Palavra do Rafi – Técnica, fundamento e risco no mês de julho

“Vale a pena entender que fazer um trade e investir não é apenas uma questão de montar uma posição e entrar na Bolsa. Os sinais técnicos são úteis para a entrada, mas a compreensão técnica do risco é ainda mais importante. Lembre-se da lei das percentagens e de como é difícil recuperar-se das perdas. Investir e fazer um trade é uma questão de determinar e controlar a perda de capital. Entrar é fácil; executar a melhor saída é difícil.
O gerenciamento de risco consiste no número de maneiras de medir e proteger-se do risco de perda, seja em operações individuais ou em um portfólio. As estratégias de saída e o princípio do tamanho de posição são provavelmente os aspectos mais importantes de qualquer modelo de portfólio. Investidores e traders amadores não costumam usar essas medidas de controle de risco. Se fizessem, certamente teriam menos desastres nos seus portfólios”.

Tradução do livro “The Complete Resource of Financial Market Technicians”,
dos autores Charles D. Karkpatrick e Julie R. Dalhquist.

O mês de julho foi uma combinação de portfólio, técnica, avaliação de risco e muito fundamento, ou seja, Fusion Analysis.

O texto acima fala da facilidade de identificar os pontos de entrada em uma operação financeira, mas reporta também a grande dificuldade que é escolher os pontos de saída. Mais do que isso, revela que é preciso ser consistente no gerenciamento de risco, algo que foi extremamente peculiar para este mês de julho.

 

Recapitulando


O mês de maio foi caracterizado pela forte reversão das expectativas, que até então eram positivas. Expressei minha forte preocupação por meio do relatório intitulado “Aniversário do Joesley Day”, onde fui enfático: se for para cair, a projeção inicial será em 76 mil pontos, porém, se a Bolsa “panicar”, meu alvo será nos 70 mil pontos.

Já em junho veio a confirmação do pânico, que foi informado a todos que acompanham o Fusion Analysis por análise enviada pelo WhatsApp, cujo título foi “Eleven Fusion Analysis em Sintonia”, no dia 5 de junho, o último topo antes da forte queda até os 70 mil pontos.

Tudo para informar que a queda foi prevista, mas não materializada. Neste período, só recomendei apenas uma venda de ABCB4 (deu 12,99% de lucro bruto). Deixei claro que não queria ficar com a cabeça de venda para não perder a oportunidade de compra.

Finalmente o mês de julho


Ibovespa subiu 8,82% contra 13,35% da carteira Fusion. Casualidade? Não. É consequência das atitudes tomadas nos meses anteriores, que me deixaram preparado para voltar às compras.

O fato é que aproveitamos muito bem a recuperação deste mês, obtendo bons resultados no swing trade (mesmo com alguns stop loss) e no portfólio semanal sem incluir as bluechips da Bolsa – Petrobrás, Vale e Itaú.

Justifico os comentários mais extensos sobre o passado dizendo que as grandes pernadas na Bolsa só são conquistadas se houver um planejamento prévio. Não adianta acordar um dia, olhar para Bolsa e se perguntar: qual ação que irá bombar?

E agora? O que vem por aí?


É um fato que o fluxo de capital estrangeiro voltou para Bolsa depois de ter registrado recorde de saída. O dólar já começa a se acomodar em outro patamar de preços.

Acabou a Copa do Mundo e os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre a nossa economia já foram “precificados”. A recuperação expressiva do mercado em julho corrige os exageros praticados. Já está na hora de operar as eleições.

Dado o cenário de incerteza, o rally do mês de julho deverá dar o lugar a incerteza, portanto o avanço da volatilidade alinhada com uma grande percepção de consolidação. Pequenos gatilhos deverão dar e tirar o ritmo do mercado, mas sinceramente é difícil acreditar numa grande evolução como a que aconteceu neste mês.

O projeto Fusion Analysis, portanto, aumentará o seu filtro nas recomendações. Na falta de um rally, vamos aprimorar as operações de curto prazo buscando um menor range no risco (stop) e o retorno. Consequentemente, a frequência de operações deverá aumentar, normal para tal realidade.

Mais do que nunca, a nossa comunicação Fusion por WhatsApp será essencial.

A seletividade por meio da combinação dos papéis escolhidos a dedo pela equipe de análise liderada pelo nosso estrategista-chefe Adeodato Netto fará toda a diferença.

Combinar as melhores escolhas por fundamento, adequando-as ao timing correto sem desvencilhar do manejo de risco, do controle de capital e do tamanho de posição.

É o Fusion Analysis na sua essência.

Mês de julho deu Fusion!

Um grande abraço!

Raphael Figueredo – RAFI.