Risk-ON regado à champagne. Francês é claro!

As segundas-feiras estão cada vez melhores para a Bolsa brasileira. Ibovespa subiu. Dia de ímpeto comprador forte global.

As segundas-feiras estão cada vez melhores para a Bolsa brasileira. Dia de ímpeto comprador forte global, após o resultado do primeiro turno das eleições francesas. Ibovespa subiu. A ascensão de Emmanuel Macron, conforme abordamos no podcast de hoje empurrou os ativos em função da redução material do risco de novas pressões acontecerem sobre a Zona do Euro, por conta de uma eventual saída da França.

Hoje nem demos ouvido aos chineses, que viram o índice Shangai Composto cair fortemente sob a ameaça de intervenção regulatória sobre operações alavancadas. Veio lá da Europa todo o gás que precisávamos. Modelo Risk-On voltou! Como sempre falamos, investidor com aversão a risco quebra o fundo, sai de Manhattan e vai viver de favor na casa dos parentes no Queens enquanto serve de Financial Advisor da vizinhança. O mercado não existe sem risco. Índice CAC-40 de Paris, subiu 4% em uma mensagem mais do que clara do quão grande é a preferência dos investidores na disputa pela presidência francesa. Ânimo ecoou pelo continente e a Bolsa de Frankfurt subiu 3% e Londres 2%.

Nos EUA, S&P500 e DJI subiram ambos 1,1%, batendo os 2.374 e 20.764 pontos, respectivamente. Além das notícias do outro lado do Atlântico, o Wall Street Journal antecipou o que supostamente é a estrutura do pleito de Donald Trump para o corte de impostos a ser anunciado esta semana.

Como as condutas em investimentos não valem somente para o momento de queda, vale lembrar o Sunday Prates de ontem, que abordou a questão das relações entre as suas emoções e as do mercado. Para quem não leu no domingo, tem que conferir.

Aqui no Brasil, o Ibovespa subiu ainda mais forte, porém ajustou com ENBR3, CYRE3 e CPLE3 liderando as baixas, encerrando o pregão aos 64.389 pontos, alta de 0,99%. Do lado positivo, o destaque ficou para os papéis HYPE3, que dispararam após anúncio da contratação de bancos para venda da companhia. Durante o dia, a Hypermarcas desmentiu o anúncio, mesmo assim os papéis fecharam em alta de 3,83% com investidores acreditando mais no boato do que no fato. As ações do setor financeiro também tiveram performance forte, com ITUB4 +1,9%, BBDC4 +1,8%, BBAS3 +2,8% e SANB11 +1,26% fechando o dia verde para os quatro maiores da Bolsa no setor.

Um mix de sentimentos sobre a cadeira de óleo e gás. Mais uma rodada fracassada e sem crédito por parte da OPEP derrubou a cotação internacional do petróleo, mas o anúncio dos aumentos por aqui seguraram os papéis da Petrobras acima dos R$ 14,00, com PETR4 fechando a 14,03 e alta de 1,08%. Ainda no setor forte valorização para as duas escolhas da equipe de analistas da Eleven para o setor: PRIO3 +4,54% e QGEP, integrante da Carteira Eleven, registrando +5,40%.

No setor de saneamento, que vem recebendo sistematicamente atenção por conta das montagens e desmontagem de posições torcendo por gatilhos, que diga-se de passagem, é a forma mais equivocada de investir em utilities, viu SBSP3 -1,40% e CSMG -2% seguirem trajetória negativa, enquanto SAPR4, cuja análise “Transformando águas turvas em retorno” pode ser adquirida aqui, operou descolada do setor, registrando alta de 1,25%.

Começa a temporada de divulgação de resultados do primeiro trimestre, movimentando demais a equipe da Eleven e levando múltiplas análises em sequencia para todos os clientes de Renda Variável. Um ótimo termômetro para compreender efetivamente quais setores já inverteram a curva de performance e quais as companhias irão ajudar a consolidar a nossa visão de que 2017 será o ano em que o fundamento vencerá o fluxo.

Esta terça será dia de começar a medir qual o tamanho da injeção de adrenalina recebida hoje, após mais um pregão sem muito otimismo dos asiáticos!

Vamos em frente, em Risk-On mas com pés no chão! Até amanhã!