e depois irão precisando de mais informação. Surgirão mais casas de análise (como nós) e a mídia deverá tratar mais do tema financeiro. Até que finalmente o assunto terminará por ser obrigatório na escola. Nem pela existência de uma lei que determina isso, mas porque os próprios cidadãos irão exigir.

Já vemos avanço, pontos positivos. Sobre a existência de Lei, pelo menos já há um projeto (PL3590/2015) para a obrigatoriedade de educação na escola. Certo que poderão se passar muitos anos até se tornar uma realidade. Porém, já é bom sinal a existência de interesse na sociedade e nos políticos.

Sem querer causar ilusões, falta muito. Entretanto, é relevante salientar que:

  • A quantidade de investidores pessoa física está aumentando em um ritmo acelerado. O Tesouro Direto finalizou agosto com 1,6 milhão de pessoas cadastradas, crescimento de 72% em relação ao mesmo mês de 2016.
  • O segmento que mais se expande é o de jovens. O investidor com até 25 anos já soma quase 12% do total. Eles representavam 9,3% um ano atrás.
  • Na Bolsa temos o pequeno número de 600 mil CPFs cadastrados. Porém, o ritmo de crescimento dos últimos 15 anos foi de 14% ao ano.
  • A participação feminina está crescendo tanto em ações quanto na renda fixa. Em ações, os CPFs delas cresceram 16% versus 13% de homens. No Tesouro Direto, no último ano, elas elevaram sua participação para 27% (ante 23,5% um ano atrás).
  • Em renda variável apenas 1,1% dos investidores tem menos de 25 anos. Se elevarmos a faixa etária para 35 anos, essa participação sobe para 5%.

É importante que o número de investidores aumente. É ruim para os investidores de ações que o foco, o ponto de partida, seja Tesouro Direto? Não! É ótimo.

As pessoas devem começar com algo simples, com pouco risco e que lhes dê segurança. Ganhando familiaridade com o mercado, melhorando seu patrimônio e entendendo a volatilidade do mercado, é natural que eles se aventurem e procuram investimentos com um pouco mais de risco, mas com a possibilidade de ganhos maiores.

Quanto mais brasileiros fugirem de maus investimentos como a Poupança e os títulos de Capitalização (produto que nem sequer é um investimento), mais exigência haverá por melhores retornos no mercado e mais monitoramento dos riscos (é o que esperamos!).

E, quem sabe, algum dia terminemos com distorções, como taxas subsidiadas, não via decreto, mas pela força dos próprios fatos, estimulados por decisões racionais dos próprios cidadãos. Ou seja, poderemos conseguir que as leis, o sistema financeiro e o político/governamental trabalhem e se adaptem às nossas necessidades e não o contrário. No final das contas, quem paga o salário de todos eles?

Fico feliz em saber que são as pessoas mais jovens as que começam a se aventurar no Tesouro Direto, pois eles têm muito tempo pela frente para se familiarizar com o mercado. Sem eles, de fato, não haverá mercado acionário.

Também é ótimo que as mulheres aumentem seu poder, reclamem o lugar que merecem. Longe de querer entrar na discussão sobre gêneros, há estudos sérios (do prêmio Nobel, Daniel Kahneman, por exemplo) mostrando que a visão delas como investidoras é diferente da dos homens e que elas são mais bem-sucedidas: mexem menos nas carteiras, pensam mais sobre potenciais mudanças, reagem menos à emoção do momento (mais sangue frio e visão de longo prazo) e usam o que é chamado de intuição, essa capacidade maravilhosa e invejável de focar em vários assuntos diferentes ao mesmo tempo e de ver o quadro inteiro e não apenas as partes.

Na minha experiência, há duas investidoras que têm me inspirado e das quais poderei falar mais se vocês tiverem interesse. Pessoalmente, se tivesse aceitado ou prestado mais atenção aos conselhos de uma delas, teria evitado dois ou três péssimos (e caros) erros de julgamento.

Portanto, fazemos mal ao desconsiderar o potencial para investimentos de 50% da população. Lembrem: duas cabeças pensam mais do que uma. Mulheres: precisamos de vocês! Apenas 20% de participação na indústria de investimentos no Brasil é só o começo. Ocupem esse espaço!

Gostamos muito de iniciativas como a implementada pela CVM e, em nome da Eleven, gostaria de oferecer o nosso apoio em eventos semelhantes. Podem contar conosco. Para nós, nosso trabalho é fazer com que a semana do Investidor aconteça o ano todo, todos os dias.

Ficamos felizes de receber feedbacks. Por isso, envie seus comentários e sugestões ao e-mail [email protected] e ao Twitter: @HerreraCondor

Um grande abraço!

Carlos H.

Cemig (CMIG4) – Possíveis parcerias depois do apocalipse. Carlos Herrera, CNPI. Igor Kfouri, assistente.

O papel mostrou alguma volatilidade diante da perda de quatro usinas, que respondiam por 50% de sua geração de energia elétrica, algo já havia sinalizado em nossas recomendações. Desta vez, as notícias eram sobre conversas que a elétrica estaria mantendo com os novos donos das usinas perdidas (Jaguara, Miranda, São Simão e Volta Grande), no intuito de reavê-las.

Segundo a imprensa, até agora, o mais provável seria um acordo com a chinesa SPIC para a troca de participação (de ~18%) em Santo Antônio por 40-45% de São Simão.

Avaliando, esta transação equivaleria a auferir aproximadamente R$ 2,9 bilhões pela participação na problemática Santo Antônio, o que está bem acima dos R$ 900 milhões usados em nosso modelo. Ou seja, se concretizada, seria uma boa notícia, pois visibilizaria valor no ativo estressado, permitiria ganho de foco com retorno a um ativo conhecido, com fluxo previsível, além da adição de mais um parceiro interessante, especialmente diante do contexto de desinvestimentos da mineira.

Apesar de se tratar de um caso de risco, como sempre alertamos, continuamos enxergando valor em CMIG4 e falaremos mais no relatório Liberdade em Ação da próxima semana.

Tupy (TUPY3) – Ajuste na capacidade para aumentar o torque – Alvaro Frasson, CNPI

 

Na última segunda-feira (2), iniciamos cobertura das ações TUPY3, aproveitando a retomada do setor automotivo no país.

Em nossa visão, o case continua atrativo mesmo com a boa valorização da empresa ao longo de 2017, que se deveu à reestruturação fabril concluída no primeiro semestre deste ano, que reduziu custos fixos. Com a retomada da produção automotiva no Brasil e o ganho de escala em custos variáveis, a empresa deve aumentar seu caixa livre, o que pode melhorar significativamente as suas margens.

Encontramos um drive de valor interessante também olhando alguns indicadores, como o ROIC (Retorno sobre o Capital Investido), que é usado para verificar quanto a empresa consegue transformar em lucro o capital investido nela. No caso da Tupy, este indicador está muito abaixo da sua média histórica.  Para mais detalhes, acesse o relatório na plataforma de cliente.

BTG Pactual (BPAC11) –  Ímpeto comprador e vendedor: recompra de ações, M&A e compra de empresa de crédito podre. Carlos Herrera, CNPI. Igor Kfouri, assistente.

A companhia anunciou três notícias esta semana:

  • Novo programa de recompra de ações: depois de cancelar aproximadamente 16 milhões de units detidas em Tesouraria, o banco renovou o plano para recomprar até 16,5 milhões de units pelos próximos 18 meses, o que ao preço atual equivaleria a um yield de quase 2%. Units são uma espécie de “pacote” de ações, que normalmente combina papéis ordinários e preferenciais,
  • O banco foi líder em fusões e aquisições (M&A) durante o 3T17 na América Latina, ao ter participado das negociações de duas empresas do Grupo JBS, como Eldorado e Vigor, além de Banmédica, no Chile
  • A Filial Enforce arrematou portfólio de créditos podres de BVA por R$ 211 milhões, o que significa um ágio de 14% sobre o valor mínimo solicitado.

Vamos comentando cada um dos pontos. O primeiro é positivo, pois o cancelamento significará que com um número menor de ações, teremos direito a uma maior participação dos lucros futuros.

O ponto 2 tem um viés positivo, já que mostra uma maior participação em eventos corporativos como M&A e IPOs durante o 3T, o que poderia trazer potencial de melhora nos resultados e mais visibilidade para o papel. No fundo do poço de entrega de rentabilidade atual (ROE de 14%), cada linha conta.

Sobre a aquisição de créditos podres, esclarecemos para os clientes que possam estar preocupados, que isto é parte normal do negócio dos bancos (até os maiores). Apesar de que os créditos de face sejam por R$2,3 bilhões, claramente, pelo risco embutido, eles devem ser comprados com um desconto significativo. Preliminarmente, esta aquisição é pouco significativa, ao representar cerca de 1% da capitalização de mercado atual.

Portanto, dado o valuation descontado do papel e o fluxo marginalmente positivo durante a semana, mantemos a nossa visão positiva de longo prazo para BPAC11. Mais detalhes no relatório Liberdade da próxima semana.

PetroRio (PRIO3) – Potencializando a produção e as margens. Raul Grego, CNPI.

Na última quarta-feira (04), atualizamos a tese de investimento e premissas de crescimento de PetroRio (PRIO3). A companhia passou por um processo de turnaround bem-sucedido, com redução significativa de custos e ganhos de eficiência operacional no campo em que detém. O foco, atualmente, é o crescimento via aquisição de campos maduros em estágio produtivo, o que a diferencia das outras empresas listadas de óleo e gás.

O baixo endividamento, a posição de caixa robusta e a geração de caixa positiva são os motivos pelos quais acreditamos em um crescimento sólido nos próximos anos. A perspectiva é de melhora do setor no mercado interno, com possível aumento do preço do petróleo (Brent) nos próximos anos. Entendemos o patamar atual baixo, frente a produção levemente em queda e demanda em constante crescimento.

Para conhecer mais sobre esta e mais outras recomendações, assine o Renda Variável e acesse a maior e mais completa cobertura de empresas do mercado brasileiro.

 

Varejo – Macro consolidado, setor impulsionado – Giovana Scottini, CNPI

O varejo está otimista. Uma prova disso é o quanto as ações do setor subiram nas últimas semanas. Isso reflete a tendência de virada que os dados do setor vêm mostrando, em linha com o que vínhamos sinalizando para nossos clientes.

Desde o início do ano, a economia vem evidenciando recuperação mais sólida por meio de variáveis como índice de confiança do consumidor, melhora na taxa de desemprego (com geração de posto de trabalho mês a mês), renda média e a queda da taxa de juros, que reduz custos de financiamento para as companhias, aliviando seus balanços. Isso criou o momento mais favorável ao setor. A inflação sob controle e o menor endividamento das famílias também devem ajudar as empresas de consumo e varejo a apresentar vendas mais robustas.

Dentre as companhias que compõem nossa cobertura, selecionamos algumas das mais bem posicionadas para se beneficiar desse cenário e que ainda apresentam potencial de valorização em termos de valuation.  Especialmente, contamos com um papel que conta com mais de 30% de upside, como é chamado o potencial de valorização de uma ação, e que é integra nossa Carteira Eleven.

O relatório completo com os nossos top picks do setor está disponível para assinantes do produto de Renda Variável.

Mercado de Capitais – Carteira Eleven: + 39,1% em 9 meses. Ibovespa: + 23,4%. Equipe Eleven.

Com a taxa de juros mais baixa, investidores que estavam acostumados a investir em renda fixa devem buscar maiores retornos, alocando parte do seu capital em renda variável. Assim, empresas com fundamentos sólidos, que fizeram um trabalho intenso em prol de eficiência operacional e governança, poderão potencializar o retorno no médio e longo prazos.

A preocupação com a segurança da rentabilidade faz com que investidores tomem mais riscos a partir do estudo dos ativos que adquirem, sendo necessário bons fundamentos que embasem sua decisão de compra de determinada empresa.

O Ibovespa, em setembro, rompeu o topo histórico, com o maior fechamento, em 75.990 pontos (18/09), e encerrou o mês com ganhos de 4,9%. No ano, sua alta é de 23,4%. Neste período, a Carteira Eleven superou o Ibovespa mais um mês (sétima vez em 9 meses), acumulando alta de 8,9% em setembro e de 39,1% em nove meses. Ao escolher os ativos da Carteira, pensamos em uma combinação de empresas e de setores com fundamentos sólidos em relação ao momento da economia e que, ao mesmo tempo, esses ativos sejam complementares.

Mesmo após a valorização no ano da Carteira, ainda há oportunidades de entrada para os investidores que buscam acúmulo de patrimônio. Acabamos de realizar um rebalanceamento da Carteira, retirando um ativo, que atingiu valorização de 100%, e incluindo outro, que apresenta bom potencial de valorização e uma janela de entrada interessante frente aos seus pares de mercado.

A Carteira Eleven é exclusiva para os nossos assinantes Carteira. Além dessa carteira, você terá acesso a um portfólio voltado para Renda, uma carteira de Renda Fixa e todas as recomendações do nosso time de Renda Variável, Renda Fixa e Fundos de Investimento.

Produção industrial – Crescimento contínuo – Alvaro Frasson, CNPI

Na última terça-feira (3), o IBGE divulgou dados sobre a produção industrial referentes ao mês de agosto. O indicador apresentou queda de 0,8% em relação a julho e acumula uma queda de 0,1% em 12 meses. No entanto, no comparativo de janeiro a agosto de 2017 em relação a 2016, a produção apresenta alta de 1,5%, mostrando a recuperação da indústria brasileira neste ano.

Vale destacar também o crescimento da indústria de bens de capital, que apresentou alta de 9,1% em relação a agosto de 2016 e acumula alta de 4,4% no comparativo anual de janeiro a agosto.

Este dado é muito positivo para as companhias listadas do setor industrial, sobretudo para a WEG (WEGE3) e Indústrias Romi (ROMI3), que na semana subiram 4,4% e 13,9% (até quinta-feira), respectivamente.

Produção de veículos – Roda que roda – Alvaro Frasson, CNPI

Na última quinta-feira (5), a ANFAVEA divulgou os dados de setembro sobre a produção de veículos no Brasil com crescimentos expressivos, sobretudo nas linhas de caminhões médios e pesados – o que é extremamente positivo para as ações da Randon.

No comparativo com setembro de 2016, a produção total cresceu 39,1%, puxados principalmente pela produção de veículos leves (39,4%) e pelo crescimento na produção de caminhões (56,8%). Os dados são positivos para a maioria das companhias da indústria automotiva que fornecem autopeças para diversas linhas de veículos, como: Tupy (TUPY3), Metal Leve (LEVE3), Fras-le (FRAS3), Iochpe-Maxion (MYPK3). O dado negativou ficou por conta da produção de ônibus, que ainda não apresenta retomada significativa, podendo impactar um movimento em Marcopolo (POMO4).

Vale destacar que as vendas de novos veículos não crescem na mesma proporção, mostrando que as montadoras estão antecipando um aumento de estoque para atender uma demanda de vendas que crescerá nos próximos períodos.

Debêntures – Um boom incentivado – Elaine Rabelo, CNPI

Diversas emissões estão acontecendo no mercado corporativo de renda fixa, e a Eleven se dedicou a analisar todos os emissores, para oferecer a nossos clientes as melhores opções de investimentos.

As emissões de Debêntures Incentivadas são destaque, com diversas companhias de energia elétrica aproveitando a janela de oportunidade de juros baixos para captar recursos mais baratos. Estão no pipeline de operações empresas como Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11), Light (LIGT3) e Cosern, que oferecem remuneração atrativa, com a vantagem de Isenção de Imposto de Renda para a Pessoa Física.

Não perca a oportunidade de participar do boom de emissões de debêntures e assine o Renda Fixa para ter acesso as nossas recomendações das debêntures acima. Nos siga nas redes sociais e não deixe de baixar nosso e-book de debêntures, que será disponibilizado nos próximos dias.

AZUL (AZUL4) – Mais voos internacionais – Alvaro Frasson, CNPI.

Na última quinta-feira (5) após o fechamento do mercado, a Azul divulgou uma ampliação de sua oferta de voos internacionais, a partir de Recife, tendo como destinos principais a Argentina e os Estados Unidos. A companhia apresenta uma estratégia muito similar à da concorrente Gol, que anunciou semana passada uma parceria com a Air-France para aumentar sua oferta de voos internacionais, a partir de Fortaleza.

Na semana, as ações AZUL4 subiram 3,15%, conforme fechamento da última quinta-feira. A companhia é nossa top pick do setor.

Gol (GOLL4) – Redução de custos e crescimento no 3T17 – Alvaro Frasson, CNPI

Na última quinta-feira (5) antes do pregão, a Gol divulgou atualização das suas estimativas para o resultado da companhia no terceiro trimestre de 2017, que são preliminares e não auditadas. De forma geral, a empresa estima crescimento de sua receita unitária entre 6,0% e 6,5%, aumento na margem operacional de 3,0 p.p., além de redução nos custos unitários de 6% e redução da dívida total.

O mercado recebeu muito bem o comunicado e as ações GOLL4 apresentaram alta de 6,1% no pregão após a notícia.

Suzano (SUZB5) – Pronta para Novo Mercado e para novas aventuras?  – Vitor Mizumoto, CNPI

Os acionistas da Suzano aprovaram a migração da companhia para o Novo Mercado da B3, além de outras alterações importantes no estatuto social da companhia. Entre elas: a conversão de ações preferenciais em ordinárias na proporção de 1 para 1, ou seja, sem diluição, e a alteração da fórmula de cálculo de distribuição mínima de dividendos.

Esses e outros assuntos sobre a companhia estarão contemplados em nosso relatório de início de cobertura da Suzano, a ser publicado esta semana para os clientes Renda Variável.

Papel e Celulose (Eldorado) – Venda a todo vapor – Vitor Mizumoto, CNPI

Conforme o esperado, a Paper Excellence, que pertence ao mesmo grupo da indonésia Asia Pulp and Paper, sacramentou sua entrada na estrutura acionária da Eldorado, nessa semana. Dado o acordo, que implica em uma elevação gradual da participação dos asiáticos, os fundos de pensão Petros e Funcef devem acompanhar a J&F no desinvestimento.

No entanto, a Petros parece relutar em se desfazer de sua participação nos preços atuais, por acreditar que, talvez, esse ainda não seja um valor vantajoso. Já a Funcef, de acordo com jornais, sinalizou positivamente sua intenção de exercer direito de venda, chamado de tag along.

 

Fibria (FIBR3) – Atualização sobre curva de aprendizagem de Horizonte 2 – Vitor Mizumoto, CNPI

Maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, a Fibria divulgou dados sobre o andamento da curva de aprendizagem de sua nova linha no projeto Horizonte.

Com a maturação da nova operação, o que deve ocorrer nos próximos meses, a Fibria atingirá capacidade total de celulose próxima de 8 milhões de toneladas por ano. Com essa envergadura, a companhia passará a representar 20% do mercado de celulose de fibra curta, garantindo, em certa medida, que a empresa tenha alguma influência sobre a formação de preços da commodity.