Teoria de Dow: conheça este estudo

Operar na Bolsa de Valores requer atenção, estudo e muita disciplina. Afirmar, com exatidão, qual será o próximo passo do mercado não é fácil. Assim, há sempre uma eterna dúvida: “É para comprar ou para vender? ”

Você já que um dos principais benefícios da análise técnica é saber usar o timing a seu favor. Isto é: reconhecer a hora certa de entrar e/ou sair de uma operação.

Não é à toa que existe uma expressão famosa sobre o assunto, que diz: “Nunca sabemos o que o preço irá fazer, mas devemos saber o que fazer quando o preço se mexer”.

O mercado evoluiu, mas alguns ensinamentos e teorias continuam vivos.

Charles Dow, o precursor da análise técnica, estudou o mercado, sem se focar em fundamentos, mas na aplicabilidade e na psicologia.

Seu estudo ficou conhecido como Teoria de Dow e serve, até hoje, como base para investidores e traders profissionais.

Está na hora de você também conhecer sobre o assunto.  Confira agora neste artigo!

Teoria de Dow

Você sabia que grande parte da análise técnica atual foi criada há mais de 100 anos?

Desenvolvida por Charles Dow (e posteriormente aprimorada por Willian Hamilton), a Teoria de Dow explica o comportamento do mercado de ações e até hoje impressiona investidores de todas as partes do mundo por seu conteúdo, sendo considerada por muitos mais do que uma teoria, uma filosofia.

Princípios

A Teoria de Dow é a rainha da análise técnica e seu entendimento é simples e fundamental para o investidor iniciante.

Conheça agora um pouco sobre ela!

Os índices descontam tudo

Segundo Dow, o índice desconta tudo. Isso quer dizer que o preço de uma ação reage ao fluxo com um consenso sobre o passado, o presente e o futuro.

Isso quer dizer que todos os fatores que podem afetar o preço de uma ação são descontados pelos índices, considerando fatos desconhecidos, inesperados e, até mesmo, os que ainda irão acontecer.

O mercado se move em tendências

Os preços das ações se movem em tendências. Saber identificar uma tendência em seu início representa vantagem, pois assim é possível segui-la e investir na mesma direção que ela.

As tendências se dividem em três e variam como:

  • Tendência primária: é a principal. De longo prazo, representa a alta ou a baixa dos preços;
  • Tendência secundária: é representada por reações às tendências primárias. De médio prazo, dura de semanas a meses. É quando os swing traders aproveitam para procurar oscilações;
  • Tendências terciárias: de curto prazo, é a preferida para os investidores mais agressivos, como os day traders.

As três fases dos movimentos

Dow demarcou as fases dos movimentos dos preços os relacionando com as altas e baixas do mercado.

  • Mercado de Alta

Fase 1 – No início da alta, enquanto a maioria acredita que o pior está por vir, os investidores mais preparados reconhecem o momento e aproveitam para comprar ativos. É a fase da acumulação.

Fase 2 – É quando uma nova leva de investidores percebe uma reversão de tendência, o que aumenta a pressão de compra.

Fase 3 – Marcada por grandes altas, nesta fase, os investidores de elite começam a vender, mas a massa, em clima de euforia, não ciente disso, continua a comprar.

  • Mercado de Baixa

Fase 1 – É quando os investidores de primeira linha vendem seus ativos e começa a retração. Nos gráficos já dá para observar a tendência de alta enfraquecida.

Fase 2 – Nervosismo no mercado! É quando as vendas das ações aumentam, derrubando as cotações e gerando novas mínimas.

Fase 3- Neste período, a queda acelera. É conhecida como “fase de pânico”.

Princípio da confirmação

Para confirmar uma tendência, é necessário que os índices coincidam com ela. Por exemplo, os diferentes índices do Bovespa mostram o desempenho de diferentes grupos de empresas. Logo, para confirmar uma tendência de alta ou de baixa, eles devem caminhar juntas.

O volume deve confirmar a tendência

Bastante simples, este fundamento mostra o comprometimento do mercado. Com ele, Dow relaciona volume e tendência da seguinte forma:

Tendência de alta:  o volume deve aumentar na alta e diminuir nas reações de desvalorização.

Tendência de baixa: o volume deve aumentar na baixa e diminuir nas reações de valorização.

Uma tendência acontece até que não ocorra sinal de reversão

Este princípio é um pouco mais complexo. Sabe aquela teoria da física que diz que “um corpo em movimento tende a permanecer em movimento a menos que uma força altere esta condição”?

Então, esta é a base deste fundamento! É nele que os investidores se baseiam para confirmar se há uma tendência nos movimentos ou não (o que, muitas vezes, não é fácil de se detectar rapidamente).

Esta foi uma versão resumida da Teoria de Dow. Esperamos que você tenha gostado. Não se esqueça de compartilhar este artigo em suas redes!

Para continuar esta série, o próximo tema será Psicologia de Mercado. Você sabia que o maior risco de perda não vem do mercado, mas sim do investidor?

Pois é, investir na Bolsa é saber controlar a ansiedade, ter paciência e muito controle emocional. Isso porque, para ter sucesso em um investimento, a técnica vale apenas 20%! Isso quer dizer que o foco dos outros 80% é a disciplina.

O que o impede de vencer no mercado? Entender os seus erros cognitivos e saber identificá-los é crucial para ver o seu dinheiro crescer.

Interessante este assunto, não? Fique atento pois, em breve, você saberá mais sobre Psicologia do Mercado!

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