Termômetro do Mercado – Temporada de Divulgação de Resultados: revisitando os caminhos do seu dinheiro

De três em três meses, o mercado financeiro passa por um período que requer muita atenção dos investidores. É a Temporada de Divulgação de Resultados, em que as companhias listadas na Bolsa de Valores tornam público o seu desempenho nos últimos meses. Na Termômetro do Mercado de hoje, trazemos uma visão do nosso time de analistas sobre essa fase importante e que sempre exige muito trabalho e dedicação desses profissionais.

Durante a temporada, cada empresa divulga o seu demonstrativo com números como receita líquida e nível de endividamento e diz ao mercado se teve lucro ou se registrou prejuízo. Acompanhar esses resultados trimestrais permite ao acionista ter uma dimensão do que acontece na economia real. É comum que, observando apenas o terminal com as cotações do dia, o investidor acabe muito focado no preço. São nos balanços, porém, que os fundamentos estão refletidos.

Com a divulgação trimestral, conseguimos acompanhar a evolução das estratégias anunciadas pela empresa e saber se essas projeções poderão ou não ser alcançadas. Os analistas também podem fazer ajustes nos modelos matemáticos e ter conhecimento sobre eventuais sazonalidades que determinadas empresas e setores possam ter. Assim, é possível prever melhor o que acontecerá com a companhia no futuro e se as ações tendem a subir ou cair, fazendo recomendações com maior exatidão.

Claro que não há necessidade de revisar toda a tese e investimento a cada trimestre. Se a companhia está mostrando resultado conforme o esperado e anunciado, e se não tem nenhuma mudança exógena (externa) estrutural do setor em que ela atua, basta uma atualização.

O motivo para isso está no objetivo do seu investimento: longo prazo. O que importa mesmo é o resultado sustentável. Uma variação, por exemplo, no lucro líquido ou nas receitas de um trimestre específico para o outro pode não impactar o desempenho do ano, e, ainda mais importante, o futuro da empresa. Resultados trimestrais impactam a precificação da ação em um primeiro momento, mas são os fundamentos e a capacidade de gerar valor para o acionista que irão sustentar o preço do ativo em um horizonte mais longo de tempo.


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Cuidado com os eventos não recorrentes

Mas nem tudo são flores. A obrigatoriedade dos balanços trimestrais pode fazer com que algumas companhias adotem medidas de curto prazo para “embelezar” o resultado do período. Isso acontece porque elas têm receio da interpretação do mercado e a consequente desvalorização das ações. Existem casos em que as empresas podem decidir não realizar medidas que seriam extremamente positivas para o longo prazo por terem receio dos impactos imediatos.

Além disso, existem os chamados eventos não recorrentes. Eles são acontecimentos que podem impactar os números do trimestre, mas não deverão continuar. Cada um deles deve ser estudado a fundo, pois só assim é possível verificar se foi mesmo um fato isolado ou se isso pode repetir-se no médio prazo.

Um exemplo desse tipo de acontecimento foi o incêndio na fábrica de plásticos da Marcopolo, em setembro de 2017. A empresa foi forçada a parar a produção na unidade de Ana Rech por duas semanas e na unidade Planalto por uma semana. Com isso, os resultados do trimestre foram afetados.

Vale destacar que alguns eventos não recorrentes podem chegar a quebrar uma empresa, dependendo da sua dimensão, como no caso de multa, acidentes/desastres operacionais que impeçam a produção e geração de caixa. Por outro lado, os não recorrentes positivos podem gerar uma imagem da empresa diferente do que ela realmente é num cenário de normalidade, criando uma falsa sensação de saúde financeira (como no caso de benefícios fiscais pontuais e/ou retroativos, reversão de perdas etc.). Por isso a importância de manter o radar sempre atento a esses eventos e de analisar os números contábeis e gerenciais das companhias.

Esse trabalho de diligência é desenvolvido pelo time de analistas da Eleven. Durante esta Temporada de Divulgação de Resultados, serão muitas horas de trabalho e cerca de 150 balanços enviados para os nossos clientes.

O motivo é apenas um: apoiar os investidores na tomada de decisão de investimento e ajudá-los a identificar as melhores oportunidades para o seu dinheiro. Ações não são apenas um código em um terminal, mas um pedaço de uma empresa real, da qual você se tornará sócio.

 Aquisição. O Carrefour Brasil anunciou, na última terça-feira, por meio de Comunicado ao Mercado, a compra da e-Mídia, empresa de conteúdo digital que controla os sites Cyber Cook, Vila Mulher e Mais Equilíbrio. Segundo a companhia, a operação visa integrar o conteúdo do Cyber Cook ao comércio eletrônico alimentar, ou seja, será possível comprar produtos citados nas receitas do site, assim como acessar a receitas do portal ao adquirir alimentos no e-commerce, ampliando o tráfego e a experiência de compra do consumidor. O presidente do grupo no Brasil, Noel Prioux, destacou que a transação representa um passo relevante no desenvolvimento da estratégia omnicanal Brasil, a partir da qual estão investindo na inovação para oferecer serviços que facilitem cada vez mais a jornada dos clientes. Com essa aquisição, o Grupo Carrefour Brasil dá um passo em sua estratégia de transformação digital e transição alimentar no país. A estratégia do grupo tem como objetivo ofertar alimentação saudável e de qualidade a preços acessíveis, em linha com a ambição global de tornar-se líder mundial na transição alimentar para todos.

 Minerva. A Minerva reportou um resultado do segundo trimestre de 2018 bastante forte principalmente devido ao forte crescimento da Região Athena (Paraguai, Argentina, Uruguai, Colômbia e Chile), que foi parcialmente compensado pelo fraco desempenho da região Brasil. Por aqui, o volume de carne e produtos processados caiu 3,9% em relação ao terceiro trimestre de 2017, como resultado dos embargos da Rússia à carne Brasileira e da fraca demanda no mercado interno. Já a receita liquida subiu 7,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, devido à desvalorização do real em relação ao dólar, o que compensou a queda de 8% do preço médio em USD. Mas apesar dos resultados operacionais positivos, a companhia continua bastante endividada. Aproximadamente 86% da dívida total estava exposta à variação cambial ao final de junho de 2018.

 CSU CardSystem. O mercado em transformação pesou nos números reportados pela CSU CardSystem no terceiro trimestre de 2018. A empresa segue refletindo a dificuldade vista no trimestre anterior. No entanto, na comparação trimestral, excluindo o efeito da perda de um contrato importante no final de 2017, parece que o pior já passou. Receita líquida alcançou R$ 102,7 milhões, Ebitda somou R$ 20,2 milhões. O management tem conseguido manter custos e despesas sob controle mesmo com o cenário complicado enfrentado pela CSU, em um setor que passa por profundas transformações. Entretanto, esse traço de gestão ortodoxa pode estar no meio do caminho para uma estratégia acertada em um mercado em disrupção. Entendemos que a velocidade de execução pode fazer grande diferença no sucesso da estratégia e, com isso em vista, temos outlook neutro para os papéis CARD3, com preço alvo sob revisão.

 B3 (B3SA3). Após bater recordes operacionais no trimestre anterior, a B3 apresentou sólidos resultados, com crescimento operacional em todas as principais linhas de negócios. O lucro líquido recorrente foi de R$ 613 milhões no terceiro trimestre de 2018, aumento de 38% em 12 meses (reflexo de maiores receitas e benefício fiscal), porém, como esperado, houve queda quando comparado ao trimestre anterior (- 28%), período em que a companhia bateu recordes operacionais. A receita total foi de R$ 1.273 milhões, aumento anual de 9% e queda trimestral de 8%. Junto com os resultados, a B3 anunciou a assinatura de uma oferta vinculante para a aquisição do controle da BLK Sistemas Financeiros Ltda., empresa que oferece plataforma de telas de negociação, com ênfase na criação e desenvolvimento de softwares e algoritmos para os mercados de capitais e de derivativos financeiros, cujo objetivo é ampliar e complementar os serviços oferecidos para corretoras e investidores institucionais.


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