Semana que vai (UFA!), semana (curta) que vem!

Publicamos a Análise da performance de Março da Carteira Eleven e a alocação sugerida de Abril. Leia mais a respeito no post de hoje.

Com o Brasil parecendo mais um reality show, o mercado teve mais uma semana de irracionalidades, recados, realizações e armadilhas.

A semana começou com nosso time trazendo a leitura que “Quem desdenha quer comprar” e a repercussão no governo dos movimentos do domingo 13/03.

Já na terça-feira, rumores fortes davam como certa a nomeação do ex-presidente Luis Inacio para a Presidência Interina Transitória Extra-Oficial do Brasil. Nosso time teve ao menos três análises que viraram pó entre o momento da escrita e o cancelamento de sua publicação. A carga de adrenalina e imprevisibilidade da política e da polícia transformou realidades em poucos minutos. Nossa responsabilidade e diligência com nossos assinantes não nos permitem relaxar do absoluto compromisso com a segurança daqueles que a nós confiam seu tempo e ao nosso lado caminham.

No mesmo dia, focamos em um dos nossos principais pilares. Apresentar sólidas e resilientes teses de investimento que sobrevivem ao furação do ambiente brasileiro. A avaliação do “Ferbasa Day” reafirma nossa convicção da atratividade desta companhia que é desde nosso lançamento uma das protagonistas da Carteira Value Eleven. Em paralelo, a Bovespa voltava aos 47.000 pontos, triste com o desenho de blindagem do ex-presidente.

Enquanto isso em Nova York, nosso time reunia-se com as principais agências de rating dividindo as percepções sobre curto e médio prazo da economia brasileira. O longo prazo é atualmente um verdadeiro exercício de futurologia. Mantemos os pés no chão buscando nas mais sólidas referências do mundo as bases para tudo o que apresentamos em nossas análises.

O desembarque de Lula estava todo desenhado e pronto. Aqueles que sentaram no sofá para assistir às primeiras medidas de Lula como Super Ministro comendo pipoca de microondas, ao levantar para atender o apito do timer e pegar seu snack, foram surpreendidos pela inexistência do cargo ao retornar à sala de estar.

Um golpe na estratégia do governo, mais uma vez vinda do judiciário levou euforia à Bovespa, empurrando o principal índice do mercado de ações brasileiro a incríveis 7% de alta em um único dia, maior alta desde a época da marolinha pós crise de 2008. Neste dia falamos sobre as “Janelas de Oportunidades“.

Nosso novo espaço, o Elevenconomics, que leva aos assinantes Premium, Carteira e Full uma leitura completa de macroeconomia e tendências apresentou na sexta-feira uma visão da “Teoria da Estagnação Secular” e passou em revista a “Semana da Economia“.

Em “Entre a Cruz e a Espada” mostramos aos nossos assinantes que as razões que nos levaram a dizer “Corte o Dólar de seus Investimentos” ainda em Dezembro evitaram que nosso público visse mais de 10% de seus ativos em dólar irem ralo abaixo em pouco mais de 60 dias.

Fechando a semana que foi, trouxemos a análise “Em casa que falta pão“, abordando as mirabolantes idéias de Nelson Barbosa e seu time, com uma leitura de seus eventuais efeitos na economia.

A semana que vem chega igualmente densa em pressão político-judicial-econômica e de bastidores, porém, salvo uma novidade vinda diretamente da República de Curitiba, a euforia deve passar longe da Bolsa brasileira. O câmbio deve arrefecer seus movimentos com o movimento declarado do BC usando seus “swaps reversos” (que mais parecem um pleonasmo).

Tony Volpon leva sua visão aos japoneses tentando resgatar a aparentemente irrecuperável credibilidade do Banco Central frente aos investidores e mercados internacionais. Focus divulga nesta segunda mais uma atualização de suas previsões com cara de ajuste negativo tanto na previsão de juros quanto na expectativa de performance econômica para o ano que vem.

O feriado de Páscoa e a inexistência de agenda no STF tende a manter os maiores movimentos por trás das cortinas, o que ao menos soa melhor do que debaixo dos panos. As batalhas de judicialização em todas as esferas devem nortear o noticiário e as sessões da comissão de impeachment seguirão ocorrendo na Câmara dos Deputados.

Em nossa leitura, entre segunda e quarta-feira há um importante espaço para o mercado voltar a racionalizar um pouco o verdadeiro ambiente e ritmo de qualquer definição de caminho, o que pode indicar algum nível de realização.

Por fim mas não menos importante, gostaríamos de expressar nossos mais sinceros sentimentos pela tragédia envolvendo a família de Roger Agnelli. Alguém com tamanho sucesso e responsabilidade através da sua carreira não deve correr o risco de parecer “Rei morto Rei posto”. Aos que comparam as gestões de Agnelli e Ferreira frente à Vale limitando a avaliação aos preços do minério em cada período, fica nosso convite a investigar a fundo as medidas e a diligência com foco em longo prazo. Roger deixará saudades àqueles que acreditam em um mercado mais eficiente e mais transparente. Nossos votos de pesar à família!

Boa semana a todos!