Termômetro do Mercado – Debêntures: emissões em alta abrem janelas de oportunidade

O mercado de títulos de dívidas emitidos por empresas, as chamadas debêntures, vem apresentando recordes nos últimos anos. De acordo com números da B3, o ano de 2018 atingiu a marca de R$ 139 bilhões em emissões e os investidores já esperam que esse mercado continue movimentado ao longo deste ano. Em 2019, o volume e número de ofertas deverá ser ainda maior tendo em vista os diversos projetos de infraestrutura que serão concedidos, a continuidade dos juros baixos, a retomada do crescimento econômico e os incentivos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para fomentar emissões de debêntures de infraestrutura.

As empresas emitem debêntures para financiar suas atividades ou algum projeto de expansão. O investidor que compra esses títulos recebe o recurso de volta em um determinado prazo, mais juros. Com isso, o detentor da debênture de uma empresa torna-se seu credor, o que inclui todos os benefícios e direitos que essa posição lhe propicia.

As debêntures podem ser negociadas no mercado de Bolsa e de Balcão organizado. E também no mercado secundário – ou seja, de um comprador para outro, sem a participação da companhia, na plataforma da B3. É preciso ter conta em uma corretora para comprar esses títulos.

Algumas notícias recentes reforçaram as boas expectativas para o setor. O governo de Jair Bolsonaro pretende estimular as debêntures incentivadas, estendendo a isenção do imposto de renda para investidores institucionais. Essa modalidade de título inclui empresas que atuam no ramo da infraestrutura, como a de construção de estradas, ferrovias e aeroportos. Atualmente, a isenção do IR é válida apenas para pessoa física.

A perspectiva positiva para a atividade econômica, aliada aos esforços do novo governo em reduzir o déficit fiscal e à taxa de juros historicamente baixa, também deve contribuir para o aumento das emissões ao longo deste ano – possivelmente para além de títulos incentivados ou com benefícios fiscais.

Além disso, no dia 8 de janeiro, a Petrobras divulgou o prospecto preliminar da emissão de R$ 3 bilhões em debêntures incentivadas. A oferta terá início após a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) registrá-la e as debêntures serem depositadas na B3.

Vale destacar que o crescimento orgânico do crédito privado é bastante saudável para a economia, pois alivia o passivo do governo federal e incentiva a poupança privada, competitividade e transparência. Conforme o mercado local ganhar maturidade e volume, será mais fácil negociar títulos privados no mercado secundário e apreçar as novas emissões de forma mais eficiente.


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Considere o seu perfil na hora de investir

É preciso entender que títulos corporativos como debêntures simples, debêntures incentivadas, CRIs e CRAs possuem restrição de liquidez no mercado secundário, sendo particularmente indicados para investidores dispostos a mantê-los até o vencimento (buy and hold). Esses títulos também não contam com garantias do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Ou seja, quanto maior for a sua tolerância ao risco de crédito e horizonte de investimentos, mais faz sentido a inclusão dessa classe de ativos na sua carteira. No entanto, uma avaliação mais aprofundada da qualidade do crédito do devedor e da operação é crucial para qualquer tipo de investidor, independentemente do tamanho do seu portfólio.

Diferentemente dos bancos, as empresas fazem captações no mercado financeiro com frequência menor. Por isso, as condições comerciais (forma de remuneração, spreads e prazos) variam bastante ao longo do tempo e conforme a qualidade do crédito do devedor. Cabe ao investidor fazer escolhas com muita seletividade. Como falamos no Termômetro do Mercado do dia 22 de dezembro, é indispensável que você busque ativos que estejam de acordo com o seu perfil de risco, horizonte de investimentos e necessidades de resgatar os recursos.

Na Eleven, debêntures e outros títulos privados e corporativos são analisados no produto Renda Fixa. O objetivo é encontrar oportunidades de investimento em renda fixa com boa liquidez, baixo risco de crédito e excelente remuneração. Para títulos emitidos por bancos (LCIs, LCAs e CDBs) e empresas (CRIs, CRAs e debêntures), nossos clientes recebem análises mensais e semanais com avaliações profundas do risco de crédito e do nível de liquidez de cada papel.

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 Odontoprev (ODPV3). A operadora de planos odontológicos divulgou em Fato Relevante ao mercado, na última quarta-feira (9), que foi feito o pagamento de R$ 74 milhões em remuneração aos acionistas. Desse valor, foram R$ 58 milhões em dividendos intercalares e R$ 16 milhões em juros sobre capital próprio (JCP).

 Indústria automotiva. As vendas dos veículos comerciais cresceram 43% em relação ao ano anterior, com pouco mais de 91,1 mil unidades. Desse total, os caminhões tiveram alta de 46,3%, enquanto os ônibus somaram 28,3% a mais do que no ano anterior. Por sua vez, os veículos leves, que compreendem automóveis e comerciais leves, encerraram 2018 com volume de 2,47 milhões de unidades, 13,8% a mais do que em 2017. Nessa categoria, os automóveis encerraram o período com avanço de 13,1%. Na projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ambos os segmentos — leves e pesados — deverão apresentar novo desempenho positivo neste ano, mas em proporção menor do que em 2018. Para os leves, as fabricantes projetam um aumento de 11,4% com um volume equivalente a 2,86 milhões de automóveis e comerciais leves. Já para os pesados, a entidade espera um aumento de 15,3% e algo em torno de 105 mil unidades.

Iochpe Maxion (MYPK3). O Conselho de Administração da empresa de componentes automotivos Iochpe Maxion aprovou a realização da 9ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de até R$ 450 milhões. A oferta tem como público-alvo investidores profissionais. As debêntures da primeira série terão prazo de vencimento de cinco anos, terminando em 11 de fevereiro de 2024, com taxa limitada a CDI+ 1,25% ao ano. As debêntures da segunda série terão prazo de vencimento de sete anos, vencendo-se em 11 de fevereiro de 2026, com taxa máxima de 100% do CDI +1,5%. Os recursos obtidos pela companhia com a emissão serão integralmente utilizados, primeiramente para o reperfilamento de passivos financeiros consolidados e posteriormente para o reforço de caixa.

 Construção Civil (TEND3). A construtora Tenda anunciou ao mercado que as suas ações (TEND3) passarão a integrar o índice da B3 que reúne as 100 ações mais negociadas na Bolsa (IBrX 100). A carteira foi divulgada na última terça-feira e é vigente entre os meses de janeiro a abril de 2019. A inclusão do papel no índice deverá aumentar a liquidez das ações da companhia de maneira passiva, pois permite que uma maior quantidade de fundos invista nas ações. Acreditamos que não muda a tese da empresa, mas tende a aumentar o volume de negociação diária de TEND3.


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