Termômetro do Mercado – Os sete pecados capitais – Capítulo 3: orgulho!

 

Aos 559 anos e vivendo no Brasil, trabalhando por conta própria, preciso dizer que agradeço a um garoto nascido em 19 de abril de 1882. Getúlio Vargas.

Vocês sabiam que, desde a antiguidade, o Zodíaco é comprovadamente determinante na estrutura das características básicas e fundamentais de cada um de nós. Quando Jacques de Molay, famoso cavaleiro templário, foi queimado naquele que foi o verdadeiro fato gerador da “sexta-feira 13”, a astrologia acabou por ficar cravada na cultura da civilização ocidental. Dali, a maçonaria passou a utilizar os astros para aprofundamento do conhecimento.

Getúlio Vargas é um bom exemplo. Nascido no dia chamado de “Dia do Pleno Controle”, tem como parceiros de dia Lucrécia Borgia, filha ilegítima do Papa Alexandre VI, e Richard Garwin, cientista da Bomba H. As pessoas nascidas neste dia tentam exercer controle de tudo o que fazem. Segundo Gary Goldschneider, especialista na matéria, “a maior alegria para os nascidos no dia 19 de abril é construir uma carreira, um sistema ou uma família bem fundamentado, em que terão poder estável”. Além disso são, em essência, controlados, estáveis e habilidosos. Em contrapartida são ditatoriais, repetitivos e obsessivos.

Aqui há uma linha tênue entre a capacidade de conquistar e o desencadeamento de acontecimentos incontroláveis. E é daí que vem a analogia com o pecado capital da vez:

Orgulho: considerado “o pecado dos pecados”, é aquele que trouxe na fé católica o pecado original. Por ele, Eva teria comido o fruto proibido. O pecado do orgulho é uma preocupação com o “eu”. O orgulho tem tudo a ver com “eu, meu e eu mesmo”, pois o pecado em si também é centrado no “eu”.


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A sobreposição do ego, a incapacidade de reconhecer que há outras verdades que não as suas. Por este caminho, Getúlio foi consumido e acabou dando fim à própria vida. Fundamental é lembrar que não controlamos todo o resto do ambiente que nos envolve, nos cerca e nos influencia. Mas o orgulhoso se acha maior que isso.

Nos investimentos, este pecado é o caminho mais curto para o fracasso absoluto. A bancarrota. A destruição de imensas fortunas, do comprometimento de vidas, projetos e sonhos.

Lembro-me que, em 1951, fui chamado pela Fundação Getulio Vargas (olha ele novamente), a contribuir para a publicação chamada “Conjuntura Econômica”. Ali, começamos a fazer um trabalho que um tempo depois acabou virando a base do que vocês conhecem por Ibovespa.

Após quase um ano de trabalho, publicamos em junho de 1952 uma nova maneira de calcular um índice de títulos particulares. Minha contribuição foi de aplicar uma correção fundamental, que era a de ajustar as cotações das ações por desdobramentos de capital mediante bonificações aos acionistas. Era evidente que após cada elevação de capital feita por bônus de ações, a cotação do título tenderia a baixar, e o índice, por consequência, acompanharia esta queda.

Mas a realidade era muito adversa: se compararmos o patrimônio mobiliário antes e após as emissões de novas ações e constatarmos que ele efetivamente aumentava, era necessário introduzir um fator corretivo a fim de evitar uma falsa ideia da evolução do mercado financeiro.

Aqui um grupo de especuladores do mercado procurou o grupo político que apoiava o então presidente e garantiu que poderia ler antecipadamente os movimentos do mercado. Propagaram a ideia e transformaram em verdade para uma massa de detentores de dinheiro um plano de perpetuação de poder a partir da leitura daquilo que chamavam de “padrão inevitável” das oscilações dos títulos negociados na Bolsa.

Em minha última reunião com o presidente Vargas, lembro-me de ter dito a ele: “O senhor me parece cego pela visão de financiamento perene e infinito oriundo das apostas desenhadas pelo GTA-V, ou Grupo de Transações Avançadas número Cinco, como eles gostavam de ser chamados”. Vargas convenceu um meio irmão e mais dois parentes a venderem tudo o que tinham e apostar naqueles garotos aristocratas que lutavam por uma “causa maior” e julgavam-se capazes de financiar a manutenção no poder e conter todo o ímpeto combativo dos grupos políticos opositores somente baseados no pagamento de compensação financeira a alguns líderes.

Em pouquíssimo tempo, as apostas começaram a dar errado. As lições eram evidentes. O mercado será soberano. Determinará por si e por uma combinação inevitável de fluxo e fundamento seus movimentos. A quantidade de dinheiro emitido no pós-guerra para reconstruir os países destruídos migrava para os mercados financeiros. Eles foram orgulhosos. Incapazes de aceitar que sua verdade poderia não prevalecer sobre uma força maior, independente do juízo de valor.

Um dos primeiros puros Fundos de Ações do Brasil foi dizimado por uma sequência de decisões equivocadas. Teimosia e soberba. As irmãs gêmeas do orgulho.

Em 22 de agosto de 1954, o principal líder do GTA-V foi encontrado jogado nas escadarias da antiga TV Tupi. Ele queria de qualquer maneira aparecer em rede nacional para defender sua tese. Tendo lhe sido negado o espaço, embriagou-se até apagar. Poucos de vocês sabem, mas a sede da Tupi à época era o prédio do antigo Cassino da Urca. Essa história repercutiu tanto que transformou, em simbióticas, as definições de Bolsa de Valores e jogos de azar.

No dia 23 de agosto, após ser liberado do Hospital Central, teria feito uma visita ao Palácio do Catete, contando ao presidente da falência do GTA-V e a consequente incapacidade de financiar o projeto político de Vargas. Esta visita nunca foi confirmada, nem tampouco fez parte da agenda oficial da Presidência.

No dia 24 de agosto de 1954, Vargas foi encontrado morto. As verdadeiras razões do suicídio jamais foram compreendidas, como em boa parte dos casos em que se encerra a vida desta maneira. Uma nota jamais divulgada supostamente trazia algumas palavras escritas pelo Presidente de próprio punho.

“Tudo pelo pecado original”.

Getúlio Vargas deu-me a certeza de que eu jamais estaria sujeito ao pecado do orgulho. O preço jamais encontrará o valor por este caminho.

Até a próxima!

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Cielo (CIEL3). A Cielo respondeu à agressividade de seus concorrentes com maiores investimentos em marketing e contratação de colaboradores, porém apresentando o menor lucro líquido trimestral dos últimos sete anos, com queda de 45,5%, totalizando R$ 548,5 milhões. A “guerra das maquininhas” continua pressionando as margens de Cielo, que apresentou mais um fraco e desanimador resultado trimestral. O destaque positivo foi o crescimento da base ativa de equipamentos, com aumento de 20%.

B3 (B3SA3). A B3 informou que o Conselho de Administração aprovou a realização da segunda emissão de debêntures não conversíveis em ações da empresa, da espécie quirografária, em série única, para distribuição pública com esforços restritos de colocação. O valor total será de R$ 1,2 bilhões na data de emissão e o prazo de 30 anos, com 1ª repactuação programada para 3 de maio de 2022. O pagamento será semestral (maio e novembro) de juros remuneratórios a ser definido em Procedimento de Bookbuilding, limitado a 103% do DI e sujeito a alteração nos termos da oferta.

Via Varejo (VVAR3). Via Varejo reportou seus resultados ontem, abrindo a temporada do 1T19 no varejo. Para a companhia, o trimestre foi marcado por vendas fracas e menor rentabilidade, em meio a turbulências de migração de sistemas. A receita líquida mostrou queda mais acentuada, de 4%, totalizando R$ 6,3 bilhões, enquanto a margem bruta apresentou retração de 550 bps, denotando uma maior quantidade de eventos promocionais no período. Segundo a companhia, a performance do canal online foi impactada por eventos pontuais, relacionados ao processo de estabilização de sistemas, tanto no site quanto nos aplicativos. A empresa sinalizou que mantém os pilares da estratégia bem definidos, porém ainda não vemos sinais de reversão da tendência de deterioração operacional.


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