Vai semana. Mercado precisa de Paz(coa)!

Dia de tensão geopolítica e na justiça. Difícil encontrar uma palavra para definir a maneira como a Bolsa encerrou a semana.

Dia de tensão geopolítica e na justiça.

Difícil encontrar uma palavra para definir a maneira como a Bolsa encerrou a semana. Escolhemos usar o termo exaustão. É até compreensível, considerando a enxurrada de notícias negativas, sinais de tensão e incertezas que vimos desabar sobre nossas cabeças.

Somos de uma geração que foi criada com a convicção de que o poder público estava longe de ser exemplo de conduta no Brasil. Mas a sofisticação, o profissionalismo e a desfaçatez que estão sendo expostos, escancara uma nação nua, sem alma e refém de um resto de esperança, típica do brasileiro. Este foi o tema do nosso podcast desta quinta.

Somem a isto um ataque militar norte-americano, um coreano de cabelo esquisito cada dia mais acuado e o resultado é aquele movimento de espasmo para a proteção, com os investidores movendo para os ativos com menor risco. Resultado: Ibovespa em forte queda, baixando de 62.850 pontos, registrando variação negativa no dia de 1,67%, em linha com a performance do índice futuro, que caiu 1,88%.

Os dois papéis da Petrobras foram massacrados, registrando quedas de 4,48% (ON) e 3,89% (PN). Um tanto pior para o Banco do Brasil, que hoje derreteu 5,20%, mostrando quanto as companhias ligadas ao poder público brasileiro estão sob forte desconfiança com a perspectiva de esfarelamento do establishment. Péssimo dia também para as ações da Embraer, integrantes da Carteira Eleven, que recuaram 5,16% após a divulgação dos dados preliminares de entregas relativas ao primeiro trimestre. Importante ressaltar aqui que em nossa análise “Estabilidade no Plano de Voo”, abordamos a questão cíclica do case. Os números apresentados estão absolutamente dentro da margem de variação de nossas projeções e nosso time de analistas reforça a tese apresentada. Mesmo com os impactos recentes de Sanepar e agora Embraer, aquela que chamamos de “nosso melhor juízo de equilíbrio entre risco e retorno”, segue com basicamente o dobro da performance do Ibovespa em 2017.

Ainda dentro da nossa carteira recomendada, Movida e Sanepar registraram altas de 1,69% e 0,93% respectivamente. Sobre a companhia de saneamento, um dos papéis mais discutidos da semana na Bolsa, Adeodato Netto esteve com o CEO da XP Gestão, Marcos Peixoto e com o gestor da Iporanga Investimentos, Robinson Dantas, debatendo o setor no Infomoney TV especial desta quinta-feira.

A tensão foi claramente refletida na curva de juros, com o DI19 subindo 0,50% mesmo um dia após o Comitê de Política Monetária reduzir a taxa básica de juros da economia em 100 bps. O indicador de risco-país, o CDS, no entanto, permaneceu estável. Por esta ótica podemos consolidar uma visão de espasmo e não de alteração (ainda) estrutural sobre o que temos à nossa frente.

Com os olhos do mundo voltados para o oriente, fechamos a semana entrando no feriado da ressureição e da renovação.

Que assim seja e na segunda possamos encontrar um mercado com novas energias e olhando para frente, longe do medo e da sombra.

Feliz Páscoa a todos. Em Paz!