Termômetro do Mercado – Como escolher os ovos para colocar na cesta?

Diversificar e não colocar todos os ovos na mesma cesta. Considerar a relação risco-retorno. Respeitar o seu perfil de investimento e apetite para risco. Seja você um investidor experiente ou iniciante, já deve ter ouvido pelo uma dessas frases.

Elas costumam ser usadas para explicar o que deve ser considerado na hora de alocar o portfólio ou montar uma carteira de ativos. Todos sabemos que a diversificação é importante para tornar os seus investimentos mais seguros, mas o grande desafio é saber escolher os melhores ativos, fazer a seleção daqueles que se encaixam em uma estratégia inteligente, que têm menor correlação entre si, e, claro, maior espaço para valorização.

Para muitos investidores ainda existe uma lacuna de entendimento quando falamos de portfolio allocation. Mas não adianta inventar a roda! Na hora de construir um portfólio, os profissionais do mercado financeiro utilizam técnicas sólidas, que podem ser encontradas em literaturas sobre o tema. Aqui na Eleven, por exemplo, nosso time de analistas leva em consideração estratégias de investimentoasset allocationcontrole de riscodiversificação e rebalanceamento.

Abaixo, você confere o que cada um desses elementos significa.


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Estratégias de investimento: desde que o mundo é mundo e que o mercado é mercado, muita gente tenta estabelecer uma estratégia de investimento que dê certo. Infelizmente, ninguém chegou a uma receita mágica. Mas o que se consolidou ao longo do tempo são diversas estratégias para diferentes momentos. Nomeando algumas delas: value investing, contrarian investing, growth, momentum investing, total return, entre muitas outras.

Asset allocation: a chave para a gestão da carteira é ter um portfólio de investimentos de longo prazo. O asset allocation é baseado na compreensão de que diferentes tipos de ações não reagem exatamente da mesma forma. Em geral, o objetivo aqui é otimizar a relação risco x retorno de um investidor por meio de uma composição de ativos que possuam baixa correlação entre si. A carteira de investimentos pode se alterar também quando as condições de mercado mudam estruturalmente.

Gestão de risco e diversificação: ninguém possui a fórmula mágica para ganhar sempre, mas é importante buscar resultados consistentes. Assim, a abordagem mais prudente é criar uma cesta de ativos que traga uma boa exposição dentro de uma classe específica. A diversificação cumpre esse papel, trazendo dispersão do risco tanto dentro de uma classe de ativos quanto dentro do portfólio como um todo.

Rebalanceamento: é usado para ajustar o seu portfólio em intervalos de longo prazo. É importante se ater ao asset mix que melhor reflete o perfil de risco e retorno de cada investidor. O rebalanceamento quase sempre implica na compra e/ou venda de papéis super ou subvalorizados. Isso permite realizar ganhos e expandir oportunidades.

Dúvidas são naturais durante o processo

Incertezas na hora de alocar um portfólio de investimentos são comuns. E muitos investidores que já têm uma carteira de ações nos trazem questionamentos como “mas a bolsa caiu hoje”, “o mercado está nervoso”, “não sei se devo mexer na minha carteira porque o mercado está subindo/caindo”.

São dúvidas naturais, mas é preciso ter calma. Por exemplo, o rebalanceamento de um portfólio construído em cima de conceitos sólidos pode ser feito tranquilamente a cada três, seis ou até 12 meses. E isso pode ser repensado quando houver um novo aporte ou resgate que represente um alto porcentual do seu patrimônio investido e quando acontecer um evento que mude a perspectiva estrutural econômica.

A verdade é que não existe receita pronta. Temos que tratar nossos investimentos com responsabilidade e disciplina.

 

 AGE da Light (LIGT3). A concessionária de energia Light convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para 22 de novembro. O intuito da reunião é deliberar sobre a alteração do limite de emissão de novas ações para o total de 120 milhões de ativos. A emissão seria equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. A operação, voltou a comunicar a companhia a seus acionistas, seria ancorada pela gestora GP Investments. O aumento de capital não só é positivo por conta dos recursos extras que a distribuidora carioca passaria a ter para liquidar suas obrigações, mas também resolveria o problema da Cemig (CMIG4) referente à possibilidade de consolidação da Light. Exercida em uma opção de venda (put) contra bancos, a estatal mineira passaria a deter mais que 50% da companhia, o que implicaria na estatização da distribuidora e em maior dificuldade para concluir seu processo de venda. Após a emissão, e no caso de Cemig abrir mão de seu direito de subscrição, a estatal teria sua participação diluída de 52% (assumindo exercício da put) para 33%, afastando o risco de consolidação.

 Valid (VLID3). A Valid, multinacional brasileira de soluções tecnológicas seguras, em Fato Relevante divulgado ao mercado na última segunda-feira (22), anunciou a aquisição de 51,8% da Agrotopus, startup focada em soluções corporativas para a área de agronegócio, por R$ 6,5 milhões. A base de clientes é formada por cooperativas de café que somam 12% do mercado brasileiro. O foco, neste primeiro momento, são soluções ligadas à rastreabilidade segura e certificações sobre a origem e todo processo produtivo exigidas pelo segmento cafeeiro no setor nacional e para exportações. A expectativa é que dentro de quatro anos a empresa represente cerca de 4% da receita total da Valid. Gostamos do movimento da empresa em direção a uma maior diversificação do portfólio de serviços oferecidos, assim como o potencial do segmento.

Cyrela (CCPR3). A Cyrela Commercial Properties anunciou na última segunda-feira (22) o pagamento de dividendos, aprovado em assembleia geral ordinária. O montante de dividendos intermediários totaliza R$ 120 milhões (R$ 1,00 por ação) que serão imputados ao dividendo obrigatório relativo ao ano de 2018. Os acionistas que detiverem as ações até o dia 24/10/18 terão direito e receberão o valor no dia 07/11/18, portanto a partir de 25 de outubro as ações passarão a ser negociadas exdividendos. A remuneração é atrativa e acreditamos que haverá uma reação positiva nas ações CCPR3, apesar da baixa liquidez.

 Gol (GOLL4) e Smiles (SMLS3). A continuação do processo de reestruturação societária que engloba a incorporação da Smiles pela Gol segue dando sinais de divergência de interesses entre o controlador, a família Constantino e os acionistas minoritários da empresa de fidelidade. A unificação das companhias criará uma “nova Gol”, transformada em um holding pura, cujo principal ativo será as ações preferenciais (com direitos majorados) da empresa que, de fato, irá concentrar as operações da GLA e da Smiles. O Volluto, fundo da família Constantino, será o detentor das ações ordinárias (com direito a voto) dessa empresa operacional, que será de capital fechado, além de passar a deter parte da nova Gol (a holding). Segundo o management da Gol, o processo será encerrado com a companhia migrando para o Novo Mercado. O problema, em nossa visão, é entrar no mais elevado nível de governança corporativa da B3 por meio de uma operação que é sinônimo, até o momento, de desrespeito com o acionista minoritário. Sem contar o desalinhamento entre as partes envolvidas. A Smiles já está listada no Novo Mercado e, na fase inicial do processo, será incorporada pela Gol, que atualmente se encontra no Nível 2. O acionista de SMLS3, que já foram surpreendidos com o corte na distribuição de dividendos no início do ano, entregarão ações com direito a voto e receberão, em troca, papéis preferenciais, sem esse direito.


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