Plano arrojado de reestruturação organizacional no Banco do Brasil

A Eleven Financial esteve presente no Banco do Brasil Day. O evento foi uma oportunidade de ouvir o banco, entender as estratégias e expectativas futuras.

Hoje pela manhã, a Eleven Financial esteve presente no Banco do Brasil Day.  O evento foi uma oportunidade de ouvir o management do banco de perto, entender as estratégias e expectativas para os próximos anos.

O CEO do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, abriu a apresentação com um overview sobre o cenário (setor) esperado para o próximo ano. Segundo ele, a transformação digital está cada vez mais afetando os bancos e o Banco do Brasil possui uma das mais avançadas estruturas para atender essa mudança do físico para o digital, o que falta é intensificar a comunicação sobre quais soluções digitais o banco já possui. Ele acredita que o país está entrando em um novo ciclo de crescimento, com foco em infraestrutura (programa de concessões) com participantes estrangeiros investindo no Brasil. A aprovação das reformas fiscais será crucial para que o novo ciclo aconteça.

Em relação ao banco, o foco será a rentabilidade, tornando-o mais competitivo. Caffarelli enfatizou que as condições existem e estão trabalhando forte na reestruturação e reorganização para a busca de rentabilidade compatível aos pares privados.

Para isso, as principais estratégias adotadas são:

(i) Prioridade em ajustar o capital para capital total em relação aos ativos da instituição ponderados pelo seu risco (RWA) para 9,5% até janeiro de 2019. Em setembro de 2016, o nível estava em 9,07%. Essa é uma meta prudencial colocada pelo BB uma vez que o patrimônio exigido é de 8%. Para alcançar esse patamar, o Banco do Brasil não espera aporte do Governo e nem pensa em se desfazer de ativos que façam parte do core business do banco, preservando fontes de receita;

(ii) Reestruturação organizacional, a fim de diminuir despesas administrativas e com pessoal:

– fechamento de agências e transformação de algumas agências em postos de atendimento, buscando maior eficiência operacional e dando ênfase no atendimento digital;

– plano de aposentadoria incentivada e ampliação do plano de funções com jornada de trabalho de seis horas;

(iii) Crescer crédito buscando resultado e não market share, assim sendo mais conservadores na concessão com clientes de qualidade, fazendo uma gestão adequada da inadimplência e recuperação de crédito.

O plano do Banco do Brasil é bastante arrojado e terá um custo significativo no 4T16 em relação ao plano de aposentadoria. No longo prazo deve gerar uma economia de até R$ 3,0 bilhões para a instituição.

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