Termômetro do Mercado – IPOs em 2019: ao menos dez novatas devem chegar à B3

Enquanto a economia brasileira vai deixando para trás a pior crise da sua história, o mercado de capitais mira novas janelas de oportunidade em 2019. Pelo menos dez Ofertas Iniciais de Ações (IPOs, na sigla em inglês) são esperadas para este ano. A entrada de novas companhias na Bolsa sempre atrai a atenção de investidores institucionais e, principalmente, estrangeiros. Também será uma ótima chance para pessoas físicas investirem em ativos de empresas com potencial de valorização à frente.

O mercado de IPOs no Brasil esteve fraco nos últimos anos em razão da crise econômica e a saída de capital estrangeiro do país. Agora, esse cenário tende a mudar com a aceleração da retomada econômica e uma menor intervenção por parte do governo. Nos últimos anos, vimos um excesso de utilização do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como financiador de empresas, tanto na disponibilidade de crédito, quanto comprando participações relevantes. Agora, neste novo ciclo, deveremos ver um enxugamento do balanço do banco e, além disso, a venda dessas participações, estimulando o mercado de capitais local. É pouco provável que a instituição volte a se tornar o mainstream do financiamento corporativo.

Entre os IPOs previstos para 2019 estão o do banco BMG, da empresa Blau Farmacêutica e da Caixa Seguridade, unidade de seguros da Caixa Econômica Federal (CEF).


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IPOs bons e ruins: seletividade na hora de comprar

Um IPO pode ser uma ótima oportunidade para o investidor, mas exige cautela na compra. Em geral, há uma assimetria de informações entre os investidores institucionais e pessoas físicas, o que pode levar a erros de avaliação. Muitas vezes, a quantidade de informações sobre a empresa que está chegando é reduzida e, por isso, podem acontecer erros na precificação desse ativo. A escolha, portanto, deve ser pautada por uma avaliação criteriosa dos fundamentos da companhia, incluindo um estudo do mercado em que ela está inserida.

O IPO da Caixa Seguridade é um exemplo do cuidado que essas operações exigem. A expectativa é que sejam captados até R$ 10,3 bilhões na abertura, mas a operação pode esbarrar na reestruturação que está em curso na empresa. Nosso head de Renda Variável, Carlos Daltozo, participou da primeira tentativa de IPO do negócio, em 2015, como analista do Banco do Brasil Banco de Investimentos e acredita que investidores, principalmente estrangeiros, podem exigir um prêmio de risco mais elevado dado a falta de track record da Caixa no mercado de capitais.

Existem, claro, diversos exemplos de IPOs bem-sucedidos nos últimos anos. Um deles é o IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), que estreou na B3 no dia 31 de julho de 2017 com faixa de preço inicial por ação entre R$ 27,24 e R$ 31. Desde então, os papéis mantiveram uma trajetória de alta e hoje já estão acima dos R$ 88 — uma valorização de cerca de 225% no período.

Na Eleven, nosso time de analistas estuda cada um dos IPOs que são realizados na B3. O objetivo é entregar aos nossos clientes uma avaliação isenta e responsável da operação, indicando se o investimento vale ou não a pena.

Acreditamos que o mercado de capitais brasileiro está amadurecendo e, como estamos no início de um ciclo de retomada econômica, a tendência é que os IPOs se intensifiquem na Bolsa nos próximos anos. Para aproveitar todo esse potencial, o investidor precisa entender cada um desses cases, indo a fundo nas informações da oferta pública para identificar oportunidades e fugir de eventuais armadilhas.

Azul (AZUL4). A Azul anunciou, na última quarta-feira (6), uma aceleração em seu programa de transformação da frota. Em 2019, a companhia espera adicionar 21 aeronaves de última geração, o que representa um aumento de oito aeronaves em relação ao seu plano original. Essas adições serão compensadas pela saída de 15 Embraer E195 E1, sete a mais do que o anunciado anteriormente. Em linha com a estratégia de substituição de aeronaves menores por aeronaves maiores, espera-se que o total de assentos-quilômetros oferecidos (ASKs) aumente em 18% e as partidas, em apenas 5%. As aeronaves E-jets de segunda geração e a entrada dos Airbus A320 neo são considerados drivers de ganhos de eficiência em 2019 e melhoria de margens da companhia.

 Porto Seguro (PSSA3). A Porto Seguro reportou crescimento do resultado operacional de seguro e outros negócios, favorecendo a lucratividade anual, ampliada em dois dígitos, mesmo em um ambiente de lenta recuperação econômica e taxa de juros no patamar mais baixo da história. O lucro líquido do quarto trimestre de 2018 foi de R$ 385 milhões, 22% acima do 3T18 e 44% superior ao 4T17, alcançando R$ 1,3 bilhão no consolidado do ano (+19% vs. 2017). A participação de mercado da empresa encerrou o ano em 27,7%, estável em relação a 2017, sustentado pelas marcas Azul e Itaú. Os negócios e serviços financeiros foram ampliados, sendo que a receita cresceu impulsionada por operações de cartão de crédito e financiamento, principalmente, favorecendo os resultados e representando 20% do lucro total. Por fim, o resultado financeiro total foi reduzido em 18% no ano, refletindo a queda da Selic. Contudo, no trimestre, houve retomada do crescimento desta linha (+32%) e a rentabilidade da carteira foi de 166% do CDI.

Itaú (ITUB4). O banco Itaú divulgou resultados fracos referentes ao quarto trimestre, totalizando R$ 6,5 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior. No acumulado do ano, o resultado de R$ 25,7 bilhões foi 3,4% acima do reportado em 2017, percentual muito abaixo dos concorrentes privados, Santander e Bradesco. As receitas com serviços e seguros foram a contribuição positiva, com crescimentos de 6,2% no trimestre e de 5,5% no consolidado do ano, impulsionadas por cartões de crédito e administração de fundos e pelo aumento da receita com seguros.

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