Termômetro do Mercado – Expert 2018: investidor mais próximo do mercado, acompanhando a transformação

Conhecimento é fundamental para a tomada de decisões do investidor. Com o objetivo de ajudar nesse processo, participamos, entre os dias 20 e 22 de setembro, da Expert XP 2018, o maior evento sobre investimentos da América Latina. Por isso, esta edição do Termômetro do Mercado, excepcionalmente enviada no domingo, é dedicada a fazer um resumo das principais atrações da feira.

O primeiro dia foi exclusivo para assessores de investimento e teve palestras focadas em auxiliar no trabalho desses profissionais. Já a sexta-feira e o sábado foram abertos para o grande público. Ao levar nossas soluções para o evento, vimos uma ótima oportunidade de estar ainda mais próximo do investidor e de ajudar no crescimento do mercado de capitais brasileiro.

Bill Clinton e FHC

Um dos pontos altos da Expert aconteceu na sexta-feira, com a palestra dos ex-presidentes Bill Clinton, dos Estados Unidos, e Fernando Henrique Cardoso, do Brasil. A conversa teve um tom otimista e focou em vários desafios que o país enfrenta às vésperas das eleições. Para Clinton, o mundo vive uma onda contrária à globalização, “alimentada principalmente por parte de pessoas que se sentem deixadas para trás economicamente”. A irreversibilidade das relações de interdependência entre os países foi destacada e está muito alinhada com a visão estrutural da nossa equipe. Ele ainda destacou que os brasileiros não devem votar com raiva ou ódio. “Não tente tomar uma decisão quando está nervoso, pois nunca se toma decisões acertadas”, afirmou.

FHC, que divulgou carta aberta na quinta-feira (20) propondo uma união das forças políticas contra os extremismos, falou de uma “crise da democracia representativa”. “É um momento em que você não vai para a frente se não tiver uma utopia”, disse. Mas “precisa ser uma utopia viável”, completou FHC, que foi um dos idealizadores do Plano Real. Há uma inequívoca dificuldade da população, em meio a tamanha tensão pré-eleitoral, de compreender friamente o objetivo da mensagem do ex-presidente. Na opinião dele, devemos evitar os extremos que tendem a deixar de lado a racionalidade.

O ex-presidente da Petrobras e hoje no comando da BRF, Pedro Parente, também palestrou na Expert 2018. Com 47 anos de carreira, ele citou alguns momentos complicados na sua trajetória, como quando houve a maxidesvalorização cambial de 1999 e ele fazia parte do governo FHC, para depois assumir o ministério da Casa Civil. Esteve à frente do ministério de Minas e Energia durante o apagão e, anos mais tarde, relatou o desafio hercúleo de assumir a Petrobras ainda demontada pelo maior esquema de corrupção da história do país. Ele pediu demissão da estatal em junho deste ano após pressões sofridas durante a greve dos caminhoneiros.

Parente defendeu que a discussão sobre a privatização da Petrobras não seja ideológica. O executivo também clamou que a estatal não seja mais um instrumento de barganha política, independentemente do novo presidente da República eleito. “Estatal no Brasil implica em um aumento de complexidade, de burocracia e de custos muito maior que de empresas de capital aberto”, afirmou.

Crescimento

Neste ano, a Expert 2018 ampliou o seu tamanho e o número de atrações. Nos espaços do Transamérica Expo Center, o investidor pôde encontrar uma grande diversidade de produtos e soluções, distribuídos em praças de renda variável, renda fixa, fundos, previdência, entre outros.

Diante deste novo cenário político e econômico, entendemos que o acesso a informações e opiniões como as que foram apresentadas na Expert, bem como às soluções de investimento trazidas pela feira, podem contribuir para uma construção de patrimônio consciente. E, neste contexto, a feira foi uma oportunidade para o investidor encontrar apoio para investir cada vez melhor.

Abaixo, você confere outros destaques da Expert 2018. Aproveite!

 Debate Eleitoral. No sábado (22), um painel reuniu os assessores econômicos dos candidatos à Presidência. Durante o debate, Pérsio Arida (Geraldo Alckmin) e José Marcio Camargo (Henrique Meireles) deram diagnósticos bastante precisos sobre como enfrentar o problema fiscal do país. Em menor proporção, Bazileu Margarido (Marina Silva) também trouxe apontamentos interessantes. Nelson Marconi (Ciro Gomes) focou na taxa de câmbio e na necessidade de redução da volatilidade, opinião com a qual não necessariamente concordamos. Já Guilherme Mello (Fernando Haddad) falou que não existe independência entre os três setores do tripé macroeconômico. Sua ideia é controlar o câmbio, e ele defende que a geração de empregos vai diminuir o problema fiscal no Brasil. Ele foi vaiado por várias vezes. Entendemos que Mello negligenciou a gravidade do quadro fiscal e a necessidade de reforma da Previdência, o que vai contra tudo o que o Brasil precisa para se desenvolver. Paulo Guedes, assessor econômico do candidato Jair Bolsonaro, não participou do debate.

 

 Case da Azul. Um dos painéis da Expert 2018 teve a presença de David Neeleman, fundador da empresa aérea Azul. Ele falou dos pontos que, em sua opinião, são diferenciais para um empreendedor de sucesso e como a Azul se diferencia nesse cenário. Para Neeleman, o sucesso é atingido com os esforços para se tornar “impecável” no serviço prestado e dominar os processos do início ao fim, sem negligenciar nenhuma das suas fases. “Olhando para o case da Azul em específico, o engajamento dos colaboradores é o primeiro passo para a excelência, de modo que seja motivo de orgulho e satisfação participar dessa marca. Os tripulantes são peças-chave dessa estratégia”, disse. Em nossa opinião, a Azul hoje mantém status premium em termos operacionais e crescimento acelerado do número de passageiros (além de outros pontos abordados em nossos últimos relatórios) em função da gestão diferenciada.

 

 Alocação. Na última quinta-feira (20), um dos destaques do dia foi a palestra sobre políticas de investimentos e as mudanças nos processos de alocação que gestoras de fundos de investimento estão vivenciando. Participaram Mike Brooks, um dos gestores da Aberdeen, o gerente de investimentos da Petros, Daniel Lima, e Luciano Telo, da XP Investimentos. Foi discutido que, no Brasil, os gestores de longo prazo conseguem gerar retornos acima do benchmark para os acionistas com renda variável, não investindo em índices. “Fazer mudanças táticas e no curto prazo de uma carteira de investimentos que foi idealizada para o longo prazo pode machucar o retorno do fundo e aumenta o risco. É melhor investir em uma carteira com base na expectativa de risco e retorno dos ativos para o longo prazo (3 a 5 anos)”, disse Mike. Aqui lembramos algo que nosso estrategista-chefe, Adeodato Netto, repete aos nossos clientes. A juventude e instabilidade das nossas instituições e,por consequência, dos riscos inerentes ao mercado brasileiro, obrigam o investidor de renda variável a aceitação de que, por aqui, “buy and hold” não pode ser “buy and forget”.

Shoppings centers. Os Fundos Imobiliários (FIIs) do setor de shoppings centers foram tema de uma das palestras na última sexta-feira (21). Os gestores Bruno Laskowosky, Leandro Bousquet e Pedro Carraz discutiram as diferenças entre os setores de shoppings dos Estados Unidos e do Brasil. Segundo eles, os estabelecimentos americanos vêm enfrentando dificuldades e vários precisaram fechar em função da queda nas vendas. No entanto, por terem um perfil diferente, focado em lazer e entretenimento, os shoppings brasileiros continuam a atrair consumidores. Por isso, os gestores enxergam boas perspectivas para médio e longo prazo nos FIIs desse setor. No mercado de shopping centers, o investidor de FIIs também precisa estar atento ao local onde o empreendimento foi construído. Lugares que combinem maior densidade populacional e de renda geram maior potencial de consumo. Esses fatores contribuem para a rentabilidade do ativo.

 Fundos. O desafio das eleições de 2018 na gestão de fundos de renda variável também foi discutido durante a Expert. Participaram da conversa Eduardo Morais, da Claritas Investimentos, Philipe Biolchini, da SulAmérica Seguros, e Rogério Poppe, da ARX Investimentos. Durante a palestra, foi apontada a necessidade do investidor de fundos “tirar o pé do acelerador”, reduzindo o risco para esperar esta fase de indefinição passar. Biolchini ainda destacou que é preciso montar carteiras que apresentem boas performances mesmo nos cenários mais adversos. Por fim, Eduardo Morais falou sobre ter uma postura defensiva sem deixar de ter um retorno maior. Para isso, ele indicou como alternativa as small caps, espaço da Bolsa de Valores em que a equipe de análise da Eleven apresenta o maior diferencial no mercado nacional, com a maior e mais completa cobertura de ativos com esta característica de toda a indústria. Segundo ele, as empresas menores têm grandes chances de ter bons desempenhos na Bolsa, pois aproveitam mais a recuperação da economia.

 Tecnologia. No Brasil, 75% dos investidores confiam mais em uma indicação de um humano do que na de um robô. Este foi um dos principais pontos debatidos na palestra “A Próxima Geração da Confiança”, do CEO e presidente do CFA Institute, Paul Smith. Segundo ele, assessores de investimentos devem casar a tecnologia com habilidades humanas para atingir seus objetivos. Isso “porque pessoas querem ser atendidas por pessoas, o cliente quer saber se os dados gerados pelo computador estão sendo interpretados pelo assessor”.

 Renda variável. Com tom otimista, o gestor de fundos Florian Bartunek disse, em painel na Expert nesse sábado (22), que o Brasil vai se desenvolver ciclicamente porque existe capacidade ociosa, vontade dos bancos em emprestar dinheiro e vontade da população em consumir. Ele também acrescentou que o brasileiro investe apenas em Petrobras mesmo quando tem conhecimento de outros setores. Para Bartunek, isso tem que mudar. Luiz Alves Paes de Barros, também otimista, afirmou que os jovens precisam compor uma carteira com mais renda variável, ousar mais. Segundo Barros, que é sócio do fundo Alaska, o Ibovespa tem tido poucas baixas e, enquanto isso, as commodities estão em destaque. Alexandre Silvério, da AZ Quest Investimentos, pontuou que a economia vai retomar e que as companhias brasileiras funcionam apesar da volatilidade.

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O mercado está parado no meio do caminho, sem saber para onde vai.

No momento, essa tem sido a situação da economia brasileira diante de uma campanha eleitoral atribulada, em que não é possível prever absolutamente nada.

Por isso, a volatilidade se sobressai devido às incertezas dos investidores.

Mas o que fazer para lidar com o sobe e desce da Bolsa? Como o investidor pode se proteger de tanta volatilidade e incerteza?

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