Termômetro do Mercado – Surpreendendo mercado, CaixaPar adquire 50% das ações do Banco Pan

A CaixaPar (Caixa Participações), subsidiária da Caixa Econômica Federal e acionista co-controladora do Banco Pan, notificou o mercado que exercerá seu direito de aquisição de 50% das ações do Pan que foram subscritas e integralizadas pelo outro acionista co-controlador, o BTG Pactual.

Em novembro de 2017, o Banco Pan precisava de um novo aumento de capital, o terceiro desde o início da sociedade entre Caixa e BTG. Dessa vez, o valor era de R$ 400 milhões.

Inicialmente os dois co-controladores dariam R$ 200 milhões cada, mas a Caixa não tinha dinheiro na época, pois precisava adequar seu capital às regras mais restritivas de Basileia III. Por isso, o BTG acabou fazendo aporte do valor total, a R$ 1,88 por ação (média dos 90 dias anteriores ao anúncio da transação), e deu uma opção de compra para a Caixa. Após esse evento, o banco estatal tomou algumas medidas para ajustar seu capital, principalmente, reduzindo o ritmo de crescimento da carteira. Agora, sob nova administração e com a alta recente das ações do Banco Pan, a Caixa optou por integralizar sua fatia.

Na última quarta-feira, o Banco Pan informou, em fato relevante, que a CaixaPar exercerá seu direito de comprar os 50% das ações que tinha direito no aumento de capital de 2017, sendo que atualmente as ações do Pan estão sendo negociadas a R$ 3,40 (cotação do dia 14 de março de 2019). E o preço médio dos 90 dias anteriores ao comunicado da Caixa era de R$ 2,43 por ação.

Segundo nosso head de Renda Variável, Carlos Eduardo Daltozo, a Caixa desembolsará R$ 260 milhões para a aquisição, porém, considerando a cotação de fechamento do dia 14 de março, a participação adquirida pela Caixa está valendo aproximadamente R$ 360 milhões. “O mercado inteiro estava especulando quando a Caixa iria vender sua participação.”, afirmou.

O movimento está sendo feito sob o comando de Pedro Guimarães, que assumiu a presidência da Caixa no dia 7 de janeiro, a convite do ministro da Economia, Paulo Guedes. Guimarães chegou a trabalhar no BTG Pactual, ainda quando Guedes era sócio do banco de investimento. Depois, o atual CEO do banco público se tornou sócio do banco Brasil Plural, empresa da qual saiu no final do ano passado.

Como fica o Banco Pan

Após a aprovação dos órgãos reguladores, a composição do Banco Pan passará a ser de 41,7% para a CaixaPar, 41,7% para o BTG Pactual e 16,6% para os acionistas minoritários.

Como a Caixa e o BTG Pactual já eram sócios desde 2011, a aquisição das ações não significa mudanças na administração do Banco Pan, tampouco em suas ações. “O que muda é a relação de força. Enquanto o mercado estava especulando quando a CaixaPar venderia a sua participação, isso mostra que ela vai continuar como co-controladora por um tempo ainda”, acrescentou nosso head de Renda Variável.

Por outro lado, segundo matéria veiculada no jornal Valor Econômico ontem, a intenção da Caixa continua a mesma, de vender sua participação no Banco Pan, porém quer capturar a valorização das ações para uma possível venda mais à frente.

Hoje, as ações estão sendo negociadas abaixo do valor pago pela Caixa em 2009 que, corrigido por proventos e sucessivos aumentos de capital, foi de cerca de R$ 7,80. As ações do Banco Pan já acumulavam valorização de 76,4% desde o início deste ano.

Petrobras (PETR3). A Petrobras aprovou o “Plano de Resiliência”, sendo uma adição ao Plano de Negócios e Gestão 2019-2023, estruturado em três alavancas de geração de valor. A primeira delas é a ampliação do programa de desinvestimentos, em que a companhia prevê a inclusão de mais campos maduros de petróleo e gás localizados em terra e águas rasas, além de ativos de refino e logística. No entanto, esse novo plano não contempla ainda a revisão do pacote de desinvestimento de refinarias, que ainda está em estudo. A segunda parte do plano diz respeito aos gastos operacionais gerenciáveis, que a companhia pretende diminuir em US$ 8,1 bilhões, um acréscimo de 6,6% ao valor de R$ 122,6 bilhões previstos no PNG. A Petrobras cita cortes de gastos com pessoal e despesas discricionárias, como publicidade e patrocínios, além da otimização do uso de prédios administrativos. Por fim, a empresa diz ainda que está trabalhando para liberar o excesso de capital que consta nas disponibilidades de caixa, realocando para usos mais produtivos.

Unidas (LCAM3). A Unidas anunciou, na noite da última terça-feira, que fará emissão de debêntures no valor de R$ 1 bilhão. De acordo com a companhia, os recursos obtidos com a Oferta Restrita serão utilizados no curso normal do negócio e destinados ao reforço do seu caixa. O anúncio ocorre três meses após aumento de capital da companhia no valor de R$ 1 bilhão (precificação ocorreu em 14/12/18) e cerca de um mês após o follow-on da Localiza (no valor de R$ 1,8 bi), sinalizando o apetite do setor por crescimento acelerado, investindo em frota.

Setor automotivo. O governador João Doria apresentou o programa IncentivAuto, no qual estão previstos descontos gradativos de ICMS para montadoras (podendo chegar a 25%) sobre veículos produzidos em São Paulo. Para ser elegível ao benefício, os veículos devem ser resultantes de projetos previamente aprovados de novos investimentos em fábricas e produtos no Estado, no montante acima de R$ 1 bilhão e que gerem no mínimo 400 empregos (não se sabe se somente diretos ou também indiretos). Segundo Dória, o benefício será concedido somente após a conclusão do projeto, por tempo não informado. Nesse contexto, já surgiram questionamentos sobre a dificuldade de atingimento do teto de desconto, que seria relativo a investimentos de R$ 10 bilhões, uma vez que são raros investimentos de fabricantes de veículos em montante tão elevado (na última década, o conjunto de todos os fabricantes de veículos instalados em São Paulo não somou aportes desse tamanho).

M Dias Branco (MDIA3). O resultado do 4T18 foi abaixo das nossas pessimistas expectativas. Conforme mencionado no nosso relatório de prévia, o aumento do preço do trigo acabou impactando a margem bruta da companhia. Além dos aumentos de preço anunciados não terem sido suficientes para cobrir a alta no custo da matéria prima, a redução no volume de vendas (principalmente farinha e farelo de trigo) prejudicou a diluição de custos fixos. Dessa forma, o crescimento de 15,8% da receita líquida frente ao 4T17 (+3,5% sem Piraquê) foi resultado do aumento do preço médio em todas as linhas de produtos, compensando a queda de volume. Já o EBITDA caiu de R$ 194,3 mm no 4T18 para R$ 189,9 mm no 4T17 (-2,3% a/a), sendo que a Piraquê contribuiu com um aumento de R$ 25,4 mm. O lucro líquido foi de R$139,8 mm (-30,8% a/a) no último trimestre de 2018.


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