Termômetro do Mercado – Long&Short: mais uma opção para o seu portfólio

Long&Short: mais uma opção para o seu portfólio

Pressões cambiais sobre os países emergentes, dólar subindo, volatilidade na Bolsa brasileira. Às vésperas das eleições, não faltam motivos de tensão para os investidores. Para enfrentar este momento do mercado, a palavra de ordem é diversificação. Então operações estruturadas com foco no curto prazo são mais uma opção para fazer a diferença no seu portfólio e garantir lucros enquanto a sua carteira enfrenta desempenhos não muito bons. Uma delas é o Long&Short, em que o investidor busca retornos pela diferença de performances entre duas ações.

Fazer uma operação Long&Short significa vender uma ação (short) e, com o recurso da venda, comprar outra ação (long). A distorção do par é que gera o lucro quando a operação for liquidada.

Há dois tipos básicos de pares de ativos para o Long&Short: intrassetorial e intersetorial. O primeiro é uma operação entre empresas do mesmo setor. O segundo utiliza ativos de setores diferentes.

No Long&Short, o investidor ganha basicamente em três cenários. Você pode lucrar quando a ação que você comprou (ponta long) sobe e a ação que você vendeu a descoberto (ponta short) cai. Outra situação vantajosa acontece quando duas ações se valorizam, mas a posição long sobe mais. Você também pode faturar quando os dois ativos caem, mas a posição long se desvaloriza menos.

Para fazer uma operação Long&Short, o investidor deve estar atento ao ratio. Esse é um cálculo feito dividindo o valor da compra pelo da venda e o resultado determina o melhor momento de entrada. Se esse ratio subir durante a operação, você ganha dinheiro. Se ele cair, você perde.

Para você ter uma ideia, somente no mês passado, foram encerradas três recomendações de Long&Short recomendadas para os clientes da Eleven, todas elas com mais de 7% de lucro bruto. Em uma delas foi recomendada a compra de Vale contra venda de Petrobras. O ratio de entrada era de aproximadamente 2,8. Quando o ratio alcançou aproximadamente 3, foi indicada a saída da operação e, com isso, os investidores ganharam 7,5% de lucro bruto. Isso em apenas cinco pregões.

Essa é uma alternativa de investimento que pode trazer retornos bastante atraentes justamente por mesclar as posições de compra e de venda. Cabe ao investidor, porém, ter uma certa dose de cautela e avaliar bem os pares de ações que serão utilizados. Na Eleven, por exemplo, essa escolha é feita em uma união das análises técnica e fundamentalista. Na ponta compradora, são avaliados os fundamentos das empresas. Na ponta vendedora, os gráficos buscam o melhor time de início das operações.

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Telefônica Brasil (VIVT4/VIVT3). A companhia anunciou o pagamento de JSCP (Juros Sobre Capital Próprio), referente ao primeiro semestre de 2018. O pagamento ainda não tem data definida, mas deve ocorrer até o fim de 2019. Terão direito os acionistas com posição ao final do dia 17 de setembro. O montante total será de R$ 2,8 bilhões, que representam um dividend yield líquido de 3,69% para VIVT4 e de 3,61% para VIVT3. Importante ressaltar que os valores podem sofrer alteração até o dia 17 de setembro devido ao Programa de Recompra de Ações em andamento. Apesar do dividend yield atraente em um setor que exige investimentos elevados, as ações de Telefônica Brasil desvalorizaram 8,07% (VIVT3) e 16,28% (VIVT4) no ano.

Itaú (ITUB4). O Itaú Unibanco informou na última quarta-feira (5) que firmou parceria estratégica com a Edenred Participações S.A. no mercado de benefícios aos trabalhadores regidos pelo PAT (Programa de Alimentação ao Trabalhador). A Edenred é a controladora da Ticket Serviços S.A. no Brasil. O investimento minoritário de 11% na Ticket pelo Itaú, via aumento de capital, tem como objetivo adicionar os benefícios emitidos pela empresa do ramo de alimentação à sua atual oferta de produtos e serviços direcionados aos clientes dos segmentos de atacado, micro, pequenas e médias empresas. A Ticket opera com aproximadamente 70 mil clientes corporativos e mais de 270 mil estabelecimentos comerciais credenciados. A conclusão desta transação depende das aprovações do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e não são esperados impactos no resultado decorrentes do acordo.

Copel (CPLE6). A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que o início das operações do empreendimento eólico Cutia, anteriormente previsto para agosto de 2018, foi postergado para setembro. Apesar do atraso, que impacta diretamente o cálculo de retorno do investimento feito, destacamos que, conforme o CER (Contrato de Energia de Reserva), o montante de energia contratada e não entregue não expõe Copel aos preços da energia praticados no mercado de curto prazo. Em outras palavras, Copel não incorre nos custos com compra de energia para honrar seus contratos.

Suzano e Fibria (SUZB3; FIBR3). A fusão entre Suzano e Fibria, justamente por criar um gigante mundial de celulose, também precisa de diversas aprovações de órgãos reguladores – principalmente nas regiões onde a companhia resultante terá grande participação de mercado. Já conseguiram aprovações no Conselho de Defesa Econômica (Cade), BNDES, além de nos órgãos competentes dos Estados Unidos e da China. No entanto, a tradicional gestora Tempo Capital, acionista minoritária da Fibria, questiona o modelo da operação e pede que a CVM suspenda a realização da assembleia de acionistas da Fibria que votaria a aprovação da proposta, marcada para 13 de setembro. Segundo a gestora, a incorporação da Fibria pela Suzano resultará em um gasto adicional de R$ 12,5 bilhões para a Suzano na operação. Esse montante seria para evitar que a participação de seu grupo controlador se dilua de 46% para 33%, o que ocorreria em uma incorporação direta. Entre tantas aprovações necessárias, gestores minoritários e, muitas vezes, bons de briga, não podem passar despercebidos. Os questionamentos da Tempo Capital serão analisados pela autarquia.

 

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