Small Caps: ativos nada óbvios para retornos acima da média

Quais as chances de uma empresa como Bradesco ou Ambev dobrarem de tamanho nos próximos anos? Definitivamente isso é algo difícil de acontecer, e consequentemente os ganhos com as ações dessas companhias tornam-se limitados, provavelmente dentro ou abaixo da média. Uma das alternativas para quem busca maiores rentabilidades são as Small Caps, empresas listadas na Bolsa com menor valor de mercado e mais espaço para valorização. Em geral, esses ativos estão fora do radar dos investidores, mas quem foge do óbvio e aceita tomar um pouco mais de risco pode receber as maiores recompensas.

Na B3, Small Caps são as empresas com até R$ 10 bilhões em valor de mercado (o número de ações negociadas multiplicado pelo valor de cada uma delas). Essas empresas têm menos papéis negociados em Bolsa e liquidez reduzida. Porém, apesar do adjetivo small, o grupo reúne nomes de peso como a aérea Azul, a incorporadora Cyrela e a construtora Tenda.

Aqui, o grande diferencial está na tomada de risco. Em momentos de fluxo muito agudo, principalmente de investidores internacionais e institucionais, os papéis com menor liquidez têm impacto mais forte nas suas cotações. Por outro lado, ações das Small Caps podem responder ao ambiente positivo mais rapidamente, quando há recuperação do fundamento.

As companhias neste nicho, exatamente pela resposta mais contundente ao fundamento do que ao fluxo em momentos de reversão de tendência macroeconômica, se às vezes parecem menos “atrativas”, nestas horas entregam resultados substanciais.

É aí que surgem janelas de oportunidade. Como um pequeno barco na água, as pequenas empresas podem se mover mais rápido e navegar com mais precisão do que as Blue Chips, que se movimentam como gigantescos transatlânticos. Os ativos de Tenda, por exemplo, se valorizaram 29,79% nos últimos seis meses. Biotoscana saiu de R$ 9,04 para R$ 11,45 em um mês — alta de 26,65%. Para comparar, Petrobras caiu 10% nos últimos seis meses exatamente em função do fluxo gigante negativo advindo das tensões pré-eleitorais, desprezando o fundamento da petrolífera neste movimento.

Na Eleven, mais da metade do nosso Guia de Recomendações é composto por Small Caps, contra apenas 4% do Ibovespa. O universo das Small Caps não é algo simples. Entender esses ativos demanda tempo, paciência e recursos. Mas a capacidade de entender antecipadamente os movimentos desses papéis pode representar diferenciais insuperáveis na sua estratégia de investimentos e de criação de valor. Ajuste o seu radar!

Natura (NATU3). A Natura quer dobrar o tamanho de sua rede de franquias sob a bandeira “Aqui tem Natura”. Essas franquias são geridas por revendedores da marca que decidem empreender no varejo físico. A iniciativa começou a crescer no ano passado e hoje são 100 unidades, contra 54 lojas abertas até o final de 2017. Natura mencionou ter uma base grande de consultores interessados no modelo. O potencial para expansão da rede de franquias é elevado porque considera elegíveis para o investimento os consultores que já atuam na venda direta e que possuem um relevante volume de receita na companhia. A meta agora é de chegar a cerca de 200 lojas nos próximos sete meses. A missão deve ser cumprida com a entrada do modelo em novas regiões.

 

 

BrasilAgro (AGRO3). A BrasilAgro apresentou seus resultados do quarto trimestre de 2018, respeitando o calendário da safra 2017/2018. A companhia possui um equilíbrio no portfólio de terras, que de acordo com o CEO está próximo do ideal para uma companhia sustentável no longo prazo, já que as terras desenvolvidas geram o fluxo de caixa para suportar os investimentos. Na safra deste ano, a companhia se provou produtiva e geradora de caixa, mesmo desconsiderando as vendas de fazenda (itens não recorrentes). A receita líquida atingiu R$ 296,7 milhões, sendo apenas R$ 52,4 milhões referente a venda líquida da Fazenda Araucária. O Ebitda ajustado atingiu R$ 134,7 milhões, crescimento de 217% frente ao ano anterior, e o lucro líquido foi de R$ 126,3 milhões. Das operações, excluindo o efeito do ganho de capital sobre a venda da fazenda, o Ebitda foi de R$ 91,8 milhões, resultado da safra de cana de açúcar e grãos, combinado com a prática de atividades de pecuária para contribuir para a maturação das terras de maneira produtiva.

 

Planos de Saúde. Após consecutivas perdas na Justiça de julgamentos relacionados ao reajuste de preços e, agora, com um outro que obriga o ressarcimento do Sistema Único de Saúde (SUS), os planos tentam amenizar a situação. Questionam, entre outras coisas, a tabela aplicada pelo órgão e a forma como são feitas as cobranças. O pleito é pertinente, pois trata de um problema estrutural no setor de saúde. De acordo com Amil, é transferido para as operadoras “todo o ônus de buscar as informações acerca do que lhe está sendo cobrado… sem um mínimo de transparência”, não permitindo à operadora identificar se há algum caso excludente do dever de ressarcir. O problema já é um velho conhecido. No final do dia, serão os consumidores a sentir o peso do aumento da fatura.

 

 

Movida (MOVI3). A Movida anunciou, na manhã de ontem (sexta-feira, 31), um acordo com a Avis, um dos principais players globais de aluguel de carros e soluções de mobilidade, com mais de 11 mil pontos de atendimento em aproximadamente 180 países pelo mundo. Segundo fato relevante publicado, a Movida se torna a Franqueadora Master no Brasil por 10 anos renováveis por 10 anos adicionais. O acordo de Cooperação entre Marcas prevê que a Movida pode incluir as marcas Avis e Budget em seus pontos de atendimento no Brasil e a Avis pode adicionar o logotipo Movida nos principais aeroportos de destino de brasileiros no mundo. Por meio da Aliança Estratégica, todos os clientes Movida serão atendidos em mais de 180 países através da rede Avis Budget. Em nossa visão, o acordo é estrategicamente relevante para a Movida e deve ter reação positiva na negociação do papel.

 

 

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