Vai apostar contra a VALE? Assim falou o mercado.

Commodities nos investimentos, minério escorregou no óleo e levou ferro. Pré-mercado.

O mercado realmente tem uns dias um tanto curiosos. Hoje a Bolsa começou alegre… dia com cara de alta. No dia em que “defaltou” os juros de sua emissão na forma de CRI, vencido em 29/12 com limite de repasse à subsidiária ontem, dia 09/01, a PDG viu seus papéis PDGR3 subirem 15%.

Sobre as construtoras, hoje o Guilherme Vilazante esteve no Comprar ou Vender do Infomoney TV analisando o setor para 2017. Ele, que liderou equipes de Real Estate no Barclays e na Merrill Lynch, e é atualmente o líder de nosso produto de Fundos Imobiliários, avaliou os riscos e gatilhos de cada um dos investimentos no setor.

Ao longo do dia…

Aqueles que foram alimentados pela espuma inebriante dos 75 bps, que teoricamente seriam arrancados da taxa Selic pelo COPOM nesta quarta, resolveram que os dados de varejo e a prévia do IGP-M não permitiriam que o BC cumprisse a profecia. Com a volta da convicção altamente perecível dos 50 bps, alguém bradou: “zero cinquenta já está no preço”!

Deste momento em diante tudo ficou menos bacana e a Bolsa desacelerou. Mesmo aquelas ações mais beneficiadas pela queda dos juros, como as dos operadores de shoppings, que foram analisadas pelo nosso time de Malls & Properties em relatório setorial especial (que pode ser adquirido aqui), fecharam no positivo. BRML3 -0,23, ALSC3 -0,93%, SSBR3 -0,82%, IGTA3 -0,52% e MULT3 -2,2-%. Todas estas integrantes da análise especial do time Eleven, e esta última ainda mais machucada por conta da notícia do aumento de capital.

Quanto será que VALE?

Se o Ibovespa conseguiu fechar em alta de 0,7%, e acima dos 62 mil pontos, deve tudinho para a VALE! A mineradora segue arrancando os dedos dos chamados “vendidos” e testando os limites da valorização. Até onde os papéis são capazes de ir? Cada vez mais o tal “mercado” parece dividido. A grande verdade é que as apostas contrárias têm sido sumariamente destruídas por uma performance incrível, mesmo em dias nos quais descola de suas históricas companheiras de fluxo, como CSN, GGBR4 (que chamamos de Ativo para quem tem nervos de aço) e Usimimas. VALE3 +7,70% e VALE5 +6,30%. Os gritos de “tá cara” misturam-se aos “VALE é trinta!”. Vai escolher seu lado? Preserve os dedos.

Apesar de intensos movimentos o volume negociação no pregão de hoje, mais uma vez foi relativamente fraco, R$ 6,04 bilhões.

Do lado negativo, uma das companhias que nossa equipe revisa neste instante os modelos e a recomendação, Cielo viu suas ações ordinárias derreterem ao longo do dia, ganhando algum oxigênio ao final do pregão, mais ainda fechando em queda de 3,35%.

Em um ano em que, como temos repetido sistematicamente, tende a prevalecer o fundamento, hoje foi um dia de vitória do fluxo!

No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,04% frente ao real fechando a R$ 3,19.

Os juros futuros tiveram forte queda. DI com vencimento para janeiro de 2021 encerrou o pregão cotado a 11,10%, mostrando dicotomia entre o mundo dos ativos reais e das expectativas!

Amanhã é dia de IPCA pré e COPOM pós-mercado. Dia de conferir todas as previsões claramente feitas pela nossa equipe de economia do relatório Macro Brasil 2017!

Nós que defendemos tanto as quedas mais fortes do que as realizadas nas duas últimas reuniões de 2016, trabalhamos com os mesmos 50 bps que frearam a massa compradora de hoje. Uma das grandes lições que um analista deve aprender é que muitas vezes além de dizer o que achamos que deveria acontecer, devemos levar aos nossos clientes o que pensamos que vá acontecer.

Sabe o que é possível? Tudo! No excel e no power point. Até um COPOM arrojado.