Por que o mercado subiu forte na sexta? A razão é ótima.

Último dia útil de Abril. Deixamos para trás um terço do ano. O principal índice da Bolsa brasileira subiu durante todo o dia, fechando “na máxima”, com valorização de 1,12%, acima dos 65.000 pontos. Enquanto parte do país parava, em protestos pelos diversos cantos do Brasil, o mercado acelerou. Mas justo quando foram anunciados mais de 14.000.000 de desempregados?

A resposta é: SIM! Mas por quê?

Vamos lá. Conforme nosso time de macro tem afirmado há meses, a recuperação econômica parece estar sendo subestimada, talvez por conta da intensidade dos debates que vêm acontecendo sobre as reformas estruturais no país. Nossas previsões, apresentadas mensalmente em nosso Relatório Macro Brasil 2017 (Não perpetue o passado, compreenda o presente), parecem cada vez mais materializadas. Sobre os dados da PNAD, eles dão uma fotografia dura, é verdade, mas ainda reflexo do tempo que passou.

A deterioração da atividade econômica nos últimos dois anos foi tão brutal, que a recuperação dos dados, fundamentalmente de desemprego, toma mais tempo do que a própria atividade em si. De uma forma primária, podemos assumir que a própria capacidade ociosa, sendo parcialmente utilizada e aproveitando a recuperação, mesmo que suave, da confiança já pode voltar a impulsionar a economia real. Some a isso uma quantidade importante de recursos colocados em circulação sacados das contas inativas do FGTS e temos um ótimo começo.

A parte mais interessante, é que os resultados apresentados pelas empresas relativos ao primeiro trimestre de 2017, mostram sinais consistentes de melhora. É fato que a base comparativa é muito deprimida. O primeiro trimestre de 2016 foi marcado, além da própria recessão, pela altíssima tensão macroeconômica e política com as discussões em torno do processo de impedimento da ex-presidente Dilma quase que monopolizando as manchetes.

O varejo mostrou que voltamos a consumir. Ainda muito pouco em bens duráveis, mas é relevante a demonstração de que aquilo que pouco depende de crédito já começa a mostrar, ao menos, um quadro de geração de oxigênio, após longo período de asfixia. Os papéis da Cia Hering, uma das mais tradicionais companhia do varejo de vestuário no país, subiram incríveis 15,89%, batendo a casa dos R$ 22,00. Verdade que HGTX3 está muito distante de ser o papel preferido da nossa analista de varejo, Giovana Scottini, que inclusive vê dificuldades para a empresa catarinense ao longo de 2017 e ressalta os pontos de atenção após esta supervalorização. No mesmo setor, e com olhares muito mais amigáveis da nossa analista, os papéis da Arezzo (ARZZ3) subiram 4,82% e as ações da Natura (NATU3) fecharam em alta de 0,46%. Mais um que merece um olhar de alerta é LAME4. Seguidas chamadas de capital ao controlador e uma operação de comércio eletrônico que ainda não decolou, tornam esta uma das ações perigosas do setor. Para compreender o case por completo, lançaremos nos próximos dias a cobertura de B2W Digital (BTOW3), companhia controlada pelas Lojas Americanas.

Esta sexta-feira foi dia de todos os clientes de Renda Variável receberem o primeiro material da série “Temporada de Divulgações”, com a avaliação da nossa equipe dos 15 primeiros resultados que selecionamos da temporada.

Além das companhias de varejo, vale o destaque para as empresas de exames e diagnósticos clínicos. Com a divulgação do forte resultado do Fleury (FLRY3), suas ações subiram 11,11% e puxaram o setor. Hermes Pardini (PARD3) fechou em alta de 0,54% e Alliar, nossa escolha do setor, subiu 10,27%, alcançando R$ 18,58% e garantindo a valorização de 24,8% desde nossa recomendação de compra, através da análise “Crescendo com Saúde”, que foi ao ar em 28/03.

Parece que o setor de saneamento começa a receber aqueles que são mais adeptos de uma calculadora do que de um filme de terror. Após divulgação de um resultado muito forte, e altamente previsível, a Copasa (CSMG3) viu seus papéis darem um importante passo para fora de seu inferno astral, após alta de 5,57% nesta sexta-feira. Boa notícia para um setor muito machucado recentemente por muitos que, conforme temos ressaltado aqui, buscaram em ações de utilities de companhias saudáveis, oportunidades de especulação de curto prazo. Com o respiro de Copasa, Sanepar (SAPR4 – Transformando águas turvas em retorno) subiu 0,67% e Sabesp (SBSP3) 0,24%, ainda à espera de suas divulgações de resultados, previstas para 09/05 e 11/05, respectivamente.

Ótimo dia também para as ações da Carteira Eleven, que encerrou o quadrimestre com performance de 15,5%, ou seja, 7% acima do Ibovespa. Anima Educação (ANIM3) registrou alta de 3,08%, Profarma (PFRM3) 4,11% e Portobello (PTBL3) 3,03%. Lembramos mais uma vez que os números de 2017 consolidam a essência da Carteira Eleven que é “levar aos clientes o nosso melhor juízo de equilíbrio entre risco e retorno”.

Depois de tantos trimestres esperando resultados que mostrassem o tamanho do estrago, o mês de maio promete solidifcar a visão de que, se fizermos a nossa parte e seguirmos na linha da diligência e da responsabilidade na condução das políticas econômica e monetária, o caminho pode ser muito melhor e a crise, tanto financeira quanto institucional que tanto machucou o país, poderá ir definitivamente para os livros de história. Se ainda não é o Bull Market que desejamos, pelo menos é uma clara demonstração de que a vaca está longe do brejo!

A hora de construir valor e começar a agir em sua jornada de investimentos é agora! Tem Eleven para todos os tipos de investidor! Contem conosco!