Termômetro do Mercado – ETFs de renda fixa chegam ao mercado brasileiro e aumentam opções para investidor

O investidor de perfil conservador e moderado terá mais uma opção de investimento no Brasil. No início de setembro, a Itaú Asset Management foi escolhida para ser gestora de um novo fundo de índice (ETF) de renda fixa apoiado pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Mundial, o ID-ETF. O produto deve ser lançado na Bolsa brasileira a partir do primeiro semestre de 2019.

Os fundos ETF espelham determinados índices e têm cotas negociadas em Bolsa. Já os ETFs de renda fixa têm indicadores atrelados ao desempenho dos títulos desta categoria — públicos e privados. O ID-ETF terá como parâmetro o Índice IMA-B, divulgado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Esse indicador é composto por uma cesta de 15 títulos do tipo Tesouro IPCA, com vencimentos que variam entre agosto de 2018 e maio de 2055.

A iniciativa tem como objetivo fomentar o desenvolvimento do mercado de capitais em economias emergentes, inclusive o Brasil. Isso incluiu a criação de preços de referência, o aumento da liquidez e da transparência nos mercados, além do aumento da base de investidores. O projeto ID-ETF está sendo implantado de forma pioneira no Brasil por meio de uma colaboração entre a Secretaria do Tesouro Nacional e o Banco Mundial, e deverá ser expandido em breve para outras economias emergentes.

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Vantagens

O Tesouro emitirá os títulos que irão compor a carteira do fundo no momento de sua criação em igual proporção àqueles que integram o índice de referência. Esse procedimento deve permitir uma das principais vantagens dos ID-ETF: a menor taxa de administração. A expectativa é que esse custo fique em torno de 0,5% ao ano, enquanto em fundos DI de grandes bancos, por exemplo, a taxa de administração está na média de 1% ao ano. Para compararmos, um fundo de ações de um grande banco, que acompanha o desempenho do Ibovespa, possui taxa de administração de 2%.

Outra vantagem para o investidor será a cobrança de alíquota única de Imposto de Renda, de 15%, independente do prazo de aplicação. Ou seja, o investidor pode pagar uma alíquota menor mesmo se vender a cota no curto prazo. Outros fundos e títulos de renda fixa, por outro lado, são tributados pela tabela regressiva do IR – as alíquotas começam em 22,5% e diminuem conforme o tempo em que o dinheiro permanece investido.

No ID-ETF também não deve existir o “come-cotas”, que é a antecipação semestral do IR nos fundos de renda fixa comuns. Além disso, o investidor terá flexibilidade para comercializar livremente suas cotas no mercado secundário como se fosse uma ação.

O investimento ainda exige baixo valor inicial, o que garante acesso ao pequeno investidor. No ID-ETF, o Tesouro precisa cumprir os pré-requisitos de fazer uma oferta ampla e de diversificar a base de investidores. Por isso, uma parcela de 60% a 65% das cotas do fundo deverá ser destinada ao público de varejo.

Além da menor tributação, outra vantagem do ETF de renda fixa para o investidor será a diversificação, pois a cesta de ativos terá 15 papéis diferentes. Vale destacar que o custo para reproduzir essa operação por conta própria seria muito maior e nem todos os títulos estariam disponíveis.

Mercado em expansão

Esse novo fundo chega ao país em meio a uma expansão do setor em todo o mundo. Somente em julho deste ano, os ativos sob gestão de fundos ETF atingiram o patamar de 5,12 trilhões de dólares no mundo. A expectativa do Tesouro é que em cinco anos o ETF de renda fixa gerido pelo Itaú atinja a marca de R$ 20 bilhões.

Por aqui, esse será o segundo ETF de renda fixa do país. O primeiro foi lançado pela gestora coreana Mirae Asset no último dia 10. O referencial do fundo da Mirae será diferente do ETF do Tesouro. Ele acompanhará o índice S&P/BM&F de Futuros de Taxas de Juros – DI 3 anos, que mede o desempenho de uma carteira hipotética composta por contratos de juros futuros de três anos.

Ele também possui alíquota de IR de 15% e a taxa de administração é de 0,3% ao mês. Sobre os ETFs não incide Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Existem no país outros 15 ETFs, todos de renda variável.

 Klabin (KLBN11). Em meio às discussões intensas sobre melhores práticas de governança corporativa, após a proposta controversa do CEO da Qualicorp de pagar a si mesmo um non-compete de R$ 150 milhões, a Klabin, importante player do setor de papel e celulose, volta suas atenções para as relações com os fundadores, de acordo com o “Valor Econômico”. A família Klabin ainda recebe royalties pelo uso da marca, mesmo mantendo participação societária de 47,5% das ON. Em momento de expansão e visando aproveitar a janela de oportunidade de desenvolvimento, o management estuda não somente selar um acordo definitivo, retirando do cash flow futuro pagamentos recorrentes de royalties, além de potencialmente migrar para o segmento mais alto de governança na B3. Com fundamentos interessantes e posição robusta de mercado, entendemos que um eventual acordo economicamente equilibrado pode destravar valor para a companhia, mitigando os riscos de conflito de interesse futuro entre acionistas.

 Banco Inter (BIDI4). O Banco Inter anunciou nesta semana a prévia de seus resultados operacionais do 3º trimestre de 2018 (não auditadas e sujeitas a revisão). A instituição, que oferece plataforma 100% digital, continuou expandindo sua base de clientes, ampliando o portfólio de produtos e, muito importante, reduzindo o custo da captação. O principal destaque, já noticiado em setembro, foi de que o banco superou a marca de 1 milhão de correntistas, tendo aberto mais de 6.000 contas por dia no mês de setembro. No lado da captação, ultrapassou a marca de 85 mil investidores, que contribuem para a redução do custo de funding. Adicionalmente, novos produtos foram lançados no período: o câmbio digital e a poupança (esta, atingiu 18 mil clientes). O banco ainda recebeu 36 mil solicitações de portabilidade de salário.

 Qualicorp (QUAL3). O fundador e presidente da Qualicorp, José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, segundo matéria do “Valor”, pretendia usar a Gama, empresa pertencente à Qualicorp que atua como uma rede de clínicas médicas, laboratórios e hospitais, como uma operadora de planos de saúde. Atualmente, a Gama apenas presta serviços para outras operadoras, pois a legislação não permite que um mesmo grupo atue como administrador de benefícios e operador de convênio médico simultaneamente. Júnior é conhecido por entender profundamente o setor de saúde e, há poucos dias, também circularam notícias acerca de sua suposta preocupação em relação ao sistema de remuneração do setor, que, entre outras coisas, pressiona o reajuste de preços dos convênios, sempre muito acima da inflação oficial. O tema está cada vez mais em pauta, no entanto, enquanto não ocorre uma mudança na legislação, algumas empresas estão se antecipando para terem maior controle sobre a sinistralidade. Seja via uma estrutura verticalizada, integrando a cadeia de valor ou via parcerias entre operadoras e prestadores de serviços com remuneração que privilegia o sucesso dos tratamentos. Os planos de Júnior, somados à sua ampla rede de relacionamento, tinham tudo para dar certo. Resta saber se e como tais planos podem ser incorporados às atividades da empresa que fundou.

 Setor Elétrico (CESP3). A liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho que impedia o leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) por 60 dias foi cassada. Apesar disso, o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (CDPED) adiou o certame da companhia para 19 de outubro. A decisão tem intuito de atrair mais compradores em potencial, pois a alguns dias das eleições as incertezas política e econômica do país afastam possíveis investidores. O movimento parece ser prudente, já que, após as eleições, a visibilidade do horizonte econômico do Brasil deve aumentar. O leilão marcado para outubro corresponde à quinta tentativa de vender a empresa.

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