Palavra do Rafi – Por que as taxas de juros afetam o mercado de ações?

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Por que as taxas de juros afetam o mercado de ações?

Semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa de juros Selic em 6,50%. Sabemos que essa taxa não é aquela praticada pelo seu banco quando você entra no cheque especial ou quando pede algum empréstimo. Devido aos problemas de custo Brasil, alto nível de inadimplência e concentração bancária, essas taxas para pessoa física acabam sendo bem maiores que 6,50%.

Entretanto, esse hiato não funciona quando relacionamos taxa de juros com mercado de ações. No dia seguinte após o comunicado, o Ibovespa caiu 3,37%, sendo a maior queda intradiária de 2018.

Alterações na taxa de juros básica acabam mexendo praticamente em todo o mercado de capitais. No mercado de ações então, a reação é imediata devido a quatro fatores:

1 – As flutuações das taxas de juros têm grande influência sobre o nível de atividade econômica e, portanto, indiretamente sobre o lucro das empresas. O Banco Central, através da sua política monetária, usa o recurso de alterar as taxas de juros para cima e para baixo a medida que ele vai sentindo a necessidade de por ou tirar dinheiro da economia. Com taxas de juros cada vez mais baixas, o investidor terá que buscar alternativas de investimento para ter maiores ganhos e isso implica assumir um pouco mais de risco. Veja no gráfico abaixo a relação entre taxa de juros Selic e Ibovespa.

2 – As mudanças no nível de taxa de juros têm influência direta sobre os lucros das empresas e, portanto, no preço que os investidores estão dispostos a pagar pelas ações.

3 – Os movimentos das taxas de juros mudam as relações entre os ativos financeiros concorrentes. Entre eles, a principal relação é entre os bonds e ações, considerada a mais importante.

4 – Grande parte das ações no mercado é comprada com dinheiro emprestado (conhecido como alavancagem). Mudanças no custo do carregamento, isto é, CDI (taxa Selic), influenciam o desejo ou a capacidade dos investidores e/ou traders de manter essas posições no mercado. Como as intervenções nas taxas de juros geralmente guiam os preços das ações, é importante identificar a reversão das principais tendências nos mercados de crédito.

Quando eu escolho papéis para fazer as recomendações levo muito em consideração qual o estágio do ciclo de juros no país, que tem como consequência a avaliação de período deflacionário (queda de juros) e inflacionário (alta de juros). Utilizo, portanto, o método da rotação dos setores.

É uma forma de comparar o preço de uma ação específica sensível à deflação, tal como serviço de utilidade pública, com uma outra ação sensível à inflação, como uma empresa de mineração. Ainda que qualquer uma dessas empresas (ou setor) sofram por conta de condições meramente exógenos, as suas tendências costumam acompanhar o ciclo de juros.

Entender como anda o ciclo de negócios, o comportamento da curva de juros para aplicar a melhor rotação entre os setores é fator fundamental para a escolha de papéis que compõe o Fusion Analysis. Misturar gráficos com fundamentos e/ou dados da economia com tendência gráfica setorial nos dão uma proxy para onde está indo o dinheiro e, consequentemente, o fluxo.

Neste mês, especificamente, apostamos na não redução da Selic. Direcionamos nossa indicação semanal com base nessa manutenção de juros que ocasionou uma mudança na condução do preço de mercado. O suficiente para que o cliente Fusion se beneficiasse.

Hoje, dia 21 de maio, fechamos nosso portfólio semanal para o mês de maio positivo em 2,12%, enquanto o Ibovespa estava em -4,99%.

Rotação dos setores é Fusion!

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Um abraço!

Raphael Figueredo