Volatilidade toma conta dos mercados:vTrump lá e o seu dinheiro aqui!

Após a abertura dos mercados, o mundo parece ter realizado que Donald Trump é o Presidente eleito dos Estados Unidos. Volatilidade toma conta dos mercados.

Volatilidade toma conta dos mercados

Na quinta-feira, 10/11, após a abertura dos mercados, o mundo parece ter realizado que Donald Trump é efetivamente o Presidente eleito dos Estados Unidos. Volatilidade toma conta dos mercados.

A (teórica) tendência de alta estava apoiada nas perspectivas do aumento de investimentos na economia americana e corte de impostos. Entretanto, ainda pela manhã, os mercados emergentes inverteram tendência e entraram em pânico.

Os juros futuros nos Estados Unidos subiram fortemente depois que o mercado interpretou que o aumento de investimentos teria como consequência a aceleração da atividade e por consequência, o alvo de inflação poderia ser alcançado mais rapidamente. Esta combinação de fatores resultaria no aumento de juros pelo FED, e a liquidez excessiva que vinha suportando os mercados de capitais emergentes, teoricamente (mais uma vez) seria destinada aos chamados ativos “livres de risco”.

Uma eventual política expansionista imposta pelo futuro governo Donald Trump poderia desequilibrar o fluxo dos recursos dos mercados emergentes para os EUA. Não somente por conta de uma melhor remuneração, que era refletida nos yields no auge do pânico, mas com a possibilidade de alocação de capital dedicado no suposto pacote de investimentos em infraestrutura norte-americana.

Brasil

O stress global provocou uma forte desvalorização do real frente ao dólar. Entre 08/11 e 11/11, a moeda americana valorizou incríveis 7%, desequilibrando todas as projeções da maioria dos analistas de mercado.

A reação aos movimentos globais foi imediata na Bolsa. O índice Ibovespa derreteu os mesmos 7% no período entre 08 e 11/11.

As curvas de juros futuros assumiram comportamento irracional no período. As projeções de juros para 2018, 2019, 2021 e 2023 demonstravam uma assimetria fora do que consideramos razoável, considerando que ali está (ou deveria) o reflexo da expectativa para os juros brasileiros nas respectivas datas.

Trumpinflation

O mercado denominou como “trumpinflation”, o sentimento que o aumento dos incentivos em infraestrutura gere mais crescimento econômico, e por consequência mais inflação. Com isso o Federal Reserve iniciaria um ciclo de aperto monetário. Trump criticou por diversas vezes a cautela (que nós da Eleven elogiamos) de Janet Yellen na condução da política monetária norte-americana. Os chamados dissonantes, como Stanley Fischer ganharam força institucional ao defender uma subida mais rápida da taxa básica de juros. A nossa questão é: é sabido por todos que os juros subiriam por lá. Em nossa leitura inclusive as taxas de juros na Europa e desenvolvidos, hoje negativas em alguns casos, não são sustentáveis neste patamar. Parece que o mercado não gosta quando o futuro vira presente.

Trump causa queda nos emergentes! Mas pelo motivo oposto

As teorias pré-eleição afirmavam que os emergentes sofreriam com a possível vitória de Donald Trump, pois ele teria uma postura imprevisível no comercio, e fecharia as fronteiras. O movimento de queda que os emergentes estão sofrendo desde a eleição é devido ao possível crescimento da economia americana.

Parece que pouco importa a razão. O momento de irracionalidade reserva pouco espaço para fundamento.

Comparamos a performance do Ibovespa em Dólar durante os meses de janeiro e novembro de 2016. A variação negativa é basicamente a mesma. Em poucos pregões, perdemos nível em dólares (em intensidade) semelhante ao movimento registrado no momento de maior terror global desde 2008 e da crise da Grécia.

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Fonte: Bloomberg Terminal                                          Elaboração: Eleven Financial

 

Mas o mundo é igual? O Brasil é igual?

Vamos analisar alguns indicadores fundamentais para a economia brasileira.

O preço do Minério de Ferro 62%, um dos mais utilizados para efeitos de comparação, encontrava-se próximo à casa dos US$ 40 / tonelada durante todo o mês de janeiro, e muito pressionado com uma eventual desaceleração chinesa, pressionando esta cotação para baixo diante do quadro de incertezas. Atualmente, o mesmo Minério de Ferro 62% está próximo dos US$ 80,00 / tonelada. Isto mesmo, valorização de 100% no período. Considerando a relevância desta commodity para a economia brasileira, é um indicador importantíssimo do que podemos esperar da performance de nossas exportações e por consequência, dos saldos de transações internacionais do Brasil.

O barril do petróleo Brent, chegou aos US$ 28,00 durante o selloff de janeiro, criando um cenário de teórica insustentabilidade para os investimentos no setor de óleo e gás, sempre uma das principais apostas da economia nacional dada sua relevância como catalisador de negócios em infraestrutura. A cotação atual, próxima dos US$ 50, mesmo com as dificuldades (que historicamente acontecem) da OPEP em alcançar um acordo sólido de controle de oferta, já dão ao setor outra capacidade de projetar retomada dos investimentos.

O CDS, ou taxa de risco país, alcançou 500 pontos em janeiro, despencando para muito próximo dos 250 em setembro. Mesmo após os recentes acontecimentos, que elevaram os indicadores de risco dos emergentes, estamos próximos a 325 pontos, número ainda 35% abaixo do registrado no início do ano.

CDS BRASIL 5 ANOS

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Fonte: Bloomberg Terminal   Elaboração: Eleven Financial

As principais agências de risco, mesmo sem alterar o rating soberano brasileiro, já demonstraram olhar com bons olhos o movimento de inversão da tendência do endividamento público brasileiro. Trocamos de presidente, de equipe econômica e de gestão de política monetária.

Por fim… o que você deve fazer?

Nossa equipe tem por característica o alto compromisso com a técnica, a transparência e os pés no chão. Não somos movidos por ondas ou corremos em meio a manadas.

Este é um daqueles raros momentos em que os fundamentos encontram a oportunidade em uma janela quase única de entrada.

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