Termômetro do Mercado – Tuesday Caplet em: dê rosas de presente, não tulipas!

Nada melhor do que encerrar 2018 com a experiência do mais antigo, e ainda vivo, investidor do mundo. Hoje, Tuesday Caplet conta sobre a bolha que entrou para a história dos mercados e deixa uma dica valiosa para todos que buscam construir valor de forma sólida e racional. Aproveite a leitura e Feliz Ano Novo.


Tudo começou com um simples roubo. Pouca coisa.

Era 1593. Carolus Clusius, enquanto passeávamos por Constantinopla, plantou algumas coisas estranhas em troca de moedas que alimentavam nossa turma e saciavam nossa sede. Mas, ao voltar para a Holanda, precisava parecer mais importante. Ia dizer-se botânico. Sinceramente duvidei.

Quando ele inventou de levar aquelas plantas da Turquia para Roterdã eu avisei: “Isso não vai funcionar”. Não me ouviu. Sujeitinho teimoso. Já estávamos há muito tempo acampados próximos ao Estreito de Bósforo e ele havia de voltar com algo em mãos. Mal sabia…

Enfim. Plantou aquelas flores tão diferentes em um pequeno jardim e passou a alardear por toda a vizinhança sua mais nova descoberta. Como em qualquer época ou lugar, chamou a atenção não somente de bem-intencionados. Alguns vizinhos roubaram quase todas as suas mudas e passaram a vender no mercado como uma planta de raro valor. Os negociantes pouco sabiam cuidar das tulipas, e elas acabaram contaminadas. Uma espécie rara de vírus, chamado mosaico, criou variações nas cores e tons. Pronto! Era tudo de que negociantes precisavam.

Em uma das mais audaciosas e bem-sucedidas estratégias de marketing e vendas da história, passaram a valorizar cada vez mais as flores, suas sementes e, principalmente, os chamados bulbos.

Os bulbos viraram basicamente a moeda de referência. Recebi uma carta do teimoso Clusius por volta de 1620. Ele queria dinheiro para investir em “direitos de tulipas”, chamadas Semper Augustus, para o verão seguinte. Eu honestamente tinha mais coisa para fazer com meu dinheiro e não acreditava que aquilo estava se materializando. E se não chovesse? E se houvesse uma praga? O que estavam fazendo era especular. Tudo o que nunca gostei. Respondi a carta gentilmente contando a ele algumas das minhas escolhas de investimento. Todas, sem exceção, sólidas e com convicção de materialidade e criação de valor.


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O último pagou a conta

Os preços atingiram níveis impensáveis e a relação oferta e demanda passou a ser manipulada pelos detentores das plantações. Na verdade, um verdadeiro esquema piramidal nasceu. As pessoas compravam o direito de ter tulipas no futuro e revendiam com algum lucro para o próximo. Que revendia a alguém. Que revendia… O último pagaria a conta.

Outra indústria surgiu rapidamente. Os financiadores da operação. A grande maioria dos negociadores não tinha recursos suficientes para comprar os títulos que garantiam a tulipa futura. Assim, como a margem parecia interminável, começaram a pagar juros para quem lhes emprestasse dinheiro.

Em 1634, fui visitar uma amiga em Nice. Sophie. Seu irmão estava vendendo a casa para pegar o dinheiro e seguir para a Holanda. Lá, faria fortuna com o incrível mercado de tulipas. Infelizmente nem minha história, experiência e conselhos impediriam Jean Marc de partir. Ah, os atrasados. O último sempre paga a conta.

Dois anos depois ele voltou. Recebi uma carta de Sophie contando tudo. Os títulos começaram a ser vendidos em quantidade maior do que a produção. Os detentores dos direitos exigiram suas tulipas e obviamente não havia oferta suficiente. Os papéis viraram vapor. Ninguém mais pagava nada por eles e aqueles que tinham apostado tudo, dentre eles seu irmão, lutaram para receber os 3,5% do valor dos papéis que o governo ofereceu para colocar um fim a um mercado que acabaria comprometendo a saúde de uma nação.

Os especuladores do século XXI

Quase 385 anos depois, o mercado de opções, direitos e títulos de tulipas segue bombando. Se não são mais tulipas, são ações de Petrobras, Vale, Itaú e tantas outras. Se a regulação defende e mitiga o risco do investidor, as flutuações e desequilíbrios entre oferta e demanda seguem comandados pelos donos das plantações. No século XXI eles são chamados de especuladores.

Mas eles só atuam em derivativos? Não! O mercado à vista também tem casos concretos e sucessivos de assaltos a jardins como o de Clusius, o teimoso.

Quando uma empresa sólida, consistente e resiliente tem suas ações deterioradas por movimentos agressivos de venda e outras absolutamente ineficientes, endividadas e complicadas têm altas incríveis, tenha certeza que alguém está roubando suas tulipas.

Altas sucessivas e inexplicáveis são, via de regra, uma repetição do risco piramidal.

Se tiverem vontade incontrolável de entrar em uma dessas ondas de euforia, lembrem-se de Jean Marc, escolham alguém bem especial e invista em flores.

Mas compre rosas, não tulipas e, de preferência, à pronta entrega!

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 Varejo. As vendas do varejo cresceram 7,7% em termos nominais neste Natal em comparação com o mesmo período de 2017, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O setor com maior crescimento de vendas foi o de supermercados e hipermercados. Nessas lojas, houve aumento de 17,5% nas vendas de Natal. Se destacaram ainda, de acordo com o ICVA, os setores de móveis, eletro e lojas de departamento, além de livrarias e papelarias, que cresceram 10,4% cada. O crescimento das vendas no Natal foi impulsionado tanto por um maior volume de produtos vendidos como por alta de preços. O tíquete médio aumentou 1,4% ante o ano passado e o volume cresceu 6,2%.

 BTG Pactual (BPAC11). O BTG Pactual e a Prudential firmaram um acordo para distribuição de seguros de vida individual da companhia americana no canal digital do BTG. O objetivo é ampliar o portfólio de produtos oferecidos na plataforma da instituição (os seguros da Prudential são os primeiros oferecidos por meio do BTG Digital), assim como já fazem os principais concorrentes. Já para a Prudential a vantagem será a de explorar um novo canal digital e clientes do banco. Segundo a empresa, espera-se que 15% dos novos prêmios subscritos no próximo ano sejam decorrentes de parcerias comerciais e distribuição pelas plataformas e outros canais.

 Iguatemi (IGTA3). A companhia comunicou a expansão do Galleria Shopping para a construção de uma torre comercial no empreendimento. A venda fracionada de 2% do terreno gerou resultado líquido, após custos e impostos, de R$ 9,3 milhões. O empreendimento terá 14 andares com lajes de 950 m² de área privativa cada, salas de reunião, auditório e heliponto, estando integrado ao shopping. A Iguatemi coinvestirá na construção, ficando com aproximadamente 7.800 m² da futura torre, aumentando a ABL de seu portfólio.


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