A ressaca do Ibovespa

Depois da forte queda do Ibovespa de ontem, o principal índice de ações brasileira subiu na contramão dos mercados mundiais.

Depois da forte queda do Ibovespa de ontem, o principal índice de ações brasileira subiu na contramão dos mercados mundiais. A alta de hoje pode ser justificada pela queda exagerada de ontem somada à valorização do petróleo e o dado de geração de emprego nos Estados Unidos, mais fraco que o esperado.

Dólar

A moeda americana fechou o dia próxima à estabilidade cotada a R$ 3,47. Durante a manhã, o Banco Central realizou a rolagem de 15.000 contratos de swap cambial com vencimento para janeiro de 2017 com o objetivo de reduzir a volatilidade depois do forte movimento do dia anterior.

Produção Industrial em baixa

O IBGE divulgou nessa manhã os dados de Produção Industrial referentes a outubro. O índice com ajuste sazonal apresentou queda de 1,1% no mês, ante uma variação de +0,5% em setembro, ficando abaixo das expectativas de mercado (-0,8%).

O índice geral da Produção Industrial acumula queda de 8,4% nos últimos 12 meses e de 7,7% no ano. Dentre as grandes categorias econômicas, destaque para o segmento de bens de capital, que reportou queda de 2,2%. Além disso, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o segmento mostra variação de -9,8%, e acumula em 12 meses queda de 17,4%. Os dados fracos reportados hoje reforçam a necessidade da queda da taxa básica de juros.

Destaques no Ibovespa

O principal destaque de alta foram as ações da Braskem (BRKM5 + 12,4%), que reagiram fortemente ao acordo de leniência firmado pela Odebrecht. Os papeis da JBS subiram (JBSS3 6,3%), seguidos pela Cyrella (CYRE3 + 5,4%).

Do lado negativo os destaques foram as ações da Smiles (SMLE3 -4,0%), Ecorodovias (ECOR3 – 3,1%) e Pão de açúcar (PCAR4 -2,6%).

 

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